EP 161: Bird Box | O Retorno de Mary Poppins | Altas Expectativas 2019

[Todos Estão Cegos]

O filme que todo mundo viu não poderia faltar na Varanda. Bird Box (15:11) é dirigido pela dinamarquesa Susanne Bier e estrelado por Sandra Bullock. Lançado pela Netflix, rapidamente se tornou um hit e um típico caso de ‘ame-ou-odeie’. Ele fica ou cai da varanda?

A sequencia mais tardia da história do cinema também pede espaço. O Retorno de Mary Poppins (37:24), dirigido pelo especialista em musicais Rob Marshall, está bem cotado entre as premiações e pode aparecer no Oscar. Fez justiça ao clássico?

Ano vai, ano vem e as expectativas dos cinéfilos se renovam. Afinal, o que podemos esperar do cinema no ano que se inicia? Os varandeiros voltaram a pesquisar muitos dos títulos que prometem agitar os cinemas e os festivais em 2019, entre blockbusters, fitas de super-heróis e títulos de um cinema mais autoral. Eis aqui essa pequena amostragem do que estamos em Altas Expectativas (1:16:19).

Os indicados ao DGA no Boletim do Oscar, enquanto no Puxadinho da Varanda (1:32:34) há espaço para discutir Black Mirror: Bandersnatch e destacar a animação japonesa Crianças Lobo. E os comentários dos ouvintes sobre os episódios anteriores no Cantinho do Ouvinte (1:46:52). Bom Podcast!

| Metavaranda |

Bird Box| Susanne Bier | 47
O Retorno de Mary Poppins| Mary Poppins Returns | Rob Marshall | 54

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Gravado na terça, 8 de janeiro, na varanda do Michel.

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8 comentários sobre “EP 161: Bird Box | O Retorno de Mary Poppins | Altas Expectativas 2019

  1. Puxa, não me lembro de nenhum outro filme em que a nota do Thiago foi mais baixa que a do Michel!!! Fiquei surpreso também de birdbox ter caído da varanda! Vai ver que o filme esqueceu a venda e acabou se jogando de lá… Rs

    Na minha concepção, é um filme de terror! Em um episódio anterior, alguém comentou (acho que foi o Thiago) de que o que mais valoriza num filme de terror é a capacidade de se criar uma atmosfera pesada. Nesse sentido o filme funcionou perfeitamente para mim, sobretudo nas cenas do tempo passado. De fato, ali na parte do barco foi mais difícil transmitir essa tensão, mas na cena com o maluco abrindo todas as cortinas da casa… 100% adrenalina! Ponto alto do filme ali!

    Dentre as interpretações discutidas na internet, gostei dessa teoria daqueles que enxergam a “coisa” do filme como uma alegoria da depressão. Todas as pessoas da casa passavam por momentos de vida difíceis… uma gravidez indesejada, a esposa mimada de quem o marido militar se afastou pelo ofício, o escritor frustrado por trabalhar em supermercado, etc. Tentavam dar a volta por cima, mas a sombra da depressão estava ali, como um convite constante ao suicídio.

    Havia também outras alegorias. As crianças simbolizam a esperança. Os pássaros, momentos felizes e as lembranças que deveriam ser protegidas e que ajudavam nas horas críticas. Os fugitivos que não usavam vendas representam as pessoas que flertam com a morte, que gostam de viver perigosamente.

    Os loucos são de difícil interpretação. Me veio em mente aquelas pessoas deprê que curtem a depressão, e que querem deixar os demais também na fossa (Marcelo Camelo, do Los Hermanos??)…

    Por fim, nos são apresentados os cegos. São eles que ajudam os outros a superar a depressão, e é esse o melhor remédio contra a tristeza: viver a solidariedade! É que nos mostra o sentido da vida! Uma comunidade onde se vive para o outro vence qualquer tristeza!

    Comentário final: Thiago… passar birdbox na ceia de natal da família??? Acho que você não entendeu o filme (daí a nota baixa)! Sugiro substituir por algo como “natal de angela”, também do netflix! : )

    Abcs pessoal, e feliz 2019!

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    1. Oi, Renato, tudo bem?

      Acho que exagerei um pouco sobre a ideia de exibir Bird Box na ceia de Natal (imagine a indigestão geral, rs), mas o ainda acredito que a Netflix aliviou um pouco o aspecto perturbador do material para torná-lo mais acessível a um número grande de espectadores – e aí condiz com esse espírito de “filme de temporada natalina”.

      Sim, eu comentei em algum outro episódio sobre a importância que dou à construção de atmosferas tensas em fitas de horror. Para mim, esse é um aspecto falho no ‘Bird Box’. Tudo me parece genérico, sem muita entrega, sem uma intenção verdadeira de ir fundo nos temas que o filme sugere (essa interpretação sobre a simbologia da depressão é muito boa, mas sinto que o filme não consegue expor essa angústia toda).

      Da minha varanda ele cai, mas é legal saber que muita gente está embarcando na canoa desgovernada da Sandra. Viva a fantasia.

      Abraço!

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  2. Olá Pessoal,

    Se não me engano Roma entrou no catalogo da Netflix , na mesma semana que Mary Poppins Returns . Eu prefiro mais a Cleo rsrs.

    Abraços

    Caio

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  3. Três comentários…

    1) Bird Box é legal de ver como passa tempo, mas, não resiste a sopro. Como cinema é fraco – gosto desse tipo de filmes.

    2) O Retorno de Mary tem bons momentos e Emily não decepcionou em nada. Porém, o original tem canções que grudam, é inovador para época e tem excelentes números… Este não tem tudo isso… Mas, valeu né!?

    3) Que traumas em Tiago…

    PS.: achava Júlia Andrews lindíssima de Mary Poppins…

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  4. Oi, pessoal!
    Sobre Bird Box, li o livro no Natal (bem no clima, né?) justamente para poder ver o filme. Não sei como eles trariam o elemento do terror/suspense, que funciona no livro, para o filme. Pra mim, é primordial o fato do leitor ficar na mesma posição de vulnerabilidade dos personagens, sem nunca ter certezas, contando apenas com a descrição de sons (e essa também sujeita à incerteza, “o som que o fulano achou ser tal coisa” e não “o som de tal coisa”). Esse elemento é substituído no filme por Sandra Bullock vendada/ Sandra Bullock embaixo da coberta… Não acho que funciona muito. kkk
    Achei a trama do filme muito atropelada, não deu tempo nem de assinar a carteira da Sarah Paulson 😀
    Enfim, acho que merecia ser empurrado da Varanda vendado mesmo.

    Ah, obrigado pela aparição dupla na minha semana de volta ao trabalho! Espero que quando a Disney finalmente fechar esse contrato, a gente possa sempre ter dois episódios!

    Abraço

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    1. Não li o livro, mas imaginei que essa atmosfera perturbadora da trama seria diluída na versão para o cinema. Numa comparação quase absurda (que os fãs do Saramago não me matem), foi mais ou menos o que ocorreu com Ensaio sobre a Cegueira. O essencial acaba se perdendo na tradução para o cinema.

      Abraço!

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