Episódio 93: Um Dia a Casa Cai

 

O filme-polêmica da semana é Mãe! (6:14). O novo longa de Darren Aronofsky tem despertado reações de amor e ódio. E haja referências a questões bíblicas, de ecologia, do horror das guerras e outras temas fortes. Os Varandeiros debatem não só o filme, mas também a carreira do cineasta.

Já Columbus (48:18) é um drama indie, destaque de Sundance, e desde já uma das gratas surpresas do ano. Tem também um Cantinho do Ouvinte inspirado em Mãe!, Ailton Monteiro e os cineastas librianos no Varandeiro do Zodíaco (1:02:17), e Recomendações. Bom Podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

Mãe! | Mother! | Darren Aronofsky | 25
Columbus | Columbus | Kogonada | 72

Gravado no domingo, 17 de setembro, na varanda do Michel

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11 comentários sobre “Episódio 93: Um Dia a Casa Cai

  1. Os varandeiros já sabem do meu ponto de vista sobre o filme (compartilhei no Twitter antes da varanda). Por isso, vou fazer duas observações:

    1) Cisne Negro é disparado o melhor filme feito pelo Darren Aronofsky e tenho severas dúvidas se ele conseguirá fazer algo igual. Em Cisnei Negro ele consegue transformar uma história simples e que poderia cair num drama barato, em um suspense psicológico com toques fantástico e de horror.

    2) A outra é uma indicação. Li muita coisa ruim sobre o filme. E, aqui em Belém, há um crítico (velhinho, porém sábio) que gostou muito do filme. Como sou fã dele (Pedro Veriano já lançou dois livros sobre cinema e dirigiu alguns pequenos filmes há tempos atrás), eu deixo dois links com texto dele sobre Mãe!

    Abraços!

    http://www.blogdoveriano.com/2017/09/mae.html?m=1

    http://www.blogdoveriano.com/2017/09/ainda-mae.html?m=1

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  2. Olá! Nem tive tempo de ouvir o podcast ainda, mas já farei um pedido: façam uma lista dos imperdíveis no Festival do Rio, por favor!
    Este ano terei menos tempo e quero ver o que estiver melhor cotado.
    Obrigada, meus críticos preferidos!

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  3. Fiquei imaginando o Darren Aronofsky encontrando o Tiago na rua e dizendo: “e aí, vamos tomar aquela ceva?” e o Tiago batendo no ombro do Darren, meio que já atravessando a rua, respondendo: “ahã, qualquer hora dessas a gente marca!”.

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  4. Olá Varandeiros!! Primeiramente preciso dizer que mais discordo do que concordo com as críticas de vocês ao filme “Mãe!”, mas ahhhhhhh…. como é bom um cheirinho de esculacho pela manhã!! hahaha!!
    O episódio foi muito divertido e eu acho que o filme já valeu a pena simplesmente por fomentar tantas discussões positivas e negativas sobre ele. Mas vamos às minhas considerações:
    Como disse para o Tiago pelo twitter, logo na saída da cabine, eu concordo com vocês quando dizem que a trama principal não funciona e que o Aronofsky montou uma trilha perfeita para que nós entendamos exatamente o que ele quer com as suas metáforas e alegorias rocambolicas, mas vejam, nós somos um porcentagem muito pequena das pessoas que frequentam os cinemas. Na minha segunda sessão do filme, agora com o público, percebi que a maioria das pessoas não entendeu absolutamente nada do filme… nada!!! Até pessoas conhecidas da internet postaram vídeos dizendo que o filme não faz sentido nenhum! Assim sendo, quando vocês (e até eu!) dizem que as alegorias são muito óbvias, creio que essa não seja uma afirmação tão exata assim, e aí, eu tenho que concordar com o Michel quando ele diz que o filme é corajoso. É um filme mainstream, de um grande estúdio e que não é assim totalmente mastigado como 99% dos blockbusters.
    Outra curiosidade, que imagino que o Tiago irá adorar, é que eu pude perguntar para o Aronofsky, em sua passagem por São Paulo, se ele acreditava na humanidade ou se tudo precisaria ir para os ares para que o mundo tomasse jeito, e ele me respondeu que é uma pessoa OTIMISTA!!!! rs…. Que acredita na humanidade e que nós aprenderemos algum dia a viver em sociedade e em comunhão com o planeta!!!
    É isso…. ficou longo (peço desculpas por isso!), mas acho que o filme e a ótima discussão de vocês pediam isso de mim!
    Um grande abraço e continuem assim, sempre emitindo suas opiniões honestas… custe o que custar!!
    Ah Chico, você vai morrer agora, mas minha nota pro “Mãe!” é 8! hahahahaha!!!!

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    1. Olá Montanare,

      Episódio esculachando em sua homenagem! Pa pa parem as màquinas! 8? hahahaha Rindo, mas é isso ai, tem que ser honesto e seguir os seus instintos nas opiniões.

      É meio desesperador pensar que muita gente não está entendendo o filme, com tanto didatismo, é o cumulo da falta de compreensão de texto!

      abs, Michel

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  5. Oi, pessoal! Nossa, esse episódio foi quase no mesmo nível daquele do ‘A chegada’ (inclusive já estou com pena do Villeneuve quando sair o novo ‘Blade Runner’)… Sobre ‘Mãe!’, estava muito curiosa, mas acho que essa propaganda pré-exibição de “filme polêmico” é péssima, fui ver achando que ia amar ou odiar e, no final, achei o filme ok. Estava gostando daquela tensão inicial, meio suspense/meio terror, mas depois a coisa descamba MUITO e a impressão que me passa é de que o Aronofsky chegou no self-service e colocou no mesmo prato feijoada, sushi e paella, ou seja, acho que os temas poderiam até funcionar se fossem bem desenvolvidos, mas tudo junto ficou uma zona. Quanto à tudo ser simples e mastigado, saí do cinema pensando que devia ter deixado passar muita coisa (o comentário era de que o filme era difícil e que você precisaria de material de apoio hahaha), mas até agora não vi ninguém comentando nada além do que tinha interpretado mesmo, então, nesse sentido, foi um pouco decepcionante. Mas fico na dúvida se ele é realmente tão simplista assim, pois passei pela mesma experiência do Rogério Montanare, as pessoas da minha sessão não estavam entendendo nada. Estava discutindo com um colega depois da sessão e algumas pessoas próximas ouviram e ficaram genuinamente chocadas que determinadas coisas tinham aquela interpretação.
    Ah, achei muito temático esses recortes da Cris e do Michel sozinhos, foi dirigido pelo Aronofsky esse episódio? =P
    Abraços

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  6. Olá varandeiros!
    Confesso que estava bem ansioso pelo filme novo do Aronofsky. Cisne Negro é um dos meus filmes preferidos e foi com ele que eu me apaixonei por cinema. Na época eu tinha 14 anos e aquele terror psicológico, as metáforas, a atuação da Natalie Portman, tudo se encaixou perfeitamente pra mim. Hoje, com 21, tenho medo de rever muitos filmes que na época eu amei, como Dogville ou Clube da Luta. Sinto que de repente as obras que eu considerava super complexas e elaboradas hoje vão soar meio bobas. Esse era meu medo com mãe! e ele se confirmou. Acho que em nenhum momento o filme consegue dar conta de nada que se propõe a fazer, além de atropelar e forçar um incômodo para o público, o que torna o filme meio grotesco e histriônico. É como sofrer de amor por quem não vale a pena. As atuações não tem força porque os personagens são muito vazios e inverossímeis. Como não ficar com raiva da personagem da Jennifer Lawrence, sempre com cara de assustada? Pra falar que não gostei de nada, o início eu curto e acho engraçado, ri bastante na primeira 1h. Depois fica só ruim mesmo. Mas de repente adolescentes de 14 anos revoltados com o mundo vão curtir. hehe

    Até a próxima e também espero uma listinha do festival do Rio!

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