Episódio 30: Fale com Elas

No elenco do episódio desta semana, duas mulheres fortes e um cineasta que ama as personagens femininas. Chico Fireman, Michel Simões e Tiago Faria batem um papo sobre o novo filme de Pedro Almodóvar, Julieta (11:25), e comentam os melhores (e piores) momentos do diretor espanhol (34:04), com direito a top 5.

Na segunda parte do programa, o destaque é Florence – Quem É Essa Mulher? (56:32), comédia dramática com Meryl Streep sobre aquela que certamente está entre as cantoras (ao menos tecnicamente) menos talentosas de todos os tempos. A biografia assinada por Stephen Frears agrada ou perde o tom? Mais: Cantinho do Ouvinte, um #FalaCris sobre Hugh Grant e um pedido aos nossos ouvintes: quais foram os melhores filmes do semestre? Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas do trio para as estreias comentadas na edição):

Julieta | Pedro Almodóvar | 67
Florence – Quem É Essa Mulher? | Florence Foster Jenkins | Stephen Frears | 47

FILMES CITADOS NA EDIÇÃO

Julieta

As Horas | Stephen Daldry
Mulheres Diabólicas | Claude Chabrol
Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu | Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker

Pedro Almodóvar

Maus Hábitos | Pedro Almodóvar
Matador | Pedro Almodóvar
A Lei do Desejo | Pedro Almodóvar
Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos | Pedro Almodóvar
Ata-Me! | Pedro Almodóvar
De Salto Alto | Pedro Almodóvar
Kika | Pedro Almodóvar
A Flor do Meu Segredo | Pedro Almodóvar
Carne Trêmula | Pedro Almodóvar
Tudo Sobre Minha Mãe | Pedro Almodóvar
Fale com Ela | Pedro Almodóvar
Má Educação | Pedro Almodóvar
Volver | Pedro Almodóvar
Abraços Partidos | Pedro Almodóvar
A Pele que Habito | Pedro Almodóvar
Amantes Passageiros | Pedro Almodóvar

Florence – Quem é Essa Mulher?

Marguerite | Xavier Giannoli
Adeus, Lênin! | Wolfgang Becker
Alta Fidelidade | Stephen Frears
Philomena | Stephen Frears
A Rainha | Stephen Frears
Minha Adorável Lavanderia | Stephen Frears
Ligações Perigosas | Stephen Frears
Herói por Acidente | Stephen Frears
O Amor não tem Sexo | Stephen Frears
Os Imorais | Stephen Frears

#FalaCris

Quatro Casamentos e um Funeral | Mike Newell
Questão de Tempo | Richard Curtis
Brooklyn | John Crowley
Um Louco Apaixonado | Robert B. Weide
Simplesmente Acontece | Christian Ditter
Como Eu Era Antes de Você | Thea Sharrock

Gravado na noite de segunda-feira, 11 de julho, na varanda do Michel.

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32 comentários sobre “Episódio 30: Fale com Elas

  1. Não vi nenhum filme da pauta–só da pauta extra-oficial, “Marguerite” e o resto da filmografia do Almodóvar–, então só queria dizer que o apreço de vocês por “Matador” me fez querer revisitar o filme, que o meu filme preferido do primeiro semestre é “Cemitério do Esplendor” e tentar pegar o proverbial #first.

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  2. Melhor filme do ano até agora pra mim é “O Cavalo de Turim”.

    Cabe 2 episódios por semana, tranquilamente. Semana passada foi ótima.

    No episódio 100, teremos a lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos (lista individual de cada um dos três), comentados? Tipo, um programa com 200 horas? #ficaadica

    abraços,

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  3. Adoraria 2 episódios por semana, mas não sei se é viável pra vocês fazer isso com tanta frequência, então pelo menos acharia legal se fizessem 2 podcasts em semanas “especiais” (muitos lançamentos, morte de algum artista querido, filme novo de algum diretor com uma obra extensa, etc). E tenho muitos queridinhos esse ano, mas por enquanto diria que A Assassina é o melhor. Ótimo episódio, como sempre 🙂

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  4. Eu acho legal que vocês façam 2 podcasts quando houver vários assuntos para tratar. Acho mais agradável ouvir 2 episódios de 50 minutos do que 1 de 1h30. Sobre o episódio, tenho a dizer que gosto muito de Almodóvar, inclusive de Amantes Passageiros, mas também de Má Educação (sou mais eclética do que vocês rs). Na verdade, não me lembro de um Almodóvar que eu rejeite totalmente. Sendo assim, senti falta de vocês fazerem uma listinha dos preferidos de vocês (sim, eu adoro listas).
    Quanto ao meu filme preferido do ano, não sei ao certo. Eu gostei muito de O Abraço da Serpente, A Assassina, A Bruxa e, entre os brasileiros, Boi Neón e Campo Grande. Não sei se consigo me definir, acho que não, né!

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  5. Mas fizemos as listinhas, Débora! No fim da conversa sobre Almodóvar, cada um fala o próprio top 5 (no meu, ‘Carne Trêmula’ fica em primeiro). Boa a observação sobre a duração dos episódios – também prefiro os não tão longos.

    Obrigado pela listinha de melhores 🙂 Abraço! Tiago.

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    1. Eu ando meio ansiosa… Escrevi antes de chegar nesta parte e, como não vi a lista dos filmes citados aqui, pensei que não tivesse. Acabei de desfrutá-la.

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    1. Sim! Ainda estou uns três atrás hahaha. Mas eu até gosto de acumular pra ouvir em maratona no trânsito. Consigo ~me concentrar~ melhor na rua do que no trabalho.

      Resolvi DIBRAR alguns eps pra ouvir esse porque queria conferir o ranking de vocês do Almodóvar.

      Inté!

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  6. Olá, queridos varandeiros!
    Gostei da sugestão do Pedro Lovallo, ali em cima, de fazer dois podcasts em semanas “especiais”. Acho que assim fica bom para todo mundo, inclusive para vocês! Já que com a crise não vai rolar patrocínio, mesmo! Hehehehe…

    Bom, meu filme preferido do semestre é O Tesouro, de Corneliu Porumboiu. Vou explicar o motivo: não conhecia esse diretor até ouvir o podcast de vocês sobre o filme. Ao ouvir os comentários de vocês, sobre a filmografia do diretor, fiquei super curiosa e fui atrás… Eu simplesmente me apaixonei pelos filmes dele!!! Em suma, é uma escolha super afetiva em que vocês são os responsáveis!

    P.s: Chico, eu adoro Amantes Passageiros. Tamô junto na marginalidade!

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  7. Que beleza de episódio, me deu vontade de rever (muitos) filmes do Almodóvar e (alguns) do Stephen Frears. Eu tb acho que cabem dois por semana,
    Sobre os melhores do semestre, o meu preferido foi Os 8 Odiados.
    Abs!

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  8. Adorei o episódio desta semana, amigos! Ainda mais pelo fato de eu ter tanto apreço pelo Almodóvar. A discussão sobre as possíveis fases na carreira dele foram muito enriquecedoras e agradáveis de ouvir. Acho que depois de “Fale com Ela”, ele chegou em um momento em que até uma possível classificação se tornou um meio borrada, o que eu vejo como um bom sinal. Em geral a revisão dos filmes dele ajuda, como foi o caso da minha redescoberta de “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, que da primeira vez que vi, em VHS, não achei nada de mais.

    Mas o que me chamou a atenção mesmo no episódio foi o “Fala, Cris!”, que falou de um ator de que eu gosto muito, o Hugh Grant. Também sinto uma falta imensa de suas comédias românticas. Ficou uma lacuna imensa depois do sumiço dele. Será que a idade o impede de continuar fazendo elas? Valeu, Cris, por me representar nesta saudade.

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  9. Verdade! E ainda cometi erros de concordância nominal que depois não deu mais pra consertar. hehe

    Meu favorito do semestre é “Do Que Vem Antes”, do Lav Diaz. 🙂

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  10. Favorito do semestre: Os Oitos Odiados.
    Para manter a qualidade, prefiro um episódio por semana mais alongado, do que dois mais curtos. Acho que seria melhor episódios especiais, ocasionais, talvez um por mês.
    Continua valendo a regra de ler a primeira postagem do episódio anterior ?
    Abraços !

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  11. Fala Varandeiros, eu sou a favor de manter 1 episódio por semana e fazer esporadicamente um segundo especial. Putz, escolher o melhor filme, no meu caso com tantos cinéfilos juntos dá até vergonha, mas como sou fã de quadrinhos fica difícil não lembrar deles. Apesar de não ser o melhor do mundo Marvel, vou no Guerra Civil. Nos quadrinhos, sou mais DC, mas na telinha eles precisam evoluir muito e estou com grande expectativa para o Esquadrão suicida, acho q vai ser algo fora da caixa. Abs

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  12. Olá, galera do Cinema na Varanda!
    Primeiramente, respondendo ao questionamento do Tiago sobre a frequência dos podcasts, pra mim, quanto mais episódios, melhor. Principalmente porque, como disse num comentário em outro episódio, vocês viraram meus principais companheiros de viagem… e eu viajo muito!

    Sobre o filme favorito do ano, fico entre Carol, As Montanhas Se Separam e O Filho de Saul. Mas como os dois primeiros já foram citados e como ouvi recentemente o podcast em que vocês falam do último, vou escolher o húngaro. E dialogando com o que comentaram sobre ele, há de fato todo um debate político-filosófico sobre a possibilidade de representação do holocausto pela arte e entendo a restrição do Tiago quanto à presença de uma “historinha” em O Filho de Saul. Mas essa, a meu ver, marca a conversa de Laszlo Nemes com uma das obras clássicas sobre o tema: É Isto Um Homem?, de Primo Levi, em que o pensador italiano, sobrevivente dos campos, descreve justamente o processo de desumanização daqueles que passaram por essa experiência de horror absoluto e a necessidade que tinham de se agarrar a algo que salvasse suas identidades como seres humanos. É basicamente disso que O Filho de Saul trata, certo? E, a meu ver, com grande potência, inclusive estética.

    Por fim, Almodóvar. Apesar de não ter visto tudo do espanhol (faltam alguns do início da carreira), posso dizer que seu cinema, que vejo como uma mistura de Douglas Sirk com Hitchcock já passado pelo filtro do Brian De Palma, é parte da minha vida. Almodóvar tem uma capacidade, talvez única, de mexer com umas emoções profundas que carrego. Fale com Ela e A Pele que Habito foram provavelmente os filmes dele que mais me impactaram, mas também amo Carne Trêmula e Tudo Sobre Minha Mãe. Acho que, na verdade, não desgosto de nenhum dele. Nem de Amantes Passageiros, que é divertidíssimo. É nóis, Chico!

    Abraços,
    Wallace

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  13. Belo comentário, Wallace. Muito boas as considerações sobre ‘Filho de Saul’ e o cinema do Almodóvar. Sobre o filme do Nemes: o que me incomoda no filme não é a intenção de encontrar um viés humanista num contexto de horror e brutalidade (nesse ponto, concordo que existe um ponto de contato entre o filme e o livro do Levi), mas o descompasso narrativo entre a proposta ultrarrealista do registro e o desejo de situar uma trama acessível e sentimental (e, por fim, artificial) dentro desse ambiente. Sempre que a ‘historinha’ se impõe, me afasto do filme. Para mim, esse é o problema.

    Abraço!
    Tiago.

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