EP 312: Noite Passada em Soho | Tick, Tick… Boom!

[O Soho ao Redor]

O muito aguardado novo filme de Edgar Wright chega aos cinemas. Uma homenagem aos giallos, o primeiro filme do cineasta britânico com muheres protagonistas… Será que Noite Passada em Soho ficou ou caiu da varanda? Não resistimos e tem spoiler também (24:20 a 26:22).

Andrew Garfield já está entre os favoritos ao Oscar com Tick, Tick… Boom! (26:59).A estreia na direção do novo fenômeno dos musicais, Lin-Manuel Miranda, se dá nessa adaptação de um dos musicais de outro nome vital da Broadway nos últimos anos.

E mais: Momento Belas Artes à La Carte recomendamos um clássico do horror gótico. Puxadinho da Varanda destaque para filmes do Festival Varilux e outros clássicos da húngaros e tchecos em streaming. No Cantinho do Ouvinte, O Metavaranda dos Ouvintes e os comentários sobre o episódio anterior. Bom Podcast!

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*Gravado no domingo, 21 de novembro, via internet.

8 comentários sobre “EP 312: Noite Passada em Soho | Tick, Tick… Boom!

  1. Fui convocado pelos varandeiros para dar minha pequena contribuição da geração z, vamos lá. Sobre Last Night in Soho achei o filme tecnicamente impecável: direção de arte, fotografia, figurinos deslumbrantes. Ele realmente conseguiu construir uma Londres vibrante. O grande problema é o resto.
    Realmente não me convenceu em nada a interpretação da Thomasin McKenzie e da Anya Taylor-Joy, ambas não conseguem dar camadas às personagens, muito por conta de um roteiro fraco. O filme começa com uma super introdução e por conta de um plot twist no final, ele se perde completamente no seu argumento. O filme tem muitas influências de terror britânico da década de 60, principalmente de Repulsa ao Sexo do Polanski, mas só referências não fazem boas histórias. Eu sinto que os filmes do Edgar Wright tem graves problemas para construção de personagens femininas. Scott Pilgrim é um bom exemplo, todas as personagens femininas giram em torno da figura masculina, elas só falam sobre o Scott. Todo momento o Scott enxerga a namorada dele como prêmio, um protagonista que vilanizava a ex-namorada e usava isso como desculpa para ser machista. Todas as personagens são retratadas como mulheres difíceis, perversas ou muito magoadas, bem raso. Infelizmente, o filme não passa no Teste de Bechdel. Nas duas obras eu enxergo o mesmo problema, ele não sabe dimensionar as personagens que cria e a sua visão masculina não ajuda. Queria gostar mais desse filme, mas não deu.
    Abraços.

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  2. Gostei demais de Tick Tick Boom. Achei o filme animado e vibrante. Não conhecia a historia do Jonathan Larson e no final do filme fiquei totalmente envolvido e chorei horrores. Diferente do Chico eu acreditei nas lagrimas de crocodilo do A. Garfield rs.

    Acho que gostei mais tb pq o ultimo filme que eu tinha visto foi Annette na mostra e meu deus do ceu jesus amado que musical CHATO e CANSATIVO.

    A direção do Lin Manuel Miranda é meio genérica mesmo mas ah e dai? As musicas são mto divertidas e o ator principal carrega todo o resto de braçadas. Filmao

    Triste pq provavelmente a Netflix vai dar mto mais ênfase pra campanha do Benedict Cumberbatch mas te falar que eu já tenho a minha torcida pro oscar de ator principal. O homem aranha merece.

    Bjs varandeiros

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  3. Poderia escrever uma enorme tese repleta de frases de efeito que quiçá me fizessem ganhar o prêmio Henrique Miúra de Melhor comentário do ano. Mas me aterei a dizer o seguinte: alguns podcasts atrás, um varandeiro perguntou qual cineasta vcs nao assistiam mais de jeito nenhum. O Michel citou o Egoyan, e o Tiago ou o Chico ( ou os dois, rs) citaram o Xavier Dolan. Pois bem, o meu é o Lin-Manuel Miranda. Sem +
    P.s.: Semana passada vocês detonaram o sete prisioneiros sem dó. Ainda que o filme seja bastante limitado e tenha várias barrigas, ele tem algo que nenhum filme escrito ou dirigido pelo LMM teve ou terá: autenticidade. É preciso pensar que o anticinema também é cinema( e isso não é pouco)…
    Abraços

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  4. Sou um fã absoluto de musicais da Broadway, daqueles que coleciona CDs até hoje (devo ter mais de 200). No meu carro só ouço vocês e canções de musicais.
    Apesar de não ter assistido na Broadway, fiquei muito animado quando vi que iam lançar este ano o filme de “Dear Evan Hansen”, que trata de suicídio na adolescência e tem 3 músicas que estão entre as minhas mais queridas.
    Fui animado, mas um pouco receoso, ver o filme no cinema. E saí da sessão quase odiando o musical. Até as músicas que tanto amava, despencaram no meu ranking.
    Talvez por esse motivo tenha gostado tanto de “Tick, Tick… Boom!”, que assisti 5 dias depois.
    Não conhecia as músicas dessa peça, apesar de adorar Rent e que grata surpresa que foi.
    Gostei demais das músicas, do Andrew “Miranha” Garfield e no final já estava cantando tudo e ouvindo o álbum das versões teatrais (pois essa peça nunca esteve num palco da Broadway). A direção do Lin-Manuel Miranda não me incomodou, mas senti que ele fez o que precisava. Pontos pra ele por dar uma mexida no roteiro e por buscar na Biblioteca do Congresso americano canções do Jonathan Larson desconhecidas para as cenas do musical “Superbia”.
    Só seria melhor ainda se a tal canção que ele não consegue criar fosse melhor. Ela não é ruim, mas não é memorável.
    O filme é pra mim com certeza uma das melhores surpresas do ano.
    Grande abraço

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  5. Olá varandeiros
    Acho que gostei mais de noite passada em soho do a varanda (minha nota seria 7 – talvez 7,5)
    Não vou rebater argumentos da ala varandeira que puxou a nota para baixo (tive a informação que chá de boldo foi servido durante a sessão que esta ala assistiu ao filme – mas pode ser fake news)
    Mas uma coisa que me acompanhou depois da sessão foi tocar no tema dos “pés de Barro” dos ídolos da nostalgia – como precisamos olhar de para bastidores macabros desses espetáculos para poder ressignifica-los.
    Talvez assim menos pessoas sentissem saudades do período militar…
    Abraço

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  6. Olá,

    Antes de mais nada, feliz 2022!

    Um pouco atrasado sobre o 7 Prisioneiros, mas vamos lá:

    Concordo com grande parte das críticas feitas ao filme, especialmente em relação à construção das sequências em si. Mas gostaria de defender aqui sua construção narrativa geral. Discordo da avaliação que o filme tentaria abordar temas diversos, de forma fragmentada, sem conseguir desenvolvê-los satisfatoriamente.

    O filme, em minha visão, não se limita a comentar formas contemporâneas de escravidão; mais que isso, vejo uma intenção em discutir nossa herança escravocrata – a partir de elementos específicos ligados diretamente ao sistema que vigorou por mais de 300 anos, da colonização portuguesa na América ao fim do Brasil Império. Acompanhando o arco de Mateus, o roteiro repassa como esse elemento fundante do estado nacional brasileiro é a gênese da violência em nosso país e estão presentes em seus sucessivos – e diversos – ciclos de reprodução – além da própria temática da exploração do trabalho, no racismo, violência policial, criminalidade etc.

    7 Prisioneiros traz diversos elementos que poderiam ter sido ambientados no início do século XIX do Brasil Império. Esse paralelo entre passado e futuro é o fio que costura elementos como o rapto dos 4 jovens em seus lares, o apego de Mateus à guia (presente de sua mãe; ligada diretamente a sua ancestralidade) para curar o companheiro ferido, o canto dos jovens escravizados no cativeiro, operações de compra e venda de outras pessoas escravizadas, a figura do representante de uma oligarquia política e econômica transmitida hereditariamente – símbolo do patrimonialismo, coronelismo, mandonismo (etc.) brasileiros -, a trilha que remete ao banzo dos cativos, o já citado arco de Mateus, cujas ações remetem diretamente à figura do capitão do mato (como nas sequências em que persegue escravizados que tentam fugir do cativeiro) e, finalmente, a cena na qual Luca indica a Mateus pela janela que tudo o que o cerca foi construído por mão de obra escravizada.

    É construída, assim, sua unidade narrativa: Como em nossa História, o fio que perpassa por suas diversas dualidades (o arcaico e o moderno; o rural e o urbano; a riqueza e a miséria; a solidariedade e a exploração etc.) é o horror da escravidão. Nessa sobreposição de universos reside a principal força do filme.

    Abraços e parabéns pelo programa!

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