EP 311: 7 Prisioneiros | Identidade

[Analisando essa Cadeia Identitária]

Duas apostas da Netflix estão no centro das atenções da Varanda. 7 prisioneiros, de Alexandre Moratto, era um dos favoritos para ser escolhido pelo Brasil para corrida ao Oscar, e acabou preterido. Já Identidade (25:41) é a estreia de Rebecca Hall na direção e pode receber indicações. Debatemos os filmes e suas chances na época de premiações.

E mais: Boletim do Oscar, no Momento Belas Artes à La Carte recomendamos um filme cult de Terry Gilliam. No Puxadinho da Varanda destacamos os filmes Vingança & Castigo, Um Filme de Policiais e Bob Cuspe. No Cantinho do Ouvinte, o Metavaranda dos Ouvintes e os comentários sobre o episódio anterior. Bom Podcast!

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*Gravado no domingo, 14 de novembro, via internet.

2 comentários sobre “EP 311: 7 Prisioneiros | Identidade

  1. Olá, Varandeiros.
    Já faz algumas semanas que não dou as caras por aqui. Bom, eu entrei numa crise existencial depois de pesquisar a fundo algumas notas dadas pelo Chico e por Michel para filmes que gosto muito lá no letterboxd. A princípio eu peguei um ranço passageiro do tipo “nossa, como eles são parciais e chatos”, mas depois me veio várias reflexões sobre o fato de pedirmos tanto por aí que as pessoas respeitem nossa opinião e gostos, quando às vezes nós mesmos não respeitamos o gosto dos outros, afinal de contas, cada um tem uma visão de mundo diferente, uma experiência de vida diferente, uma bagagem diferente, um gosto particular diferente. Amélie foi um filme que marcou minha vida e me fez gostar de cinema, me transformou num cinéfilo, e eu fiquei muito triste por saber que nenhum dos três gostam dele. Me partiu o coração. Mas vida que segue…
    Sobre os filmes do programa, eu gostei de 7 Prisioneiros, eu entendo os problemas que vocês citaram, até concordo com alguns, mas não posso dizer que não fiquei envolvido, que o filme me causou a sensação que ele pretendia. E eu acho que ele tem valor de entretenimento além do comentário crítico que quer fazer. Sobre Identidade da Netflix, eu acho que concordo com tudo que vocês disseram, sem tirar nem pôr.
    E pra finalizar, queria perguntar aqui. Cadê o episódio sobre os filmes nota 10 do Tiago que vocês estão devendo há quase ou mais de cinco anos? Quero saber. Já que ele não marca mais nada lá no letterboxd dele.
    Abraços a todos.

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  2. Olá, varandeiros!

    Acho que no episódio 309 vocês subestimaram um pouco A Voz Humana, do Almodóvar.

    Vejo uma camada do filme na qual é feita uma discussão sobre as paixões/convicções que motivam o artista e a realização prática de sua arte. O processo resultante desse relacionamento não é livre de objetos pontiagudos, de sofrimentos impostos ou autoinfligidos, abnegação e, quando não há saída aceitável, recusa e reinvenção.

    Almodóvar se utiliza de uma estética inspirada no Teatro Grand-Guignol para apontar os riscos íntimos da criação. E o apartamento – desnudado como o estúdio que de fato é – denota os mecanismos da invenção artística ao mesmo tempo em que vemos as entranhas emocionais de uma mulher rejeitada – e que busca uma saída.

    Aliás, a personagem está longe de ser passiva, e não consigo pensar em ninguém melhor pra empunhar aquele machado do que a Tilda Swinton.

    Corroborando essa interpretação, ainda existem as referências culturais que abundam no ambiente (como é comum na filmografia de diretor), e que são tão variadas quanto as fases do “luto” pelas quais passa a personagem. Dentre tantas coisas, estão os DVDs dos filmes Jackie, Kill Bill e A Trama Fantasma – todos retratando mulheres que foram traídas e/ou abandonadas de alguma forma – e que deram uma resposta a isso.

    Concordo que seja um “Almodóvar concentrado”, mas acho que forma e conteúdo se unem de maneira tão perfeita, que o filme se destaca, em vez de ser só mais um.

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