EP 289: Em um Bairro de Nova York | Luca

[Amore, Sublime Amore]

É chegada a vez de filmes mais pop serem protagonistas do podcast. O musical Em um Bairro de Nova York é a adaptação da peça teatral de Lin-Manuel Miranda, oportunidade de colocar os latinos no protagonismo de Hollywood – mas não faltaram polêmicas sobre representatividade assim que o filme foi lançado. Já Luca (36:50), a nova animação da Pixar, já chegou como hit dos streamings: um filme sobre amizade adolescente, inclusão e muito mais.

E mais: No Momento Belas Artes à La Carte recomendamos um clássico de Alfred Hitchcock. O Puxadinho da Varanda destaque os festivais Cine Ouro Preto, In-Edit, além de muitas dicas em streamings como os filmes de Hirokazu Kore-eda, Wendy & Lucy, Espontânea e Anos Dourados. No Cantinho do Ouvinte, o Metavaranda dos Ouvintes e os comentários sobre o episódio anterior. Bom Podcast!

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*Gravado no segunda, 21 de maio, via internet.

8 comentários sobre “EP 289: Em um Bairro de Nova York | Luca

  1. Olá Varandeiros, tudo bem?

    Discordo profundamente da ideia de Luca ser uma alegoria sobre homossexualidade e se essa for a intenção acho que foi um grande retrocesso para Disney/Pixar. A história do filme é basicamente a intensa amizade na costa italiana entre dois monstros marinhos, que quando emergem para a superfície se transformam em dois garotos e esse segredo ninguém pode saber. Entendo, que por conta dos diálogos e do mês do orgulho LGBT, essa comparação possa existir, entretanto, esse paralelo entre gay e monstro torna toda essa metáfora um grande problema. Realmente não entendi a comoção da varanda em ver uma amizade entre duas crianças, parecem que nunca viram uma animação nessa década, uma coisa super normal para a geração z. Além disso, já passou da hora do público infantil terem a disposição um filme em que o amor entre dois homens/duas mulheres seja tratado como algo natural. Acabou isso de ficar cheio de dedos, falando desse assunto por meio de alegorias ou alusões; ou se vai direto no ponto, ou melhor nem trazer o tópico à tona.

    Sobre In the Heights, todo mundo esse ano vai ter um musical da Broadway para se chamar de seu. Além da Warner, Netflix com Tick, Tick… Boom! dirigido por Lin-Manuel Miranda, Disney com West Side Story dirigido por Steven Spielberg, Amazon com Everybody’s Talking About Jamie dirigido por Jonathan Butterell, Universal com Dear Evan Hansen dirigido por Stephen Chbosky. Quem será que se sair melhor? O engraçado é o Lin-Manuel Miranda dirigir musical para Netflix que nem foi ele que escreveu, mas não conseguir emplacar sua direção no seu próprio musical. Aliás, o mesmo roteirista de Tick, Tick… Boom! é o de Dear Evan Hansen, se esse Oscar não vier esse ano, não vem mais.

    Abraços.

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    1. Caio, olha a resposta do diretor de Luca a essa questão (que não só a Varanda levantou, mas TODOS): “So, in many ways, yeah, I love the idea that [the LGBT+ allegory] can be brought in and projected. I think the best movies leave some room for a read into it.”

      Curtido por 1 pessoa

      1. De novo Tiago. A maioria dos filmes da Disney fala sobre aceitação,valorização das diferenças, autodescobertas. Nada disso é novo no universo da Pixar. A Disney não quebrou o tabu aqui nessa animação. Só estou dizendo que esse tipo de alegoria não é legal para representar a comunidade LGBT, porque pode provocar esse tipo de comparação indesejável, ainda mais para um filme infantil. Sem contar que a representação dessa comunidade, nunca é feita de forma apropriada para crianças e quase sempre essas vivências são retratadas apenas para um público adulto. Gostaria mesmo que a Pixar fizesse um filme abertamente gay, sem essas alegorias ou mensagens subliminares. Acho que esse tema deveria ser tratado para todas as faixas etárias, de forma ampla e não genérica.

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  2. Ano passado teve aquela discussão, questionando se Hamilton na Disney era ou não cinema. Bem, pra mim eu acho que só em saber usar um plano fechado para evidenciar a loucura do Rei George já foi mais cinematográfico do que esse musical chinfrim.

    Acho que vocês passaram muito pano pro John M. Chu e acabaram culpando o Lin Manuel Miranda pela mediocridade do diretor.

    Minha experiência com In The Heights foi diferente. Gosto muito de Hamilton e estava bem empolgado com ele. Mas depois de assistir, minha impressão foi justamente a de que tinha ali um musical muito clássico, folhetinesco, otimista, com uma vibe que lembra muito as primeiras obras do gênero e cuja maior reviravolta era ser feita por, para, com a população latina muitas vezes irregular que é um alicerce da população dos Estados Unidos. Só o que faltou foi um diretor que defendesse de verdade tudo isso.

    Concordo com o que foi dito no início, é um cineasta bem sem personalidade, sem assinatura. Acho que o principal problema do filme tem a ver com isso. No fim, me lembrei de La La Land, que é completamente tolo, sonhador, ingênuo (apesar do desenrolar da relação dos dois), mas lá ao menos o Chazelle defendeu essa inocência.

    Aqui nem sequer os números mais difíceis e bem coreografados conseguem trazer um fragmento da legitimidade que eu senti ao ouvir o álbum da peça, depois de assistir.

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      1. Não foi isso que eu disse. Só falei que as músicas são legais, e a trama pra mim não é tão problemática, mas acho que o Cho não tá isento de culpa não. Eu nem sou defensor cego do Manuel Miranda, acho bem rasas algumas canções dele até em Hamilton.

        Só que isso que vocês falaram do filme não ficar nem lá nem cá, de não conseguir defender esse caráter ingênuo e de não conseguir fazer colar esse drama na maior parte do tempo não é culpa do cara que fez o musical 15 anos atrás, mas do cara que tá atrás da câmera agora.

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