EP 279: O cinema de Chloe Zhao: Nomadland e Songs My Brothers Taught Me

[Mulher Independente Procura um Oscar]

Ela é o nome do momento, a grande favorita para o Oscar de Melhor Filme e de Direção e prestes a lançar uma superprodução da Marvel. Nada mais justo do que um episódio especial sobre o cinema de Chloe Zhao (13:10). Quem é essa chinesa radicada nos EUA que ganhou um punhado de prêmios nessa temporada do Oscar? Trouxemos para discussão seu longa de estreia, Songs My Brothers Taught Me (21:36), que traz boas pistas sobre as características presentes nos seus longas mais conhecidos.

E também discutimos, claro, Nomadland (34:33). Frances McDormand escolheu Chloe Zhao a dedo para dirigir o drama, enquanto ela produzia e protagonizava. O filme vem sendo premiado desde sua estreia no Festival de Veneza. Em foco, as pessoas que vivem em carros nos EUA, após a crise econômica de 2008. Quais são as histórias desses personagens? Como vivem longe do conforto de um lar?

E mais: Boletim do Oscar com os vencedores do Bafta e do DGA. No Momento Belas Artes à La Carte recomendamos um clássico noir de Otto Preminger. O Puxadinho da Varanda destaca os festivais É Tudo Verdade e Fantaspoa, além de filmes da húngara Marta Meszaros. No Cantinho do Ouvinte, o Metavaranda dos Ouvintes e os comentários sobre o episódio anterior. Bom Podcast!

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*Gravado na segunda, 13 de abril, via internet.

11 comentários sobre “EP 279: O cinema de Chloe Zhao: Nomadland e Songs My Brothers Taught Me

  1. Olá Varandeiros, tudo bem?

    Assisti Nomadland recentemente e fiquei um pouco decepcionada com o resultado da obra. Acho que a Chloe Zhao perdeu uma grande oportunidade de fazer um filme mais crítico sobre essa América maginalizada/profunda. Entendo que ela quis abordar esse aspecto muito mais intimista da personagem, mas acabou não sendo muito incisiva na questão social do momento que a personagem estava vivendo. No final das contas, a história é sobre o cliché de uma mulher que sofreu um trauma e a vida nômade foi a forma que ela encontrou para lidar com esse passado. Também não posso esquecer que a história dessas pessoas é permeada de traumas pessoais, de querer sempre fugir desses conflitos, no entanto faltou da diretora a perspicácia de compreender que esses traumas também são fomentados por questões capitalistas perversas. Eu queria um filme mais político, muito mais do que ela se propôs. Sem contar que tanto a fotografia, que para mim parece descanso de tela de Windows, e a trilha sonora irritante e completamente alienígena à trama não favorecem a obra. Não consigo entender como ela conseguiu ganhar tamanha comoção por esse filme, a ponto de ser o favorito ao oscar, sem ter se preocupado com elementos técnicos tão primordiais. Nomadland me fez lembrar bastante Árábia que também relata sobre deslocamentos e perdas e para mim foi muito mais especial e arrebatador.
    Apesar das críticas, vou ficar extremamente feliz pela vitória da diretora no Oscar, afinal não é todo dia que um evento desses ocorre.

    Abraços.

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  2. Já podemos indicar o Chico para obreiro do ano com esses 5 trabalhos na semana? Aproveitando que o letterboxd foi citado, pq não temos o compilado do Varanda Awards nas listas?

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  3. Fala meus amigos Varandeiros!
    Olha, Nomadland é o melhor filme da temporada. Socialmente importante. Com a discussão sobre outros modos de vida. E com um azul que toma a tela de forma maravilhosa. Solidão que dói! Francis está excelente. Mas, o filme tem problemas com o roteiro. Zhao pode até levar roteiro adaptado (o que seria um sacrilégio, tendo Meu Pai por lá), pois, o filme peca nisso. O personagem de Francis não muda ao longo da história. Ela entra na jornada de uma forma A e sai dela da mesma forma. Isso não significa que o roteiro seja um lixo, deve-se elogiar como ela lida com os diálogos com os não atores, trazendo uma naturalidade a narrativa. Mas, que personagem é esse que vive uma história e não muda? Enfim, fiquei com a impressão que ela filma melhor do que escreve… O que Tiago trouxe, do modo de filmagem, indica bem isso e explica o roteiro frágil. Saúde para todos.

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  4. Olá Varandeiros,
    Como um bom fã de listas, assim como o Chico, logo que terminei de ver Nomadland e de ter adorado o filme, fui atrás das posições que vocês colocaram ele em suas listas de melhores de 2020 lá no letterboxd, porque sei que viram o filme em festivais e mostras no ano passado, e depois de vasculhar em outras listas de amigos cinéfilos percebi que outro filme também sempre aparecia em todas as listas, só mudava a sua posição – muitas vezes aparecendo em 1° lugar –, e então corri para assistir também, e este filme foi “A Metamorfose dos Pássaros”. Varandeiros, que filme! Fiquei absolutamente anestesiado com a poesia visual e narrativa que a Catarina Vasconcelos criou neste filme-ensaio. É de longe, pra mim, o melhor documentário que vi de 2020 até a data em que vos escrevo. Não vejo a hora de ouvir vocês comentando sobre ele em algum programa.
    Abraço para todos!

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  5. vou me abster de falar do nomadland, creio que a Luisa Nassar e o celira sintetizaram bem as contradições do filmes, só acrescentaria que o falecimento da cidade no inicio do filme como metáfora para a “pequena morte” da personagem e da vida humana poderia ter sido melhor explorado, mas enfim, são escolhas de direção e roteiro… os outros filmes da chloe zhao ainda não vi…
    gostaria de pedir que os links para votação do metavaranda fossem disponibilizados aqui no blog e no instagram, pois nem todos os varandeiros tem facebook ou twitter… abraços

    p.s: Chico , tenho certeza que o Thiago não vai curtir “the king of staten island”, mas eu ri muito vendo o flime….

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  6. Olá Varandeiros,

    Estou escrevendo em virtude da minha indignação com o BAFTA desse ano. O longa “Bela Vingança” como melhor filme britânico, é o fim haha. Acho o tema super importante e devemos sim falar sobre ele, porém o longa deixou muito a desejar. Uma mistura de American Pie com 13 Reasons Why. Além de eu achar a atuação da Carey Mulligan bem comum.

    Abraço a todos.

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  7. Eu concordo com esses problemas da trama se impondo e talvez até da trilha sonora (embora eu sinceramente não percebi a música quando vi)

    Mas eu gostei muito de Nomadland. Acho que a diretora concretiza muito algo como se fosse um “neorealismo italiano” pra américa dos dias de hoje com essa coisa não só dos atores mas da vida reconstruída das ruínas. (nos anos 40 de uma guerra enquanto aqui de uma crise desse capitalismo dos EUA)

    Principalmente, pra mim, pela ideia dessa relação de dependência da van como casa, veículo, tudo. O dinheiro é preciso pra manter um carro que vai servir pra sair pela estrada em busca de dinheiro. É particularmente cruel quando alguém diz num diálogo como se fosse algo positivo “os nômades me lembram os pioneiros que colonizaram essas terras”.

    Fora isso, eu fiquei particularmente impactado por essa fotografia só de luz natural. Acho que fortalece como a personagem tá sempre a mercê de tudo. Da natureza, do sistema, da luz. Aí acho que tem uma grande cena que simboliza muito isso que é quando ela está flutuando num córrego, nua. Exposta.

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  8. Olá pessoal, tbm tive algumas críticas ao nomadland, mas achei que ela abordou o tema da precarização do trabalho de uma maneira mais autêntica do que outros filmes como o último do Ken loach. Senti um nível de profundidade que apresentou uma situação bem específica dentro dessa precarização, o que pra mim é o ponto alto do filme. Acho que infelizmente a tendência tem sido de piora nessa situação nos EUA e no mundo.

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