EP 267: Uma Noite em Miami | Enorme

[Uma Noite na Varanda]

De um lado, um dos favoritos ao Oscar 2021. De outro, um dos melhores filmes de 2020 segundo a Cahiers du Cinema. Novamente temos dois longas dirigidos por mulheres em debate na Varanda. Por falar na premiação americana, abrimos o episódio com uma nova rodada de Boletim do Oscar, dessa vez indicando quem são os mais cotados para as 4 principais categorias.

Regina King estreia na direção de longas-metragens de ficção com Uma Noite em Miami (9:28), adaptação de peça teatral que parte do encontro real de quatro grandes ícones negros da cultura negra nos anos 60 para trazer acaloradas discussões sobre grandes temas.

Parte da seleçao do My French Film Festival, Enorme (38:16) é a surpreendente comédia dirigida por Sophie Letourneur sobre um casal em que o marido quer um filho, uma gravidez não está nos planos da esposa.

No Momento Belas à La Carte recomendamos um grande clássico de Luchino Visconti. No Puxadinho da Varanda falamos da série Wandavision, o filme Tel Aviv em Chamas, e outros destaques do My French Film Festival. E, no Cantinho do Ouvinte, os comentários dos varandeiros sobre o episódio anterior. Bom Podcast!

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*Gravado na segunda, 18 de janeiro, via internet.

10 comentários sobre “EP 267: Uma Noite em Miami | Enorme

  1. Adorei os comentáriosdos dos filmes. Vou tomar coragem e assistir ao filme da Regina King na Amazon. Coragem porque tenho preguiça de ver filmes em casa, acreditam? Moro em Recife e escuto o podcast desde 2019. Na pandemia, diminuí consideravelmente os filmes vistos, pois sou rato de cinema. Em tempos de normalidade, vou 3, 4 vezes por semana, dependendo da época, até todos os dias, sem contar que já vi até três sessões num dia. Não acho graça ver filmes em casa. Assinei o cine belas artes por indicação de vocês. E vi alguns filmes interessantes, como O Criado, Quando chega a escuridão, Stalker, Cría cuervos, O Espírito da colmeia (belíssimo), mas a maioria deles já os assisti em festivais ou sessões de clássicos nos cinemas daqui. Temos salas bem interessantes como o Cinema da fundação Joaquim Nabuco, o São Luiz (cinema de rua) onde rola o cine PE organizado pelo Kleber Mendonça e o cinema Rosa e Silva. Fora os trocentos cinemas de shopping. Em relação à Morte em Veneza, realmente Visconti explicita mais a tensão homossexual existente tanto em Aschenbach (o músico/ escritor na novela de Mann) quanto por Tadzio, o rapaz andrógino que lança olhares fulminantes para o protagonista perturbado. A novela, vale ressaltar, inicia com o escritor em Munique encontrando num cemitério (se não me engano) um homem descrito como horroroso e que o perturba a tal modo que esse seria o motivo que o levaria a viajar e acabar em Veneza e ficaria alumbrado pela contemplação platônica do ideal de beleza representada pelo jovem. A discussão da tensão entre o grotesco e o sublime é mais acentuada no livro que no filme. Mas nunca diminui a beleza cinematográfica que é a obra prima de Visconti. Que aliás era um craque em adaptações. Amo O Leopardo.
    Desculpem pelo texto longo…
    Adoro vocês! Apesar das chatices dos meninos e das fofurices de Cris Lumi.
    Na varanda há um pouco de Morte em Veneza: da tensão entre o grotesco e o sublime! Huahuahuahua
    Beijos!

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  2. Salve varanda! Tudo bem com vocês?
    Ouço todos os programas e inclusive vocês me ajudama decidir o que ver nesse isolamento social que só nós e uma meia dúzia está cumprindo. Obrigado pelo excelente trabalho. Eu gostaria de sugerir que vocês discutissem, problematizassem e aprofundassem mais sobre os temas dos filmes. Tem um tempo que tenho notado que vocês não entram em discussões sobre o tema do filme. Isso ficou nítido no ótimo episódio com a participação do Gustavo Camargo. Ele trouxe outra camada de reflexão sobre o Pieces of a Woman. Acredito que não é necessário um especialista em cada assunto, vocês podem fazer isso. No episódio sobre O amor de Sylvie, por exemplo, poderiam ter feito uma bela discussão sobre como o racismo afeta as pessoas no cotidano, como as pessoas que não são militantes, sofrem com estrutira, mas não são alvo de racismo explícito vivem, trabalham, se apaixonam etc. A Sophie Letourneur traz uma discussão muito cara ao feminismo contemporâneo francês, como relações sobre maternidade e que chegam até ao transfeminismo; e a Regina King provoca uma velha nova questão dentro do movimento negro sobre se o movimento deve ser anticapitalista, revolucionário ou não e ainda sobre a obrigatoriedade de todo negro participar do movimento, colocando uma imposição de partida para o negro, o impossibilitando de ser livre, ser o que quiser e participar do que quiser.
    Enfim, desculpe o textão. É só uma sugestão de um ouvinte assíduo que os tem como amigos.
    Abraços!

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    1. Sim, André. As discussões tendem a ser mais sobre os filmes em si, sobre cinema, linguagem cinematográfica, até por não sermos especialistas em tudo. É boa a sugestão, mas não sei se viável… Enfim. Obrigado!

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  3. duas semanas seguidas de filmes com gravidez, parece que um espectro ronda a varanda… o espectro da cegonha….
    brincadeiras à parte, queria agradecer ao Chico pela indicação de ‘Spontaneous’ nas redes (anti)sociais; um filme instigante, original, muito bem escrito. esperanço que vire logo pauta na varanda.
    correr pra assistir a quantidade de prováveis indicados ao oscar já disponíveis por aí!!!
    Abraços

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  4. Achei que no filme Enorme a diretora quis trocar os papéis …pois como mulher ela pode,fez com que a mulher tivesse o papel do marido e vice versa,na vida real quantas mulheres nao fazem o papel do marido na tentativa de agradar,cuidar e servir e de ser o suporte e o homem é aquele que “traz dinheiro para casa” e só, vi sobre este angulo .
    Uma reflexão de como muitas vezes as mulheres se doam aos seus conjuges naquilo que sociedade impõe…uma troca de papéis realmente…
    Seria um On the Rocks ao contrario mesmo…

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      1. Somente fisicamente mesmo pois ela nao tem envolvimento sentimental com bebê mesmo…veja o desfecho do filme inclusive rs

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