EP 247: Chadwick Boseman | Matthias & Maxime

[A Marca do Pantera]

O mundo ficou estarrecido com a trágica notícia da morte do ator Chadwick Boseman. Prestamos nossa homenagem resgatando seu legado de engajamento dentro e fora das telas e importância do personagem Pantera Negra, além de algumas especulações dos próximos passos da Marvel.

Nosso filme em debate da semana é Matthias & Maxime (26:38), o mais recente dirigido por Xavier Dolan. O longa competiu em Cannes e traz muitos dos temas recorrentes do diretor. A recepção tão negativa de seu filme anterior levou o jovem canadense a novos caminhos?

No Momento Belas À La Carte destacamos um clássico alemão dirigido por F. W. Murnau. O Puxadinho da Varanda traz o Cinefantasy e a Festa do Cinema Italiano, além das séries Lovercraft Country e May I Destroy You. E o Cantinho do Ouvinte com os comentários dos ouvintes sobre o episódio anterior. Bom Podcast!

| Varandeiros |

Chico Fireman @filmesdochico

Cris Lumi @crislumi
Michel Simões @michelsimoes
Tiago Faria @superoito

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Gravado na segunda, 31 de agosto, via internet.

12 comentários sobre “EP 247: Chadwick Boseman | Matthias & Maxime

  1. Olá, varandeiros!

    Sobre o Xavier Dolan, achei engraçado o Michel falar que essa é a estreia dele no podcast, porque me lembro de gargalhar com os esculachos de vocês três sobre o filme “É apenas o fim do mundo” no episódio 50. A experiência deve ter sido tão ruim que vocês a apagaram numa espécie de delírio coletivo! Quem sou eu para julgar…
    Achei curioso o Tiago falar que se sente “velho” para os filmes do Dolan, porque sinto nele essa intenção de fazer filmes para o que ele julga ser “a juventude”. Tenho 27 anos e me considero seu público-alvo, já que acompanho os filmes dele desde meus 18. Na época achei a estreia dele genial, e todos os que assisti até Mommy me empolgaram bastante. A partir do “É apenas o fim do mundo” comecei a achá-lo pretensioso e fui revisitar os filmes antigos, que caíram bastante na revisão, o que me mostrou que com um pouco mais de maturidade e repertório ele já perdia toda a graça. Hoje, acho a maior parte do que ele faz uma bobagem, que por trás dos truques estéticos sobra pouca coisa além de uma densidade forçada, além do fato de que ele tem opiniões muito mais conservadoras do que ele próprio se dá conta. Pelo menos ele tem a sorte de ainda agradar sua meia dúzia de fãs incondicionais.

    Estou deixando meu primeiro comentário aqui, apesar de acompanhar o programa há mais de um ano. Já escutei vários episódios antigos e aguardo as estreias semanais religiosamente. Abraços e parabéns pelo podcast!

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    1. “O que me mostrou que com um pouco mais de maturidade e repertório ele já perdia toda a graça”. Perfeito. Ninguém nasce com um pacote de repertório já no DNA – e faz parte da brincadeira reavaliar filmes que considerávamos geniais (acontece volta e meia por aqui). Obrigado pelo comentário. Abraço!

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  2. Olá !

    Obrigado por terem lido meu comentário.

    Chadwick Boseman fará muita falta. Porém o seu legado é eterno.

    No aguardo da chegada de Bill & ted a Varanda.

    Abraço

    Caio.

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  3. vi a chamada do podcast e baixei uns tres filmes desse xavier dolan. depois de ouvi-los, apaguei os três. obrigado pelo serviço de não nos fazer perder tempo vendo filme ruim.
    Abraços

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    1. Cara, Assista aos filmes. Forme uma opinião própria, não se paute em opiniões alheias. Veja no Mubi, e no telecine play. Chegue as próprias conclusões. Não durma com os olhos dos outros.

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  4. A morte de Chadwick Boseman e mais um triste fato deste surreal 2020! E muito chocante um ator tão jovem que estava em ascensão, acho que o único paralelo e com o John Cazale. Uma grande perda!
    Será intrigante e
    saber o encaminhamento que a Marvel, que gosta de ter um grande controle sobre todo seu “universo”, fará, já que a sequência de Pantera estava programada e me parece que com o roteiro já bem adiantando.
    Com relação ao cinema do Dolan, me parece um cineasta incapaz de evoluir (o de crescer), os filmes parecem ser filmados de forma desleixada (intencionalmente), o roteiro um apanhado de frases unidas por um fiapo de idéia. Francamente, a vida e muito curta para perder tempo com esse tipo de filme.

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  5. Xavier Dólan, vamos lá!
    Chico sempre odiou, Michel odeia e Tiago tenta ser o menos afetado pela opinião dos outros dois (senti falta da opinião da Cris).

    Eu tenho uma conexão com Dólan desde “Eu Matei Minha Mãe”, penso que ao contrário de tudo que vocês falaram, o comentário do Tiago fez um pouco de sentido sobre a velhice, julgo que vocês não se permitem pelo menos respeitar uma visão “mais jovem” e que não é a clássica proposta de cinema de ARTE, os roteiros do Dólan sempre são diferentes em estrutura – com furos sim – mas nada que um outro diretor não faça, os arcos de personagens sempre são malucos como todo mundo é um pouco, ele fala sobre as relações pessoais e como elas afetam ele e os personagens, nos argumentos das histórias, por exemplo, me identifico bastante com diversos momentos/cenas dos filmes e da sua filmografia, seja embalado com uma música ou até pelo formato da tela que a gente acompanha mudar para justificar a liberdade em que o personagem até então estava preso mentalmente na narrativa (uma boa visão para se ter desse momento).

    Acho que crítica é pessoal, sim – de acordo com os gostos e referências de cada um, mas fico um pouco decepcionado com a Varanda por não trazer outra visão sobre o Dólan, não foi a primeira vez que fiquei com essa sensação de vocês malharem o filme/diretor por não se identificar ou não gostar e simplesmente derrubarem ele da varanda com piadinhas. Os FÃS: vocês citam os fãs várias vezes com um tom de deboche, e pasmem, esses fãs incluem grandes realizadores, atores se proporão a trabalhar com ele no primeiro filme americano (Kit Harington, Natalie Portman, Susan Sarandon, Kathy Bates, Thandie Newton, Michael Gambon, Adele e etc) que pode não ter sido um incrível sucesso de bilheteria e crítica – mas tem uma qualidade cinematográfica. Outros fãs: cinéfilos e grande parte dos festivais pelo mundo, inclusive Cannes que ele tem uma relação super intima.

    Sobre os 10 anos de carreira, levantei alguns diretores que lançaram seu primeiro longa em 2009, e cheguei a nomes como Marc Webb (‘500 dias com ela’ que foi sucesso e hoje em dia tem diversos problemas como abuso das personagens), Neill Blomkamp (de ‘Distrito 9’ que trouxe uma discussão social e tecnológica de maneira legal), Spike Jonze (de ‘Onde Vivem os Monstros’ que todo mundo odiou, mas eu acho sentimentalista) e um brasileiro Felipe Braga (de ‘A Fuga, a Raiva, a Dança, a Bunda, a Boca, a Calma, a Vida da Mulher Gorila’ que estava em Cannes no mesmo ano e foi esquecido).

    Em Cannes:
    2009 – Ganhou C.I.C.A.E. Award, SACD Prize, Regards Jeunes Prize com ‘I Killed My Mother’.
    2010 – Ganhou Regards Jeunes Prize com ‘Heartbeats’.
    2010 – Foi nomeado para o Un Certain Regard Award com ‘Heartbeats’.
    2012 – Ganhou o Queer Palm com ‘Laurence Anyways’ e foi nomeado para Un Certain Regard.
    2014 – Ganhou o Jury Prize (prêmio de Juri) com Mommy
    2016 – Ganhou Grand Prix e Ecumenical Jury Prize com ‘It’s Only the End of the World’

    No César Awards:
    2010 – Foi nomeado a Best Foreign Film com ‘I Killed My Mother’
    2011 – Foi nomeado a Best Foreign Film com ‘Heartbeats’
    2013 – Foi nomeado a Best Foreign Film com ‘Laurence Anyways’
    2015 – Ganhou Best Foreign Film com ‘Mommy’
    2017 – Ganhou Best Director com ‘It’s Only the End of the World’, Best Editing e foi nomeado a Best Foreign Film.

    Genie Awards and Canadian Screen Awards: diversos prêmios e nomeações.
    Jutra Awards and Prix Iris: diversos prêmios e nomeações.

    Outros prêmios:
    2009 – Prêmio ‘Golden Puffin’ no Reykjavík International Film Festival com ‘I Killed My Mother’
    2010 – Prêmio de juri no Sydney Film Festival com ‘Heartbeats’
    2014 – Prêmio FIPRESCI Award em Venice International Film Festival com ‘Tom at the Farm’
    2017 – Prêmio Art Cinema Award no Filmfest Hamburg com ‘It’s Only the End of the World’
    2019 – Ganhou Prêmio de Melhor Ator para o Kit Harington e atriz coadjuvante para Susan Sarandon no CinEuphoria (Portugal)

    E esse filme que vocês analisaram “Matthias et Maxime” foi nomeado e venceu:

    Americana Film Fest 2020 (Nominee Audience Award)
    Cannes Film Festival 2019 (NomineePalme d’Or e Queer Palm)
    Golden Carp Film Award (Nominee Best Foreign Language Film of the Year e Best Performance by an Actor in a Leading Role para Xavier Dolan)
    Film Festival Cologne 2019 (Nominee Hollywood Reporter Award)
    Gijón International Film Festival 2019 (Nominee Grand Prix Asturias Best Film)
    Stockholm Film Festival 2019 (Nominee Impact Award)
    Windsor International Film Festival 2019 (Nominee WIFF Prize in Canadian Film best director)

    Faro Island Film Festival 2020 (GANHOU Golden Carp Film Award – Melhor Ator)

    Ou seja, nenhum desses diretores tem uma carreira tão premiada e respeitada como Dólan, talvez seja algo a considerar nas próximas críticas.

    Uma crítica minha é que Dólan faz parte dessa geração que tem uma visão bem ambiciosa do cinema, que muitas vezes não se realiza da maneira mais ambiciosa ou cinematográfica para muitos, mas que muitas vezes de maneira simples pode emocionar alguns expectadores.

    PS: Minha sugestão é trazer sempre visões diferentes de um diretor se vocês gostarem ou não do mesmo.

    Abraços
    @FabioAllves

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    1. Boa defesa do Dolan. Gostei.

      Só discordo (aí é minha opinião mesmo, acho que os outros varandeiros devem discordar de mim sobre isso) da obrigação de ter que trazer alguém que elogie os filmes que estamos analisando. O mundo tá cheio de podcasts, canais de YouTube, festivais, sites, críticos… A intenção do nosso podcast não é resumir nada. É uma conversa entre quatro pessoas (no caso, quatro pessoas com críticas muito fortes ao cinema do Dolan). Quem gosta do Dolan vai encontrar zilhões de comentários positivos sobre ele por aí, como você bem apontou no seu comentário.

      Abraço!

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