EP 244: É o Fim do Cinema? | A Cor que Caiu do Espaço

[Rosa é a Cor Mais Quente]

O que vai ser do cinema pós-pandemia? É o fim do cinema (como o conhecemos)? E, nesse cenário, como fica o Oscar de 2021? De olho no quadro atual, debatemos o que está por vir, sob os impactos da decisão da Disney de lançar a superprodução Mulan diretamente em streaming enquanto, por outro lado, Christopher Nolan tenta “salvar o cinema” com seu thriller de espionagem, Tenet.

O sempre controverso Nicolas Cage está de volta ao podcast com o horror cósmico A Cor que Caiu do Espaço (40:19), a nova adaptação do conto de H. P. Lovercraft. Elementos de gore pontuam a trama sobre um meteorito que traz ao mundo uma cor que contamina tudo ao redor.

No Momentos Belas À La Carte o filme recomendado é do diretor William Friedkin. No Puxadinho da Varanda mais filmes em destaque nos streamings, além da série Normal People e do filme Unbreakeble Kimmy Schmidt: Kimmy x Reverendo. E O Cantinho do Ouvinte tem os comentários sobre o episódio anterior. Bom Podcast!

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Gravado na segunda, 10 de agosto, via internet.

7 comentários sobre “EP 244: É o Fim do Cinema? | A Cor que Caiu do Espaço

  1. Saudações !

    Quando me falam de um filme do Tom Cruise , a primeira pergunta é “ ele está correndo igual o Usain Bolt ? “ ? , se a resposta é positiva , as minhas expectativas para o filme aumentam em 40%. Dito isso , quando me falam de um filme do Nicholas Cage a minha pergunta é “ ele está mais louco que o Pica pau naquele desenho bizarro do SBT ? “ . E foi exatamente o caso de Mandy , e A cor que caiu do espaço. Nicholas Cage está do balacobaco, mais louco que o pato Donald usando toalha de banho. Okay, foi uma péssima referência, porém gostei muito do filme. O que é aquela cena no sótão ? Insane ! Eu trabalho em uma loja de tintas aqui na cidade, e sempre que me pedem sugestão de cor , eu logo falo , “ use aquela cor que caiu do espaço “ ( sério isso aconteceu duas vezes já – suvinil patrocina nós ). Em resumo, gostei do filme, mas se bem que eu gostei do filme do Jim Jarmush de Zumbis então, meu gosto é bem peculiar.

    Ótimo podcast

    Caio

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  2. Muito gostoso o debate sobre o futuro do cinema. Num mundo cada vez mais competitivo, era de se esperar que o streaming iria ampliar seus serviços. Mas tudo tem seu lado positivo. Quando a quarentena acabar, se continuarmos tendo grandes estreias nas plataformas, os realizadores que almejam as telas de cinema vão precisar investir na qualidade de seus filmes. Bons roteiros e boas atuações serão fundamentais para o público decidir se vão comprar ingressos, ou se vão esperar um mês para assistirem em casa. Acho que filmes como os novos “Jumanjis” vão perder espaço na telona e outros como “1917”, “Coringa” ou “Adoráveis Mulheres” continuaram brilhando no escurinho das salas. Abraços aos Varandeiros.

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  3. No festival de Cannes de 1982, o Wim Wenders reuniu diversos diretores num quarto de hotel e, sob a lente de uma câmera de 16 mm, perguntou pra cada um deles a mesma pergunta: qual seria o futuro do cinema?
    A mesma pergunta foi feita quando Twin Peaks brilhou nas listas de melhores “filmes” da crítica, em 2017.
    Acredito que essa preocupação sobre os rumos e possível fim da sétima arte continuam, ainda mais com esse cenário pandêmico, cheio de incertezas.
    Com a impossibilidade de irmos ao cinema, e da crescente audiência dos streamings, é a própria questão estética do cinema que entra em debate. Afinal, nunca se produziu tanto, com tantas possibilidades de exibição.
    Creio, no entanto, que o que vemos não é o fim do cinema, mas uma mudança na fruição da experiência cinematográfica. Com as inúmeras formas de exibição, surgiram também novos meios de recepção. Mas ver um filme num cinema é uma experiência única, coletiva e hipnótica. E por isso mesmo será sempre mais valioso do que ver por outros meios.
    Oxalá, em breve possamos novamente usufruir da experiência cinematográfica! Beijabraços aos Varandeiros!

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    1. Caros Varandeiros,

      Acredito que a Pandemia pode afetar os lançamentos no cinema de duas formas:
      – a primeira (talvez mais provável) é a redução dos orçamentos dos filmes , em especial os blockbusters, uma vez que apostar em filmes que precisam arrecadar mais de um bilhão para gerarem lucro pode ser difícil com redução no número de salas e telespectadores. Hoje, grandes brockbusters tem orçamentos que ultrapassam 300 milhões de dólares, e talvez esse modelo não seja mais sustentável (ao menos no curto espaço).
      – Segundo cenário: Valorização de grandes produções com grandes orçamentos para marketing, como forma de trazer as pessoas de volta ao cinema. Com isso, os filmes menores, de lingua não inglesa e, até mesmo filmes para “Oscar” acabariam sendo preferencialmente negociados com plataformas de streming.

      Porém, acredito que se a volta dos cinemas se mostrar segura, a tendência e que o mercado tenha poucas alterações, talvez no circuito de filmes “alternativos”, com redução expressiva das pequenas salas de cinemas.

      Com relação a lançamento de Mulan direto no Disney+ (para o mercado americano, no mercado chinês o filme deve ser lançado nós cinemas) devemos lembrar que ofilme já tinha campanha de marketing realizadas quando a estreia foi adiadas (o lançamento seria em março). A pergunta que fica, se e viável uma campanha de lançamento de um blockbuster , como Mulan, para um lançamento diretos em plataformas on-line. Já que você “retira” uma etapa que hoje e fundamental para pagar os custos destas produções (além disso, após o lançamento no cinema e também uma ótima propaganda para a janela de lançamento no onde demand). Lançar Mulan e outros filmes diretos no streaming é uma forma de reduzir prejuízo, não de buscar lucro com o filme.

      Acho que o próprio caso de Trolls 2 demonstra a inviabilidade do lançamento exclusivo para streaming. O filme foi um sucesso, com mais de cem milhões arrecadados, porém e impossível não pensar que no cinema o filme arrecadaria de duas a três vezes mais (nos EUA), e depois ainda teria algum lucro no streaming.

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  4. Nicolas Cage com boleto pra pagar é tudo o que a gente precisa pra desestressar nessa quarentena. Como o Tiago falou bastante sobre A Vastidão da Noite no episódio, queria fazer uma comparação entre os dois filmes. Acho que A Cor que Caiu do Espaço encontrou uma solução melhor para a cor misteriosa do que A Vastidão da Noite para o som misterioso.

    Um grande abraço a todos

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