EP 237: Brokeback Mountain | Wasp Network: Rede de Espiões

[Coração na Montanha]

Em meio à pandemia, temos revisitado muitos filmes importantes. Agora é a vez de O Segredo de Brokeback Mountain (14:36). Para debater o drama romântico de Ang Lee, contamos com a sempre especial presença de Gustavo Camargo, do podcast Papo de Trilha.

Das estreias em streaming, escolhemos Wasp Network: Rede de Espiões (1:11:00), que traz o francês Olivier Assayas adaptando um livro do brasileiro Fernando Morais com um elenco de grandes estrelas latinas.

Abrimos o episódio com as novidades na corrida do Oscar, e comentários sobre os filmes de Joel Schumacher, o cineasta que nos deixou essa semana.

No Momentos Belas Artes À La Carte destacamos um filme de Neil Jordan. O Puxadinho da Varanda traz a série Ozark, e os filmes 7500 e Uma Lagartixa num Corpo de Mulher. E, no Cantinho do Ouvinte, os comentários sobre o nosso episódio anterior. Bom podcast!

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Gravado na segunda, 23 de junho, via internet.

11 comentários sobre “EP 237: Brokeback Mountain | Wasp Network: Rede de Espiões

  1. O Segredo de Brokeback Mountain realmente é um dos maiores filmes sobre temática LGBTQ+ e também um dos melhores filmes românticos do cinema moderno. No entanto, acho problemático héteros interpretando papeis de LGBTQ+ no cenário atual. O problema aqui não é um hétero fazendo papel de um personagem gay, mas o fato de que a recíproca não acontece para atores gays fazendo papéis de héteros, além de ser muito mais difícil de conseguirem papéis em Hollywood. Um ator hétero é premiado e lembrado quando ele faz papéis de LGBTQ+, entretanto quando um ator gay interpreta um personagem hétero ou mesmo um gay, poucos reconhecem seu trabalho além da própria comunidade. Colocar pessoas heterossexuais nesses papéis, desconsidera as lutas de décadas dessa comunidade para ser reconhecida nas artes e em diferentes locais. As pessoas LGBTQ+ estão mais visíveis do que nunca: é hora de exigir que elas se vejam em em suas próprias histórias. Muitos atores não saem do armário justamente por medo de rejeição da indústria, isso é um fato. No final das contas, a impressão que fica é que as vozes da comunidade não estão sendo ouvidas. Só para se ter uma ideia no oscar de 2019, dos 4 vencedores de melhor atuação, 3 eram interpretando personagens LGBTQ+ e nenhum deles faziam parte da comunidade. Sem contar as indicações e vitórias de atores cis em papeis de transsexuais como Dallas Buyers Club, Transamerica, Boys Don’t Cry. Realmente, tratar a temática no cinema é de extrema importância, mas empregar e dar visibilidade a essas pessoas também é. E até hoje pouco se foi feito para reverter este quadro. Estou dizendo isso, porque acho que se o filme fosse feito hoje, gostaria que ele tivesse estes cuidados.
    Acho que Olivier Assayas anda numa má fase, porque tanto esse filme quanto o anterior (vidas duplas) são bastante irregulares, até o próprio Rodrigo Teixeira admitiu recentemente em uma live no instagram que se pudesse ele teria feito uma minissérie não um filme sobre este livro, já que o resultado final não o agradou.

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  2. Não desgostei de Wasp Network. Fui fisgado pela história mesmo reconhecendo todos os defeitos no resultado final. O pior de todos, concordo com vocês, é o texto expositivo com narração em off que marca a virada na metade do filme. Não lembrei apenas da sacadinhas do Soderbergh, mas também do Adam Mckay. Eu daria um 6,5 no Metavaranda, com mais méritos para Fidel Castro do que para Olivier Assayas. Por isso, acabei fazendo o que o Tiago faria (trocadilho intencional): comecei a ler o livro do Fernando Morais para mergulhar mais nos fatos, sem licenças poéticas.

    PS: sobre a cena das bombas nos hotéis, sou “team Chico”. Curti!

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  3. Gostaria de saber as suas opiniões sobre a série “Dark”, da netflix, que nesse final de semana chega na sua ultima temporada. Achei interessante a netflix não se influenciar pela popularidade que a série conseguiu, e não fazer mais temporadas simplesmente para “encher linguiça”, como ela esta acostumada e que me desanima muito ao começar uma série. Abraços.

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  4. Vou rever Brokeback Mountain depois de ter ouvido esse episodio, mas lembro de ter gostado bastante na época que vi. Outros filmes LGBT que eu gosto muito: Happy Together, Tatuagem e Tangerine, E apesar de reconhecer a importância, não gosto do Moonlight. Muito bom programa. Abraços.

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  5. Caros Varandeiros, será que Wagner Moura está se transformando no Daniel Brühl dos trópicos? Preso na mesma interpretação?
    Será que para alguns filmes patrocinados pela Netflix não falta produtores que possam interferir mais no desenvolvimento do projeto e discutir com o criador? Para cada “Roma” existem duas dúzias de filmes que parecem ter potencial e são mal desenvolvidos.

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  6. Vim aqui só pra declarar meu amor por “O Segredo de Brokeback Mountain”, esse filme lindo e emocionante que eu nunca havia assistido até uma semana atrás, acredite se puderem. O filme me tocou de verdade, me passou totalmente a tristeza e amargura de ter que esconder o que você sente e ser quem você é. Além disso, acho que ele também consegue imprimir as consequências do que sufocar um sentimento pode trazer para a vida da pessoa que o faz e de todos a sua volta, ou seja, cria-se uma infelicidade geral. 5 estrelas e coraçãozinho no letterbox.
    Poxa vida vocês não acharam que o Jake Gyllenhaal está no nível no Heath Ledger nesse filme? Eu achei viu… o Jake Gyllenhaal entregou a melhor cara de apaixonado desde Patrick Swayze, que na minha opinião faz a melhor cara de apaixonado do cinema.
    Quanto ao filme Wasp Network já vi piores, já vi melhores… a história tinha tudo pra ser boa mas parece que alguém ali ficou com preguiça no meio do caminho de desenvolver tanta coisa, essa pessoa ficou igual a gente quando vai arrumar o guarda-roupa e tira tudo de dentro e tem preguiça de colocar de volta, sabem? Arrumaram tanta história pra contar que não contaram nada direito.
    Só vocês pra salvarem a quarentena! Abraços a todos.

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  7. A localização geográfica tem um papel fundamental nos rumos e decisões que os indivíduos são levados a tomar .
    Quando assisti ao filme Brokeback Mountain um pensamento dividiu a cena todo tempo: qual seria o destino possível para eles, se os dois estivessem vivendo numa cidade como Paris ?
    O quão cruel pode ser o acaso do local de nascimento para tantos indivíduos ?

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