EP 215: O Escândalo | Os Miseráveis | Boletim do Oscar

[Tiro, Porrada e Bombshell]

Em debate esta semana, mais dois filmes com indicações ao Oscar. O Escândalo (9:25) traz o caso de assédio sexual que derrubou o todo-poderoso CEO da Fox News. Um assunto importante garante um grande filme?

Os Miseráveis (41:45) pode ser visto como uma atualização do clássico de Victor Hugo, mas, acima de tudo, como um filme que trata a urgência que se tornou a questão da integração multicultura francesa. Dirigido pelo estreante Ladj Ly, indicado ao Oscar de melhor Filme Internacional, além de ter dividido um importante prêmio com Bacurau em Cannes.

Tem também o Boletim do Oscar (1:00) com os prêmios do PGA, SAG e Eddie, e como ficou a Corrida ao Oscar depois das vitórias de 1917 e Parasita. Puxadinho da Varanda (1:11:43) com os filmes Instinto e Ameaça Profunda. No Cantinho do Ouvinte os comentários dos varandeiros sobre o episódio anterior. Bom Podcast!

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Gravado no domingo, 19 de janeiro, na varanda do Michel.

13 comentários sobre “EP 215: O Escândalo | Os Miseráveis | Boletim do Oscar

  1. Olá pessoal, muito bom o episódio, sempre ouvir opiniões dissonantes ou não sobre dois filmes que eu não adoro mas que considero super importantes pelos debates que geram. No caso de O Escândalo, acho que vocês até foram bonzinhos demais, mas o tom de voz do Tiago já entrega o ódio dele pelo filme, e eu concordo. Mas sem querer ser advogado do diabo e defender o filme que eu não gostei quase nada (só da Nicole Kidman), eu senti que ao final o filme conseguiu passar a ideia de que nada iria mudar, estruturalmente falando, justamente naquela cena simbólica da personagem da Margot Robbie saindo do escritório enquanto o Murdoch discursava e jogando o crachá no lixo. É isso. Abraço e até a próxima semana.

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      1. Aproveitando que o Michel comentou sobre um dos melhores filmes de estreia que ele já viu, Les Miserables, e 1917 sendo tema do próximo episódio, o que acham de Beleza Americana? Também é um filme de estreia, certo? Um dos melhores?

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      2. Mais um adendo: já falaram da filmografia do Sam Mendes? Se sim, em qual episódio? Se não, podem falar no próximo? Vi o último dele que me faltava (Away We Go) e achei ele com muito mais cara de filme de estreia do que Beleza Americana, mesmo sendo feito 10 anos após este, talvez por sua pegada indie, parecendo até um filme do Noah Baumbach.

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  2. Maravilha de episódio. Nada supera essa possessão do Tiago pelo filme “O Escândalo”. Baixou uma Carminha que só faltou gritar INFERNOOOOOO!!!!! Como é temporada de prêmios e início de ano, tomei a liberdade de fazer uma pesquisa rápida acerca de alguns filmes que podem ser lançados no biênio 2020/2021. A lista segue abaixo com os respectivos nome dos diretores e os nomes dos filmes que podem ser alterados ou não. Vocês podiam comentar sobre alguns deles? Abraços!

    LISTA DE FILMES 2020-2021

    Abderrahmane Sissako – The Perfumed Hill
    Abel Ferrara – Siberia
    Alain Guiraudie – Come, I Will Take You There
    Apichatpong Weerasethakul – Memoria
    Benh Zeitlin – Wendy
    Brian De Palma – Sweet Vengeance
    Bruno Dumont – On a Half Clear Morning
    Charlie Kaufman – I’m Thinking of Ending Things
    Chloé Zhao – Nomadland
    Christian Petzold – Undine
    Christopher Nolan – Tenet
    Cristi Puiu – Hora Staccato
    Cristian Mungiu – To The Edge of Sorrow
    David Fincher – Mank
    Dee Rees – The Last Thing He Wanted
    Denis Villeneuve – Dune
    Edgar Wright – Last Night in Soho
    François Ozon – Été 84
    Guillermo del Toro – Nightmare Alley
    Hideaki Anno / Kazuya Tsurumaki – Evangelion: 3.0+1.0
    Hong Sang-Soo – (Untitled Hong Sang-Soo Film)
    Hou Hsiao-hsien – Shulan River
    Joe Wright – The Woman in the Window
    Joel Coen – Macbeth
    Johnnie To – Election 3
    Kelly Reichardt – First Cow
    Kogonada – After Yang
    Lav Diaz – When the Waves Are Gone
    Leos Carax – Annette
    Lisandro Alonso – Eureka
    Mia Hansen-Løve – Bergman Island
    Miguel Gomes – Selvajaria
    Nadav Lapid – Le Genou d’Ahed
    Nanni Moretti – Tre piani
    Naomi Kawase – Comes Morning
    Pablo Larraín – Ema
    Paul Schrader – The Card Counter
    Paul Thomas Anderson – (Untitled Paul Thomas Anderson 1970s High School Project)
    Paul Verhoeven – Benedetta
    Philippe Garrel – The Salt of Tears
    Ridley Scott – The Last Duel
    Robert Zemeckis – The Witches
    Sally Potter – The Roads Not Taken
    Sofia Coppola – On the Rocks
    Spike Lee – Da 5 Bloods
    Steven Soderbergh – Let Them All Talk
    Steven Spielberg – West Side Story
    Taika Waititi – Next Goal Wins
    Thomas Vinterberg – The Alcohol Project
    Wes Anderson – The French Dispatch

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  3. Olá, meu nome é Lucas Furtado e sou um ouvinte contumaz do podcast. Costumo concordar com as opiniões de vocês e, muitas vezes, alargar minha visão dos filmes ao ouvi-los. Porém, dessa vez insisto em discordar ou, quem sabe, problematizar algumas das opiniões sobre comentários dessa semana. Talvez minhas digressões tenham ido longe demais, mas quis compartilha-las com vocês. Gostei muito do filme “Os Miseráveis”, de Ladj Ly, e discordo de vocês em dois aspectos que, ao meu ver, estão diretamente conectados. Embora a proposta estética predominante no filme seja sim a do realismo social, não acho que filme se restrinja a isso e, portanto, creio haver um outro diferencial em sua narrativa que não apenas os 20 minutos finais. Vejo no filme uma proposta metafórica no uso do leão como o animal roubado. Não é à toa que o leão desaparecido seja um filhote e que esse furto tenha sido efetuado por uma criança. Na cena em que o “policial bom” conhece Salah e o questiona sobre o animal, ele responde ao policial que um leão não merece ficar preso em uma jaula e que ele não precisa que alguém o dome e o alimente, ele irá conseguir comida sozinho. Em paralelo a isso, os ciganos, donos dos leões, suspeitam, é claro, de que seus inimigos adultos tenham cometido o roubo. Porém, logo na sequencia, se revela que o furto foi cometido por uma criança. Ou seja, descortina-se com isso que uma criança é sim capaz de cometer crimes como os adultos, porém embuida de uma ingenuidade que não a afirma como criminosa, exatamente como um filhote de leão, que já demonstra algum tipo de ameaça, mas que ainda detém alguma ternura. Quando os policiais levam Issa para se desculpar com o cigano, ele é colocado dentro da cela do leão grande, indicando que se ele quer tomar atitudes desse tipo deve, então, enfrentar os leões adultos. Há, nesse ponto, uma transformação chave em Issa e por isso considero a cena fundamental. Essa mudança se reflete na sequência final, na qual Issa questiona se deve ou não atingir os policias com um coquetel molotv. Ou seja, os filhotes de leão, aos poucos, tornam-se leões adultos na selva. É também curioso, que, como vocês disseram, as crianças do filme ocupam um papel fundamental de mudanças paradigmaticas daquela sociedade. Dessa forma, justifica-se também que todo o conflito do filme seja gerado por uma delas, mesmo que essas mudanças sejam ainda subterrâneas e ocultas.
    Enfim, um grande filme. Concordo com vocês que há uma faísca de clichê na figura do “policial bom” e do “policial mau”. Porém, creio que isso é contornado (ou talvez amenizado) na figura do terceiro policial, peça chave no filme.
    É isso! Abraços!

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    1. Interessante a análise do simbolismo do leão. Chegamos a comentar sobre isso nos bastidores da gravação, mas acabou não entrando na conversa.

      Deixando claro que gostamos muito do filme. Uma nota 7,5 do Michel equivale a um 10 na escala Metacritic da vida cinéfila mundial.

      Abraço!

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  4. Amigos, me permitam fazer um comentário atrasado e outro antecipado…

    Quando ouvi a abertura do episódio 214, imaginei imediatamente um título alternativo para ele. Uma homenagem às protagonistas e realizadoras, com uma referência ao inesquecível bordão da plateia do Domingo Legal: “São as mulheres, oba!”.

    Fui arrebatado pelo final de Adoráveis Mulheres. Também estava achando um filme apenas corretinho, muito diferente do que eu esperava do novo trabalho da Greta. Mas o desfecho foi surpreendente e inteligentíssimo. E a Saoirse Ronan tá cada vez mais consolidada como a grande atriz da geração dela.

    O comentário antecipado é sobre 1917, que presumo que será pauta do episódio 216. Gostei bastante e, ao final da sessão, fiquei com a impressão de que a Academia já mandou gravar o nome do Sam Mendes nas estatuetas de direção e filme. Em alguns momentos, senti como se o filme fosse de terror. E acho que a questão do falso plano sequência tirou uma das coisas mais importantes dos filmes de guerra: a ação toma muito tempo que poderia ser dedicado ao desenvolvimento dos personagens e eles acabaram parecendo meio rasos em alguns momentos.

    Abraços a todos!

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  5. Oi pessoal, eu descobri o podcast a pouco tempo e tenho ouvido os episódios intercalando os mais novos com os mais antigos e rapidamente desenvolvi uma relação de “amor e ódio” com o Thiago rs vou explicar: eu nos primeiros eps que ouvi achei as críticas do Thiago brilhantes e bem embasadas (gosto das críticas de todos mas me identificava mais com o Thiago) mas aí os últimos que ouvi eu acabei vendo vcs analisando filmes que o Thiago não gostou e percebi que ele aceita com muita relutância elogios a aspectos do filme que ele achou ruim e isso me irritava um pouquinho principalmente nos filmes que eu gosto e acabei pegando uma birrinha mas, essa semana com Os Miseráveis, que eu amei, eu voltei a ver o Thiago falando muito bem de um filme e relembrei porque ele é o meu varandeiro favorito nossa a leitura foi tão perfeita que me fez perceber coisas que eu tinha deixado passar e olha que ouvi o ep enquanto dirigia voltando da sessão, o Thiago é muito passional apesar de sempre fazer análises racionais e isso é lindo de ver, continuarei achando chato/engraçado ele sofrendo com as opiniões diversas de vcs mas aguardando termos uma opinião parecida de um filne para ouvir tudo que eu gostaria de dizer mas não tenho esse dom nem conhecimento técnico suficiente sendo dito pelo Thiago.
    Abraços

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    1. Eita, Danielle… Obrigado? rs. Pra ser bem sincero, eu tenho me incomodado bastante com esses meus arroubos ‘passionais’ no podcast. São reações que, em muitos casos, fogem do meu controle e me deixam de ‘ressaca’ quando eu ouço os episódios na versão final. Nesse episódio, por exemplo, aconteceu isso: cheguei à gravação pensando ‘acho esse Bombshell um filme terrível, mas vou me controlar pra não falar bobagem’. Não deu certo.

      Como eu vejo: a análise de uma obra de arte é sempre pessoal e subjetiva, por mais que se tente fazer acreditar o contrário. Mesmo se eu imprimir uma lista de notas do Metacritic e recitar as resenhas, meu tom de voz vai indicar aquelas que eu aprovo e aquelas que eu desaprovo. O exercício da análise é, nesse aspecto, sempre autoanálise. Até aí, acho que não há problema em ser ‘passional’, em fazer comentários exagerados, apaixonados etc. O que noto como problemático, e que eu acabo fazendo de vez em quando, é o desrespeito a outras análises, como se todos tivessem que assistir a um filme usando os meus olhos (o que é impossível). Isso eu tento resolver, episódio a episódio – sem muito sucesso, como dá pra perceber neste caso aqui.

      No mais, é bom saber que, de quando em quando, existe um certo contato e nossos olhares sobre filmes se encontram. O meu com os dos varandeiros e o meu com o seu e o de outros ouvintes.

      Abraço!

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      1. Eu acho que vc está certíssimo sobre a pessoalidade intrínseca nas análises e isso deixa o podcast de vocês único, a Cris por exemplo é super singular nas críticas e eu amo isso, é sempre surpreendente ouvir os episódios conhecendo um pouco a opinião de vocês mas sem saber exatamente o que está por vir, eu me senti até um pouco culpada depois que escrevi pois não quero que vc leve a mal eu normalmente tenho reação a suas críticas negativas como com aquele amigo da gente que sempre tem opinião contrária e isso passa a ser mais engraçado do que incômodo, eu acho interessante ver suas defesas e vejo pela reação do Michel e Chico que vc faz isso sem nenhum juízo de valor das opiniões dele que levam totalmente numa boa o que não vejo acontecer em outros podcasts com grupos fixos, por favor continue pois eu apontei isso como uma observação mas que não atrapalha em nada minha experiência com o programa na verdade só enriquece, falei mais pela curiosidade do fato. Adoro vocês, estou até tendo dificuldade em conseguir ouvir outros podcasts porque nenhum me entretém tanto quanto o Cinema na Varanda.
        Abs

        Curtido por 1 pessoa

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