EP 209: História de um Casamento | Atlantique

[O Funeral de um Casamento]

Noah Baumbach está no caminho para chegar forte ao próximo Oscar. História de um Casamento (1:28) chegou diretamente em streaming e vem badalado na temporada de premiações. Trazemos o filme ao debate, assim como a carreira do cineasta e o buzz das interpretações de Scarlett Johanson e Adam Driver. Afinal, quem não viveu um dolorido processo de separação?

Premiado em Cannes, Atlantique (55:23) é outro dos grandes destaques do ano que chegaram no Brasil diretamente em streaming. A estreante Mati Diop bebe da fonte de outros cineastas para fazer um filme que envolve migração africana clandestina, um amor juvenil proibido e um inesperado flerte ao cinema fantástico.

Boletim do Oscar (1:14:55) destacando a lista do AFI (gravamos antes da divulgação do Globo de Ouro, fica para semana que vem). No Puxadinho da Varanda (1:27:47), o destaque fica para Ford Vs. Ferrari, e as animações Perdi Meu Corpo, Klaus e Link Perdido. No Cantinho do Ouvinte os comentários dos varandeiros sobre o episódio anterior. Bom Podcast!

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Gravado no domingo, 8 de dezembro, na varanda do Michel.

8 comentários sobre “EP 209: História de um Casamento | Atlantique

  1. Olá! É a primeira vez que comento aqui, mas ouço sempre o podcast. Parabéns pelo ótimo trabalho! Sobre o História de um casamento vocês notaram a “piada” sobre David Bowie? Na sequência do Halloween que a Charlie pergunta se a fantasia da Nicole é do Thin White Duke, personagem quase neonazi do disco Station to Station, mas ela diz que é do Let’s Dance. Acho que isso diz muito sobre o filme e é uma piscadela do texto/roteiro pra gente.
    Abraços!

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  2. Hoje eu só vim pra comentar que eu nunca imaginaria que fosse presenciar uma interação no twitter entre o Tiago Faria e a MARÍLIA MENDONÇA sobre o filme História de Um Casamento. Acho que já vai pro top 10 momentos da varanda do ano. E mais: vocês acham que as músicas da Marília Mendonça cairiam bem como trilha sonora do filme do Noah Baumbach?

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  3. Resumo do Episódio:
    Cris falando enlouquecida por cima de todo mundo.
    Michael não convencendo que não assiste filmes como Madagáscar.
    Chico tentando acreditar que o Brasil de 2019 se tornou uma ditadura social.
    Tiago, achei que não tinha ido, mas deve ter sido sono mesmo.
    Feliz natal pra vocês suas pestes.
    Mesmo sendo todos uns malas, vou continuar ouvindo pois tenho afinidades cinematográficas com vocês.
    Abraços MV.

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  4. Queridos Varandeiros, gostei muito de histórias de um casamento, porém concordo com vocês que o filme coloca a protagonista (e sua advogada) em uma posição mais vilanesca , enquanto que a infidelidade do protagonista e pincelada na estória. De toda forma, e uma estória muito poderosa e bem filmada . E simplesmente amei a comparação de Los Angeles com Brasília , estamos vivendo em Brasília por três anos e efetivamente há uma alma em comum! E ainda há uma outra semelhança, enquanto em Los Angeles todos querem ser ator em Brasília todos querem ser servidores públicos, e o sonho Brasiliense.

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  5. Olá Varanda,

    Estou mandando um comentário super especial porque eu conheci o Chico no Festival do Rio. Eu estava esperando para ver o filme do Dolan e vi ele saindo na sessão correndo e indo para algum outro lugar! Fiquei nervosa se falaria com ele ou não, mas resolvi ir atrás meio stalker e quando o vi, saindo do banheiro, morta de vergonha, fui cumprimentá-lo. O Chico foi super receptivo e carinhoso! Um beijo para você e conta para a gente o que achou dos filmes que viu no Festival do Rio!

    Eu gostei muito do episódio sobre Uma História de Casamento. Eu gosto muito do Noah Baumbach e Frances Ha continua o meu favorito, no entanto gostei muito do filme dele para Netflix e queria comentar alguns pontos que vocês abordaram no programa. A primeira questão é sobre a vilanização da Scarlet. Em uma primeira camada, eu senti que isto poderia estar em curso, mas ao mesmo tempo, isto nunca se concretizou para mim – a dualidade permaneceu o tempo inteiro. Diferente do que foi comentado, para mim a grande quebra de um acordo foi feita pelo personagem do Adam Driver, não por causa da traição sexual, mas pela traição do casamento, em que os objetivos e vontades se voltaram unicamente para ele – nunca houve possibilidade de discutir uma possibilidade de vida que a esposa pudesse brilhar. Isto para mim fica claro justamente na cena da briga, em que ele joga na cara dela o quanto ele perdeu (quantas pessoas não transou), no entanto, enquanto ele fala sobre isto, denuncia mais sobre os erros dele, do que dela, pois fica claro que no início havia um esforço, um desejo de manter expectativas e depois isto foi se diluindo para o casamento girar em torno das expectativas e desejos de futuro dele (ainda que ele tentasse dedicar o trabalho dele a ela), com ela sempre a sombra. Assim, quando ela quebra o acordo de não incluir advogados, em um momento de extrema fragilidade, sem auto-estima, a questão central para ela, não é uma traição com a colega, mas sim, o fato de que ele nunca cogitou morar em Los Angeles (ou qualquer possibilidade cuja vida dela tivesse um protagonismo). Ai para mim entra a parte que eu mais me deliciei do filme: o confronto Los Angeles vs Nova York. Por ter morado nos EUA, ter vivido uma batalha judicial lá (em LA) e ter ficado constantemente entre LA e NY, eu senti exatamente os dois estilos de vida em conflito – LA com sua lógica competitiva, que é ao mesmo tempo superficial, se importando muito com as aparências e um ativismo voltado apenas para o valor econômico das coisas (que era a briga da Laura Dern e do próprio Me Too), e não o valor humano – e Nova York, individualista, auto-centrada, ligando apenas para os seus gênios e uma ideia de arte avantgard, mas todos querem também estar no holofote, mas por caminhos que parecem mais “legítimos” (ainda que o objetivo seja Broadway), e com uma dificuldade de olhar para o outro e seus desejos. Nós vamos conhecendo cada vez mais os personagens pela história confirmando as características das cidades e das suas personalidades apresentadas no monologo – em uma trajetória do conflito dramático clássica. Gosto muito do roteiro. Meu problema com o filme foi a parte final, apenas. Achei apelativa.No entanto, como um filme para a Netflix, eu acho necessário para gerar empatia pelos dois personagens, tão bem construídos.

    Um beijo para todos!

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