EP 206: O Irlandês

[O Bom Companheiro – De Volta ao Lar]

Depois de tantos elogios da crítica americana, finalmente é chegada a hora de debater O Irlandês (16:05), o retorno de Martin Scorsese aos filmes de máfia, que vai se firmando como o grande favorito ao Oscar. Trouxemos Cecília Barroso, uma especialista no carreira do cineasta, para nos auxiliar nessa tarefa. Seria o grande filme do ano?

E por falar no grande prêmio de Hollywood, o Boletim do Oscar dá uma geral nas chances dos filmes da Netflix na próxima premiação.

O Puxadinho da Varanda (1:13:01) destaca a série The Crown, os filmes Azougue Nazaré, Luta de Classes e O Retrato de uma Garota em Chamas, e a nova temporada do podcast You Must Remember This. Bom podcast!

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Gravado na terça, 19 de novembro, na varanda do Michel.

11 comentários sobre “EP 206: O Irlandês

  1. “O Irlandês” é uma obra-prima da sétima arte.

    Ainda que seja um filme de máfia, “O Irlandês” é, na sua camada mais íntima, um dos filmes mais religiosos de Scorsese que retrata com maestria o medo do Julgamento sobre o homem e seus atos.

    Isto, por sinal, está diretamente ligado ao simbolismo das portas que abrem, se fecham e ficam entreabertas no decorrer da narrativa.

    São elas, as portas, que definem os rumos dos personagens e dizem sobre o que sentem os personagens.

    Por sinal, o filme se abre e se fecha com uma porta.

    Destaca-se também, como já disseram na varanda, que o personagem de Ana, ainda que fale quase nada, são os olhos que julgam os atos do personagem título.

    Excelente!

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  2. Olá, varandeiros. Scorsese me surpreendeu muito com o O Irlandês. Deixou de lado a virtuose para abraçar o timing dos velhos personagens do filme. Inclusive seus bons companheiros como Thelma Schonmaker e Rodrigo Pietro tiveram que ser low profile. E até Joe Pesci. É OS Imperdoáveis dele. É o último cowboy e o último gangster. Como diz o agente do FBI: “Só restou você”. Filmaço.

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  3. Olá Varandeiros, acho que uma comparação boa com o Irlandês e com “O Homem Que Matou o Facínora” (John Ford ia adorar ter, na época, a tecnologia para rejuvenescer John Wayne e James Stewart). Tanto pela ótica do envelhecer, que refletir os aspectos centrais do gênero (filme de máfia e western) e por refletir sobre o tempo.
    Scorsese conseguiu nesse filme fazer uma reflexão de tirar parte do glamour da máfia e fazer uma revisão histórica do gênero, construindo, talvez, a obra definitiva sobre o gênero. Acredito que ele também faz uma revisão da própria carreira, das mudanças que o cinema passou. Enfim, um clássico!

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    1. Olá Varandeiros, corrigindo o texto acima que saiu truncado.

      Acho que um filme que podemos comparar o Irlandês é “O Homem Que Matou o Facínora” (John Ford ia adorar ter, na época, a tecnologia para rejuvenescer John Wayne e James Stewart). Tanto pela abordagem do envelhecer (que é muito mais presente no Irlandes), mas sobretudo por ambos os filmes refletirem os aspectos centrais do gênero (filme de máfia e western) e por refletir sobre o tempo (do próprio cinema).
      Scorsese conseguiu nesse filme fazer uma reflexão sobre o gênero, tirando parte do glamour da máfia (construído no cinema) e na minha opinião, fazendo uma revisão histórica do gênero, construindo, talvez, a obra definitiva sobre o gênero. Acredito que ele também faz uma revisão da própria carreira, refletindo as mudanças que o cinema passou. Enfim, um clássico!

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  4. Uma provocação: Scorsese criticou tanto os filmes da Marvel, mas usou a tecnologia de rejuvenescimento que foi popularizada justamente nos filmes do estúdio. Foi cinema ou uma brincadeira no parque de diversões? 😛

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  5. Durante esse episódio citaram os casos de algumas atrizes que com muito pouco tempo em cena ou pouquíssimas falas (como é o caso da Anna Paquin nesse filme) receberam uma indicação no Oscar. Gostaria de lembrar da Viola Davis no filme A Dúvida. Indicação que merecia o prêmio aliás.

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  6. Oi gente… é o Fabio Allves. Queria dizer que estou bem decepcionado com a varanda dessa semana.

    Em pleno 2019, onde temos discutido a diversidade de filmes (como Parasita, Bacurau, Coringa, Nós entre outros), assuntos e novos formatos, grandes idéias para um cinema melhor. Para mim o Martin Scorsese traz esse retorno com cada vez mais problemas de origem. A representatividade hoje em dia é sim importante, seja para as mulheres com todos os novos problemas dentro e fora do cinema – seja nessa interpretação apagada/calada de todas as personagens femininas, ou dos negros que não aparecem como um personagem importante, apenas como empregados, como sempre. Continuo decepcionado com vocês endeusarem um diretor que anos após anos continua trazendo o mesma coisa – um filme de BRANCOS para BRANCOS com máfia/corrupção no tema – um cinema com qualidade técnica que não discute histórias atuais, que não evolui na diversidade, no machismo do clube do bolinha, sobrevive por conta desse fã clube de pessoas “cegas” para a diversidade. Não acho que o filme seja ruim, para mim tem problemas sérios, esses problemas me fazem não olhar o filme com carinho e com decepção encerro esse e-mail/desabafo.

    PS: Na minha humilde opinião Scorsese passa longe do Almodóvar, que nos seus últimos filmes traz discussões atuais de forma nostálgica com diversidade em roteiro, fotografia, argumento e qualidade num cinema de autor.

    Abraços Fabio

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