EP 205: Doutor Sono

[Kubrick vs King]

Para falar sobre cinema de terror, um convidado especialista no gênero: Gustavo Joseph está de volta ao podcast. Outro filme do universo literário de Stephen King chega aos cinemas, mas não é um qualquer, e sim a continuação do clássico O Iluminado. Ewan McGregor protagoniza Doutor Sono (14:13), o tema central do nosso episódio. Além do filme de Mike Flanagan, relembramos do filme de Stanley Kubrick, as desavenças entre o autor e o diretor… O novo longa desse universo fica ou cai da varanda?

Boletim duplo do Oscar (2:32): enquanto Chico Fireman conta tudo sobre as indicações ao European Film Awards, Gustavo Joseph traz os favoritos para indicação na categoria de trilha sonora. O Puxadinho da Varanda (1:06:02) tem O Relatório, Downton Abbey e a série Succession. No Cantinho do Ouvinte, os comentários dos varandeiros sobre o episódio anterior.

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Gravado na segunda, 11 de novembro, na varanda do Michel.

11 comentários sobre “EP 205: Doutor Sono

  1. Vou fazer meu comentário para Parasite por aqui, já que ainda não vi Dr. Sono.

    Finalmente pude ver Parasite.

    É um belo e metafórico longa.

    Diferentemente de Nós, que tem sido usado como base de comparação, Parasite, aborda a verticalização (que também foi abordada por Nós) sem procurar gritar pelo subtexto através de explicações redundantes.

    Isto não precisou ocorrer, pois, a força da imagem brilhou ao longo de toda a narrativa (merece uma indicação de roteiro).

    Por isso, cenas icônicas foram construídas como a fuga da mansão e a descida pelas escadarias (belíssimo trabalho de designer de produção e fotografia, merece o Oscar).

    Como baratas, a família foge da casa e vai esconder-se nos bueiros cheio de lixo e água.

    Como baratas, eles escondem-se no escuro e rastejam silenciosamente para que o dona não a perceba.

    E como baratas, eles, no desespero pela presença da fome, devoram-se a si mesmo.

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  2. Vamos lá, assisti ontem Dr. Sono e tava até agora decidindo se gostei ou não, e vcs só pioraram a minha dúvida! A nota dele ser 51 não podia ser mais ideal! (desculpa a piada infame).
    O terceiro ato eu gostei tanto pq eu abracei o ridículo e entrei na história, parecia uma grande festa de Halloween onde os personagens de O iluminado se juntaram para fazer storys para o Instagram… e achei tudo tão maravilhoso haha enfim, ainda não sei se amei ou achei zoado demais esse filme!

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  3. Estou sempre por aqui.
    É que o hábito mudou e agora escuto o poadcast no carro via Spotify (fico umas duas horas no trânsito de Campinas, então da pra escutar 1 poadcast e mais um pouco de outro por dia), então em tese não estou online para fazer comentário, mas mentalmente continuo querendo matar alguns, bato a cabeça no volante (episódio do Scorsese – falaram mal de muito filme, não colocaram Touro no top 5, sim culpa do Michel, vontade de esganar o homi), e nem sempre venho no blog em si, o que dificulta comentar (se o Spotify tivesse espaço para comentário)…
    Acho que Parasita vai crescer com comentários, eu já vejo pessoas que não são do cinema alternativo começando a ficar curioso, sinto que vai dar jogo, será ótimo, pois o filme é maravilhoso. Até a próxima semana (na verdade, eu a semana inteira, pois revisito alguns episódios que gosto mais para pegar algumas referencias ou msm ouvir depois de ter assistido o filme em pauta).

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  4. Minha experiência com O Iluminado foi bem maluca também.
    Tive acesso à história na primeira vez em que fui à Bienal do Livro, aqui em São Paulo, bem no início da adolescência. Vi uma versão pocket da LP&M brilhando em um estante e deu vontade de comprar – alguns colegas meus já comentavam sobre livros do Stephen King, mas eu não ainda não havia lido nada dele.

    Ainda posterguei um pouco pra pegar o livro (que é grandinho), mas quando peguei, fiquei preso! A atmosfera absolutamente tensa, o desenvolvimento dos personagens, as histórias que as paredes do hotel Overlook guardava, o terror que perseguia o Danny – tudo isso me aterrorizava! Lembro que li a maior parte do livro sentado na porta da minha casa, que dá para um quintal, e toda vez que alguém me chamava (ou qualquer outro barulhinho que seja ocorria) eu dava um pulo da cadeira e quase soltava um grito. Enfim, pra mim foi uma experiência fascinante.

    Logo que acabei o livro, esperei até a sexta-feira seguinte e fui correndo para a locadora mais próxima da minha casa alugar o filme do Stanley Kubrick. Ouvi falar do filme bastante depois que comecei o livro e estava louco para ver. Como fui montando um filme na minha cabeça à medida que avança na obra de King, queria ver se era aquilo que havia sido levado para as telas de fato. Obviamente não foi (e nem teria como a mente do Kubrick funcionar igual à de um adolescente). Fiquei profundamente decepcionado e puto. Bons trechos do livro que haviam me vidrado foram ignorados no filme, não tinha a história do Overlook, o enlouquecimento progressivo do Jack Torrance, a força que a Wendy tinha. Ainda fiz minha mãe ver o filme no dia seguinte para receber uma segunda opinião e entender se eu não estava sendo burro por ficar tão frustrado com o filme – ela também não gostou.

    Então fiquei “de mal” do Iluminado por muitos anos. Depois fui atrás do cinema do Kubrick e ele virou top3 entre meus diretores favoritos, e filmes como Laranja Mecânica e 2001 estão entre os meus favoritos (como deve ser para a maioria dos cinéfilos), mas ainda assim resistia ao Iluminado. Não era só porque eu não tinha curtido o filme na primeira vez que vi, e sim pela frustração de um garoto que queria ver seus sustos reproduzidos na tela, o que representava, muito provavelmente, um choque para a minha maturidade da época (vi até um documentário sobre O Iluminado depois, que detalhava as ideias do Kubrick, mas não dei outra chance ao filme).

    Só recentemente fui tomar coragem para ver O Iluminado depois, e espantei esse bode que tinha com o filme. Óbvio que o Gabriel de muitos anos atrás ainda fica meio melindroso, mas a verdade é que amei o filme numa segunda vista, depois que já entendia como funciona a relação entre filmes e livros, como cada obra é única e que não podemos querer ver ambas com os mesmos olhos. No final das contas, acabei lendo só três livros do Stephen King, mas ele teve uma contribuição para minha vida como leitor sim. Já o Kubrick, nem preciso falar.

    Valeu pelo podcast, pessoal! Vocês são sempre ótimos. Vou dar uma chance para o Doutor Sono em breve – e ainda bem que eu não li o livro.

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  5. Caros, adorei o episódio desta semana. Geralmente escuto o podcast no avião, que muita vezes e um momento melancólico (por questões de trabalho passo a semana longe da família) e o cinema na varanda e sempre um otimo companheiro. Essa semana cheguei em Congonhas rindo com o episódio.
    Uma sugestão: fazer um episódio com spoilers do filme Parasita. Assisti o filme e acho que e um dos melhores filmes que já vi.

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  6. Eu morri de rir nesse episódio e foi muito bom discordar e concordar com vocês a respeito de doutor sono. Eu entendi a recriação de cenas do iluminado como maneira de dá profundidade aos traumas do Danny. Entretanto, o que me incomodou bastante foram eles ficarem forçando explicar demais as referências no final do filme, eu acho que poderia ser mais sutil tipo “quem pegar pegou, quem não, paciência”.

    P.S: Ouvindo episódios antigos, me deparei no ep 17 na qual o Tiago falou que tinha 55 anos e eu fiquei WHAT?? Eu achei que todos vocês tinham na faixa de 25-30 anos kkkkk, acho que pensei isso por causa de suas vozes e o fato de nunca ter visto fotos de vocês kkkkkk

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