EP 194: Bacurau

[Ser Tão Político]

Depois de todo furor e prêmios em Cannes e outros festivais, finalmente é chegada a hora de Bacurau estrear nos cinemas brasileiros. Dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, o western distópico é o grande tema dessa semana. E para falar do grande lançamento nacional do ano, volta à varanda Gustavo Joseph.

Puxadinho da Varanda recheado com a nova temporada de Mindhunter, os filmes Verão de 1984, Brinquedo Assassino e Pássaros de Verão, e nosso adeus a Fernanda Young. Cantinho do Ouvinte com os comentários dos ouvintes sobre o último episódio. Bom Podcast!

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Gravado na terça, 25 de agosto, na varanda do Michel.

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8 comentários sobre “EP 194: Bacurau

  1. Fala varandeiros!
    Bacurau, lindo filme. Minha nota seria entre 8,5 e 9.
    Sobre o filme… Meu resumo
    Kleber > Jordan Peele
    Bacurau > Us

    Aos fatos… Bacurau não explica ou expõe seus subtextos. Eles estão lá, óbvio. Há muitas camadas no filme. Mas, Kleber tá fazendo cinemão. Tá trabalhando para narrativa. Mesmo a cena no Museu, que explica muito da cidade, não é longa e muito menos fala literalmente sobre a memória do povo.

    Esta é justamente a diferença!

    Peele está panfletando com Us no lugar comum, logo, temporal.

    Kleber está fazendo cinema atemporal e está dissertando sobre resistência e poder (elementos que sempre atravessaram a humanidade).

    Dito isso, não me espanta que, comparando Us com Bacurau tenhamos a seguinte situação:

    Bacurau é aplicável a qualquer realidade e a qualquer momento da história. Já Us só ecoa em nossos tempos.

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  2. Continuando…
    Bacurau, se passado para uma tribo indígena, faria sentido, pois, também falaria sobre índios e sua resistência.
    Us soaria sem sentido, já que, o índio não se vê como submundo da humanidade.
    Bacurau, se passado a uma comunidade esquimós, encontraria reverberações forte com a história do povo.
    Us soaria vazio.

    Abraços!

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  3. Como nordestino e morador do estado onde Bacurau foi quase todo filmado, como alguém que já foi criança e brincou em ruas muito parecidas com as do povoado, é impossível não ter o sentimento de pertencimento durante as duas horas do filme. Espero que o Chico tenha sentido o mesmo. Kleber e Juliano mostram um respeito imenso por nossa região, e isso transborda a cada linha de diálogo naquele sotaque. Talvez por isso, os momentos que menos gostei do filme são as cenas focadas nos invasores.

    Abraços!

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  4. Olá pessoal ! Amei Bacurau! Fui para o cinema com a expectativa alta, mas o filme conseguiu superar, no meio do filme só conseguia pensar : meu Deus do céu eu tô apaixonada por esse filme ! Amei o final meio tarantinesco, amei os chutes no estômago que o filme dá.
    Sinceramente só não gostei muito das cenas dos caixões em que eles falam os nomes dos mortos e claramente há um viés político puxado para um lado específico. Mas tudo bem, isso não muda em nada a incrível experiência !
    Ps- adoro Mindhunter!!

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  5. Oie, Varandeiros!

    Vocês comentaram que ficaram curiosos sobre as reações do público em outros estados e devo dizer que ver Bacurau foi a melhor experiência que já vivi em um cinema (em Fortaleza teve uma sessão especial com a presença de Kleber e Juliano e mais de 1000 espectadores). Achei muito interessante vocês terem mencionado que na cena em que se diz que os sulistas não são brancos houve um sentimento de tensão na sala, enquanto isso nessa mesma cena aqui deu até para ouvir umas risadinhas de deboche. Enfim, foi muito bom me sentir representada em um filme, tanto nos sotaques e nos costumes quanto nas referências ao cangaço. Uma das coisas que mais gostei em Bacurau foi não sentir a necessidade de mais explicações, a história foi tão bem explorada que me convenci facilmente de tudo que acontecia dentro do universo.

    Um ótimo episódio mas estou ansiosa para ouvir a opinião de Tiago sobre Bacurau

    Abraços!

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  6. Eu amei esse episódio sobre Bacurau. Eu achei um filme extremamente importante, gostaria muito que maior parte dos brasileiros visse esse filme e repensassem essa síndrome de “vira lata” que temos de ver cultura estrangeira como superior a nossa.

    P.S: sou recifense e aqui em Recife Bacurau (além do pássaro) é o nome que chamam o último ônibus (o que passa de madrugada). Muito engraçado ver muita gente daqui achando que o filme se tratava de algo a ver com o ônibus

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  7. É muito abuso pedir um segundo episódio sobre Bacurau com spoilers liberados? É um filme que não acaba quando sobem os créditos finais. O debate fica remoendo por dias e dias. E, a cada nova conversa, surgem novas nuances sobre o que o filme quer comunicar. Bacurau é universal e atemporal. Mas acho que é cheio de pequenos prêmios pra quem nasceu ou vive no Nordeste: seja no vocabulário dos personagens (tem um “deixe de pantim” no meio do filme que me fez dar uma gargalhada, hhehehe), seja na recriação do vilarejo que remonta a memória afetiva de muita gente. Além disso, não poderia ter um timing mais apropriado.

    Só não sei se concordo tanto que o filme seja uma distopia. Acho que, tirando a tela de TV que mostra execuções públicas no Vale do Anhangabaú, não vejo nada muito distante do que já se vive em várias regiões brasileiras que sofrem violências simbólicas rotineiramente.

    Abraços a todos!

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