EP 193: Era uma Vez em Hollywood | Quentin Tarantino

[Dublê DiCaprio]

Chegou a hora de Quentin Tarantino na Varanda (4:50). Os varandeiros comentam a filmografia, as referências e outras características fortes do diretor de ‘Pulp Fiction’ e ‘Kill Bill’, além dos melhores e piores momentos de sua carreira.

E o papo desemboca em seu novo filme, Era uma Vez em Hollywood (32:12), que volta ao fim da década de 60 narrando a história da amizade entre um ator decadente e seu dublê – um pretexto para que Tarantino também fale sobre hippies, a família Manson e a morte brutal da atriz Sharon Tate. Tudo temperado com o estilo tarantinesco de sempre.

Puxadinho da Varanda (1:08:17) com o filme Vermelho Sol e um podcast sobre o caso Charles Manson. Cantinho da Varanda com comentários do episódio anterior. Bom podcast!

| Varandeiros |

Cris Lumi @crislumi
Michel Simões @michelsimoes
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Gravado na terça, 13 de agosto, na varanda do Michel.

24 comentários sobre “EP 193: Era uma Vez em Hollywood | Quentin Tarantino

  1. Oi, varandeiros!

    Obrigado por essa excelente discussão sobre esse filme. Achei o filme no geral muito bonito mas não me tocou tanto pessoalmente (nota 7). Mas gostaria de deixar um comentário sobre o final…

    *spoilers*

    Concordo com o Chico na impressão dele. Acho que as opções que Tarantino fez para “salvar” a Sharon Tate foram muito cuidadosas. Se ele tivesse mandado os dois parças pra matar os hippies enquanto eles torturavam as pessoas na outra casa, acho que teria sido uma transgressão, no sentido de transformar em espetáculo uma tragédia específica e real. Mas do jeito como é feito, sinto um respeito e um carinho pelas pessoas reais por trás daquilo. É uma história alternativa que dá pra imaginar que por muito pouco não aconteceu: os assassinos acabaram indo pra outra casa. Por isso, apesar de concordar que é um caso de “vingança fantasiosa” diferente de Bastardos ou Django, também acho que o tratamento que ele dá pra essa revisão é diferente aqui. Não à toa, a irmã da Sharon Tate, uma testemunha talvez até mais confiável que o Polanski nesse sentido, endossou o filme e diz que ele trata a atriz com o respeito que ela merece…

    Abraço!

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    1. **spoiler!!**

      Também concordo com o Chico, Thomaz, e entendo a proposta. Mas o fim do filme deixou em mim um nó amargo na garganta. Fazer o quê? Tenho que ser sincero. Pra mim, o Tarantino tomou um caminho afetuoso (sim, tá absolutamente claro isso), mas também singelo e até vulgar (no mau sentido mesmo, já que está lidando com personagens reais, com um crime terrível que trouxe uma série de consequências para muita gente). Quando penso que o Tarantino poderia ter usado a varinha mágica dele exatamente do mesmo jeito num filme sobre, digamos, John Lennon ou Kurt Cobain… Hmm… Não. Não desce. Foi mal. Consigo pensar em outras maneiras menos banais (no meu ponto de vista) de criar ‘homenagens’. Mas tudo bem. Vida que segue (e filme complicado é sempre melhor que filme medíocre).

      Abraço! Tiago.

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    2. Algumas coisas sobre o podcast.

      O filme passou no sbt no cinema espetacular e não na tela quente em 97.
      Eu vi dubaldo uma pena.
      O pior filme do Tarantino é a Prova de morte. E vcs não falaram.
      Pulp fiction é o melhor. E para mim é o melhor americano filme dos anos 90.
      Dicaprio um ator pós Oscar bem maduro. Entra no hall dos grandes atores de sua geração.

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  2. Tarantino favorito: Pulp Fiction
    O que menos gosto: Kill Bill vol. 2

    Sobre Era Uma Vez em… Hollywood, compartilho das impressões do Chico, acho que o Tarantino foi até bem respeitoso e carinhoso com a triste história real. Gosto muito do filme, mas não acho o melhor dele – coloco atrás até de Django Livre que vocês parecem não curtir muito e de Os 8 Odiados, esse eu me delicio com cada diálogo e surtada da Jennifer Jason Leigh.

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  3. Esqueci de postar meu top Tarantino. Diferente de vcs gosto muito de Kill Bill vol. 2, sinto que o filme desenvolve perfeitamente a salada mecânica de gêneros do primeiro com resultados bem surpreendentes. Acho que o filme mistura o filme de assassino com o filme romântico de um jeito profundo (veja só!), que leva a sério o que poderia ser só um exercício de estilo. Mas ainda prefiro o primeiro!

    Kill bill 1 > kill bill 2 > pulp fiction > Bastardos > Jackie Brown (preciso rever) > era uma vez > a prova de morte > oito odiados > Django > cães de aluguel (polêmica)

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  4. É possível que vocês nem leiam, afinal, outro episódio deve estar saindo do forno. Mas, vai um comentário sobre o novo Tarantino.

    1) Muitas vezes acho que ele beira o plágio. Kill Bill, que gosto bastante, é o mais próximo disso.

    2) Era uma vez… Um filme maduro e um final sábio e que retrata o filme. Ora, estamos num conto de fadas e, como todo bom conto de fadas, o vilão é derrotado de forma inusitada.

    3) Bela metalinguagem do cinema e da carreira de um ator. Assim é a vida de quem faz cinema. Reconhecido pelo passado, ainda que esquecido no presente e, com sorte, alguns retornos.

    4) O filme tem umas barriguinhas. Algumas tomadas longas que poderiam ser encurtadas (Brad no carro, por exemplo).

    5) Não é melhor que “8 odiados”.

    6) DiCaprio e Brad estão excelentes. Provavelmente serão indicados ao Oscar de melhor ator. Deveriam ir juntos para categoria principal, mas, irão usar daquele mecanismo, um principal e outro coadjuvante.

    Abraços e já estava com saudades!

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  5. Os filmes do Tarantino, pra mim, são os meus filmes da Marvel. São o meu entretenimento, a minha diversão, me trazem aquela expectativa enorme entre um lançamento e outro. Por isso, tenho uma tendência a problematizar o que vejo na tela menos do que poderia. E assumo isso como falha pessoal. Porém, consigo compreender o incômodo do Tiago. E até sugiro um outro exemplo para o exercício em que ele mencionou Kurt Cobain e John Lennon: e se fosse um filme nacional com uma fanfic revisionista sobre o assassinato da Daniella Perez? A gente conseguiria analisar com algum distanciamento?

    O problema é que, assim como existem os Marvetes Safados (copyright by algum outro ouvinte da Varanda), eu sou um Tarantinete Safado e alinho bastante com a opinião do Chico sobre o filme. Vejo muito afeto com a Sharon Tate e embarquei muito na nostalgia e na recriação de Hollywood. Acho que os dois primeiros terços do filme são um grande tributo ao cinema, quase no nível A Noite Americana do Truffaut. Falando do elenco, acho que essa talvez seja a atuação do Di Caprio que mais gostei. E a atriz mirim é maravilhosa!

    Respondendo à pesquisa de vcs:
    Tarantino favorito – Pulp Fiction, com Bastardos Inglórios ali fungando o cangote
    Pior Tarantino – À Prova de Morte

    Abraços a todos!

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    1. Tarantinete safado resumiu bem o questionamento feito sobre o final, qual seria a reação se fosse um caso famoso mais recente, o que diriam os envolvidos hoje?

      Mas o importante é que Tarantino entrega, miuto bem, o que os Tarantinetes aguardavam, sempre.

      abs

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  6. Chato ouvir os comentários do Michel sobre o Tarantino abordar o tema do assassinato da Sharon Tate, ou sobre como o Polanski reagiu ao filme. O Chico sempre tenta analisar de forma isenta, sem pré-julgamentos. Não ouvi a mesma indignação quando comentou sobre o filme do Ted Bundy, como seria a reação dos maridos das vítimas. Mas não podemos esperar nada diferente de um cara que sempre que pode, faz fake news sobre o atual governo, paga de progressista, mas vira conservador quando quer aparecer mais que Tarantino. Chegou ao ponto de mandar ele “cortar” cenas do filme. Amigo, o dia que o Tarantino precisar “cortar” alguma coisa porque você falou, ai sim o cinema estará despencando da varanda. Thiago, não leia essa mensagem na gravação, senão o dono da bola vai embora e acaba a brincadeira.

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    1. Xi Marcelo, essa semana o Tiago passou a incumbência das respostas para o dono da bola, e agora?

      Vale notar que o Tiago teve a mesma opinião, mas tudo bem, vc está alinhado com o Chico e com a maioria, mais que justo. Mas acho até absurda sua comparação com as vítimas de Ted Bundy porque naquele filme a morte não é alterada para um deboche pastelão, muito divertido, mas bem distante da trágica realidade.

      Abs do criador de Fake News que paga de progressista, mas vira conservador quando querr aparecer mais que Tarantino 😉

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  7. Bom dia, Varandeiros!
    Há quanto tempo não venho aqui, mas hoje “precisei”.
    Tenho um comentário e uma pergunta:
    O comentário é que eu ouvi este episódio duas vezes! Eu ouvi antes de ver o filme, logo q saiu. Mas, depois de ver o filme, eu TIVE de voltar.
    Em resumo, gostei muito do filme e concordo com o Chico sobre a cena sobre o assassinado da Sharon. E minha nota para o filme seria 8,0.

    E a pergunta é: No coração do mundo teve nota 7,2 da Varanda. Era uma vez… Teve nota 7,1.
    Numa análise comparativa, o brasileiro seria melhor pra vocês mesmo? Adoraria ouvir um pouco sobre isso

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    1. Oi Débora,

      A resposta deveria ser: não se apegue muito aos numeros são, eles são só uma referência, não tem essas de 71 ou 72 ser melhor ou pior, até porque um dos filmes teve um voto a mais, o que já causa grande interferência na média. Deixe as notas só para dar uma ideia se o filme foi super bem recebido, se foi morno, se despencou da varanda, o importante é a discussão, os pontos de vista, essa coisa de ficou na frente por nota a gente deixa para o Metacritic rs

      abs.

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  8. Eu sempre me assusto com a forma abrupta com a qual vocês terminam os episódios hahahah o Tiago fala sobre uma matéria na folha e o Michel manda “é legal essa matéria, até semana que vem, TCHAU”, não dá tempo nem de perceber que tá terminando e colocar outro podcast na fila kk.

    Enfim. Sei que é clichê, mas meu Tarantino preferido é Pulp Fiction, embora eu tenha muito carinho por Bastardos Inglórios e Os Oito Odiados (entendo quem não gosta, mas o filme me ganha com a trilha original do Morricone).

    Era Uma Vez em Hollywood é muito bom.

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