EP 151: Bohemian Rhapsody | O Outro Lado do Vento

[O Show tem que Continuar]

Bohemian Rhapsody (3:19), a cinebiografia autorizada de Freddie Mercury e do Queen, entra em debate no podcast. As polêmicas da produção, nossos questionamentos sobre a abordagem light de alguns pontos da trama, e até comentário sobre o rock da época. O filme fica, se pendura ou cai da Varanda?

Quem diria que em 2018 teríamos Orson Welles na Varanda, e com filme novo. Mesmo 33 anos após a morte do cineasta, finalmente O Outro Lado do Vento (38:13) foi concluído. E ficam perguntas como: é realmente um filme com assinatura de Orson? O grande lançamento audiovisual do ano? De quebra, comentários sobre o documentário sobre o documentário que também acaba de ser lançado na Netflix, Serei Amado Quando Morrer.

Tudo isso debatido com a presença da convidada e crítica de cinema Cecília Barroso. Além de Recomendações (1:18:00) caprichadas com dicas para o Festival do Rio, a série A Maldição da Residência Hill, os filmes Podres de Rico e Halloween, e comentários rápidos sobre o tão aguardado Roma, de Afonso Cuarón. Além do clássico Cantinho do Ouvinte (1:28:14). Bom podcast!

| Metavaranda |

Bohemian Rhapsody| Bryan Singer | 50
O Outro Lado do VentoThe Other Side of the Wind | Orson Welles | 81

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Chico Fireman @filmesdochico
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Gravado no domingo, 4 de novembro, na varanda do Michel.

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5 comentários sobre “EP 151: Bohemian Rhapsody | O Outro Lado do Vento

  1. Vou dar uma de Tiago e apontar um deslize factual: vi o filme no festival de Chicago, não em Nova York.

    Algumas informações curiosas que foram mencionadas pelo produtor (Filip Jan Rymska) e pelo Rosenbaum:
    – Tinha 9 horas de gravações só daquela cena no banheiro da boate, onde a personagem da Oja Kodar encontra várias pessoas transando.
    – Os diálogos do filme estavam rigorosamente roteirizados. Mesmo os muitos diálogos que parecem improvisados estavam nos roteiros.

    Coloco essas curiosidades só para ressaltar o quanto esse filme está rodeado pela ideia de um mito ou de um esforço heroico. Estou no meio do caminho entre o desconforto do Tiago em aceitar isso como um filme do Orson Welles e a tendência da Cecília e do Michel de olhar para o produto final como um esforço bem sucedido de reconstruir a obra dele. Não é o primeiro filme do Welles terminado e lançado pelo estúdio sem o consentimento dele. Acho que o filme, como obra de arte, é um objeto estranho (ou baguncinha gostosa) que desafia as nossas noções de autoria, por exemplo, mas muitas outras: gênero (narrativo e sexual), indústria do cinema, crítica, biografia, tempo, espaço…

    Ao mesmo tempo:
    – é um filme do Welles, da Oja Kodar, dos produtores atuais e da Netflix
    – é um filme de cinema e de streaming
    – é um filme dos anos 70 e dos anos 2010
    – critica Hollywood e o cinema de vanguarda
    – reforça e desconstrói o mito do homem genial

    É um filme desconfortável porque não te permite ficar numa posição por muito tempo. Acho que essa é sua qualidade mais impressionante e mais inspiradora, e num certo sentido a mais Welles-iana também. Com isso dá pra dizer que, se não chega a ser um filme “do” Orson Welles, tem a marca (da maldade) do diretor estampada na carne.

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    1. Em linhas gerais, Thomaz, concordo com seu comentário. O filme fica nesse ‘meio do caminho’, realmente, e instiga uma série de reflexões a partir dessa sensação de desconforto em que ele nos coloca. Tem marcas do Welles, mas não é um filme dele. Acontece que, se a Netflix o vendesse dessa maneira mais realista (como um filme ‘a partir’ do Welles, e não ‘do’ Welles), o lançamento perderia parte do impacto, não?

      Penso assim: se o Welles, por um milagre da ciência, tivesse reaparecido em 2018 e decidido remontar o filme para exibi-lo hoje, teria sido algo parecido com o que estamos vendo agora? Eu apostaria que não. Eu apostaria, aliás, num filme totalmente diferente. O que os colaboradores do projeto tentaram fazer foi ‘montar’ o filme que possivelmente o Welles teria feito em meados dos anos 70. É o que temos. E é muito bom, dentro dessas limitações.

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      1. Concordo contigo também! Acho que essas afirmações todas sobre o processo de montagem, e até o documentário lançado simultaneamente, ao mesmo tempo em que contam histórias interessantes e transmitem fatos importantes, ajudam a construir esse mito que pode ser usado pra várias coisas: ganhar dinheiro, prestígio, Oscar… A minha questão é que justamente essas contradições, limitações e impurezas que tornam o filme mais interessante pra pensar.

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  2. Sobre Bohemian Rhapsody. Depois de ouvir o podcast fui ao cinema. Como boa fã de música e musicais, deixei o meu lado mais “crítico” de lado e preparei para ouvir apenas o “the greatest hits”. Até porque como disse o Chico “deu saudade de ouvir Queen”. Acabei tendo uma bela surpresa, eu não tinha grandes expectativas desde os trailers e depois do podcast não existia expectativa alguma, acabei me divertindo bastante. O Rami Malek conseguiu, em alguns momentos, convencer bastante como Freddie Mercury e Brian May estava assustadoramente parecido! Metavaranda 7

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  3. Pessoal, tive sentimentos mistos sobre “O Outro Lado do Vento”. Consigo comprar a ideia da relevância do filme-evento e também a ideia de questionar uma autoria efetiva do Orson Welles no resultado final. O fato é que, pra mim, a discussão sobre o filme tem sido mais legal que o filme em si. Não sei se o fato de tê-lo visto em casa contribuiu para isso, mas eu me distraí demais com a montagem. Prestava atenção por alguns minutos, depois pegava o celular para rolar o feed das redes sociais um pouco, ia ao banheiro sem pausar… Enfim, talvez tenha me faltado alguma familiaridade com os anos finais da carreira do Orson Welles para uma melhor imersão. Sobre a autoria do filme, não sei se os jornalistas da Varanda têm experiência em redação de TV. Mas acho que “O Outro Lado do Vento” é como se fosse uma reportagem que virou nota coberta. Assim, acho que vou gostar mais do documentário.

    “Bohemian Rhapsody”: ainda não fui assistir. Minha expectativa é de um Greatest Hits, como definiu o Chico. Acho que os melhores filmes de rock envolvem histórias de bandas que não existem, tipo “Quase Famosos”.

    Abraços a todos!

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