EP 124: Vingadores: Guerra Infinita | You Were Never Really Here

[Cada um Por Si e Thanos Contra Todos]

Os destemidos cinéfilos-varandeiros debatem o filme que vem arrasando recordes de bilheteria pelo mundo: Vingadores: Guerra Infinita (12:10) é o grande tema da semana. E, como contraponto, um thriller psicológico ganhador de dois prêmios na competição em Cannes (ator e roteiro), You Were Never Really Here (53:00), dirigido por Lynne Ramsay e com Joaquin Phoenix como protagonista.

Cantinho do Ouvinte, as mudanças para o próximo Oscar, a divulgação dos filmes para votação na Cinemateca da Varanda 2 e Rapidinhas e Recomendações com destaque para três brasileiros que acabam de chegar aos cinemas: Guarnieri, Ex-Pajé e A Cidade do Futuro. Bom podcast!

| Metavaranda |

Vingadores: Guerra Infinita | Avengers: Infinity War | Anthony e Joe Russo | 63
You Were Never Really Here | Lynne Ramsay | 53

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Gravado no sábado, 28 de abril, na varanda do Michel.

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9 comentários sobre “EP 124: Vingadores: Guerra Infinita | You Were Never Really Here

  1. Olá, varandeiros!

    Como um “marvete safado”, adorei o Guerra Infinita, mas tenho até dificuldade de articular minha admiração pelo filme em termos que dialoguem com alguém que não gosta muito de filmes de herói.

    O mais próximo que eu cheguei disso foi a partir de um tuíte do crítico americano Todd VanDerWerff, que disse que V:GI parece uma série de TV condensada. Achei essa comparação excelente, e até iluminadora dos rumos do entretenimento pós- era de ouro da TV e binge-watching.

    Pra mim a obra com que Guerra Infinita mais se parece é algo como Game of Thrones, uma narrativa superpopulosa que vai pulando entre núcleos para momentos de grande impacto (se substituirmos os assassinatos e diálogos por cenas de ação, se bem que GoT tenha dessas também). Essa estrutura até justifica o caráter “elíptico” (ou, se preferirem uma qualificação mais pejorativa, omisso) do filme em relação a tudo que não diga estritamente respeito ao seguimento da narrativa e à sua contextualização dramática (+ respiros cômicos).

    Enfim, nesse sentido concordo com o Tiago que o filme aponta para um futuro possível do cinema de entretenimento, com essa opção pela abrangência capaz de agradar a diferentes gostos e públicos. Só discordo que isso vá eliminar desse meio a figura do diretor, já que os trabalhos de Taika Watiti e James Gunn em Thor Ragnarok e Guardiões da Galáxia foram essenciais para construir os tons que os irmãos Russo emulam nas sequências com esses personagens.

    Abraço!

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    1. Oi, Thomaz. Obrigado pelo comentário.

      Essa comparação entre os filmes do universo Marvel e a estrutura de séries de TV é boa e oportuna, sim. Em vários aspectos. No episódio sobre Guerra Civil, se não me engano, também fizemos esse paralelo. Por esse viés, acho que o Guerra Infinita seria, sim, o equivalente a uma temporada condensada, mas também a um ‘season finale’. O filme traz duas intenções simultâneas: dar recompensas a quem acompanha a série e criar um ‘gancho’ espetacular para a próxima temporada.

      Quando eu estava falando no podcast sobre a estratégia de ‘dominação comercial’ da Marvel, acabei interrompendo meu raciocínio. O que eu queria dizer era que os filmes ‘avulsos’ desse universo funcionam como maneira de atrair novos fãs (com muito sucesso, vide a abordagem teenager de Homem-Aranha e toda a discussão sobre representatividade que Pantera Negra causou), enquanto que os grande eventos de reunião de heróis dão a recompensa à dedicação desses fãs.

      Mas discordo um pouco de você sobre essa questão de ‘autoria’ nos filmes da Marvel. Em alguns deles, sim, há um pouco mais de espaço para as marcas dos diretores. Mas esse espaço, na minha opinião, é controlado, limitado e segue uma série de regras estilísticas do universo Marvel (até para que esses filmes, quando reunidos, deem a impressão de fazer parte de uma única grande série). Não consigo imaginar, por exemplo, um Tim Burton ou até um Christopher Nolan se apropriando de uma narrativa Marvel de uma maneira mais pessoal. Não vejo isso acontecendo. E a maior prova disso é a maneira como a própria Marvel hoje rejeita aquele que talvez tenha sido o filme deles com a assinatura mais clara de um cineasta – o ‘Thor’ do Kenneth Branagh.

      Voltando à comparação com séries, noto que os filmes da Marvel têm um ‘showrunner’ invisível e uma série de diretores que salpicam marcas autorais sem destoar do Grande Projeto. E assim segue o baile.

      Abraço!

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  2. Ola pessoas
    Faz uns 3 episódios que não comento, mas como já tinha comentado antes, posso não escrever mas estou ouvindo sempre :), até mesmo pq pretendo um dia ser uma ouvinte honorária rsrs
    Assisti os Vingadores e me surpreendi muito positivamente com o filme.
    O que mais me impressionou foi a naturalidade da interação entre os diferentes personagens, não impactando o fluxo do filme. E principalmente como manteve a característica de cada um sem alterá-la somente para incluir todos eles.
    Não sou uma fã e nem acompanhei os quadrinhos, toda a saga acompanhei diretamente pelos filmes, e ainda assim me emocionei e torci pelos meus personagens preferidos.
    Momento de descontração:
    Preciso aqui fazer um comentário bemm adolescente, mas que acredito que algumas pessoas possam concordar comigo: sim a atuação do capitão América foi dispensável, mas indispensável para o embelezamento do filme. Hahaha
    Beijos a todos

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  3. Eu adoreeeeei o filme, não sou fã dos quadrinhos, não vi todos os filmes da Marvel, mas gosto de filme de super heróis.
    Eu não tinha nenhuma expectativa sobre o filme e tive uma ótima grande surpresa! Eu mergulhei completamente em TUDO! Não assisti nenhum Guardiões das Galáxias, mas agora fiquei com vontade de conhecer os personagens, principalmente a lebre hahahahaha.
    Ao ouvir vocês falarem que não é um filme é um evento, eu concordo completamente. Eu queria ver todo mundo junto, tipo uma festa hahahaha uma pena que é festa do fim do mundo, mas…
    Assim como o Chico achei as piadinhas na medida. Pra mim, também fica claro que os humanos não sabiam que isso tudo estava acontecendo. Aquela roda apareceu ok, eles devem ter ficado com medo, mas é algo tão fora do alcance dos humanos que eles não tem nem o que fazer, então não vale nem a pena mostrar.
    Ainda bem que o Chico salvou o filme com a nota dele!! S2
    Eu quero ver o filme de novo e nem sou dessas de ver filme repetido no cinema.
    Eu gostei também do perfil psicológico do vilão!
    Aiiiiiiii é muiiiiiiiiiiiiiito bom! hahahahahahahahaha

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  4. fala Varandeiros…
    existe uma camada extra nos personagens de filmes de super-herois, por eles assumirem um aspecto meio mitológico, que deixam os filmes um pouco mais interessantes que a média dos filmes de ação (os Filmes da Marvel em geral são ok mas são mais legais de assistir que Transformes, velozes e etc).
    Desta camada mitológica me peguei pensando na cena do caveira vermelha – como o Thanos é uma evolução do pensamento nazista clássico (representado pelo caveira vermelha) e como o pensamento de que é preciso reduzir a população para garantir a sobrevivência de todos pode ser sedutor. (vi algumas pessoas concordando com a ideologia do Thanos nas redes sociais.)
    um grande abraço
    L

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    1. Mas na verdade estou ansioso pelo novo episódio do Cinema na Varanda…. quero poder falar mal de the square não tinha assistido quando vcs comentaram o filme e, apesar dos avisos, fui assistir….
      que filme horrível – me pareceu uma colagem do Zorra Total feito na Suécia!!!
      abraço
      L

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      1. Depois de ter visto os outros concorrentes à Palma, Leandro, comecei a entender um pouco a decisão do júri de premiar o The Square (de que não gosto nada).

        Falaremos mais sobre o assunto no episódio. Abraço!

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