EP 121: Um Lugar Silencioso | Com Amor, Simon | Arábia

[Todas as Formas de Silêncio]

Um episódio em torno do… silêncio! Do silêncio que leva à possibilidade de sobrevivência, no filme de terror pós-apocalíptico Um Lugar Silencioso (11:34), passando pelo silêncio de quem não consegue assumir sua orientação sexual, na comédia romântica Com Amor, Simon (36:34). E ainda temos os silêncios do brasileiro Arábia (1:02:52), que coloca sob os holofotes o trabalhador comum, que não se destaca na multidão.

E mais: Cantinho do Ouvinte e, nas Recomendações, uma homenagem ao diretor Isao Takahata e turnê de cantor uruguaio que já ganhou o Oscar. Bom podcast!

| Metavaranda |

Um Lugar Silencioso | A Quiet Place | John Krasinski | 61
Com Amor, Simon | Love, Simon | Greg Berlanti | 64
Arábia | Affonso Uchoa e João Dumans | 70

| Varandeiros |

Chico Fireman @filmesdochico
Cris Lumi @crislumi
Michel Simões @michelsimoes
Tiago Faria @superoito

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Gravado na segunda, 9 de abril, na varanda do Michel.

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31 comentários sobre “EP 121: Um Lugar Silencioso | Com Amor, Simon | Arábia

  1. Amigos Varandeiros,

    Comento antes de terminar de ouvi-los… Meu ponto de vista…

    “Um Lugar Silencioso”, dirigido Krasinski, é uma boa aula sobre como usar as palavras nos momentos chaves para imprimir o medo, a intimidade e a tensão no espectador. Ainda que seja marcado por uma forte trilha sonora (com uso tradicional), não se pode negar que há um arrojo ao optar por fazer um filme com poucos diálogos, valorizando principalmente a imagem. Ainda assim, falta um arrojo para ele, por exemplo: ele poderia fazer o filme somente com linguagem dos sinais, poderia ter cortado toda trilha sonora. Mas, como pedir isso, se estamos falando de um cinema que “copia” outros filmes de suspense? Sim! “Um Lugar Silencioso”, que é uma história simples, parece beber em Sinais, A Vila e mesmo em Fim dos Tempos, de M. Night Shyamalan, ainda que Krasinski não tenha a toda a habilidade de Shy para filmar e construir a misancene. Não por acaso por acaso lá estão o porão, a fazenda, a família, a floresta, o campo (de trigo?) e a chegada do estranho. Entre os momentos de tensão, ele nos apresenta pequenos e belos momentos de descontração que mostra toda intimidade e amor presente naquele pequeno grupo familiar que, visivelmente, mudou toda sua rotina diante de um acontecimento global. Contando com boas interpretações, destaque para as crianças que estão no ponto certo da narrativa, lembrando Spielberg em Parque dos Dinossauros, “Um Lugar Silencioso” pode ser visto como um ponto fora da curva no terror que, nos últimos anos, se preende a exorcismos e demônios.

    Cotação: 7.0

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    1. PS.: Eu confesso que não esperei mais do que isso. Até porque o trailer era bem barulhento e não li críticas e resenhas sobre o filme… Por isso só ouço vcs depois de ver o filme.

      Abraços !

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      1. Opa, comentário logo cedo (e muito bom, aliás). Valeu, celira.

        Sobre a questão do cinema de “exorcismos e demônios”: na sessão em que vi o filme, exibiram o trailer de um filme que parece ser muito, muito vagabundo e cujo título em português é algo como ‘Exorcismos e Demônios’ (rá!). Acho que acabou valorizando bastante a experiência de ter visto o filme do Krasinski. Eis a perspectiva das coisas…

        Abraço!

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  2. Olá a todos!
    Sou muito fã e acompanho os trabalhos do Krasinski desde de The Office.
    Naturalmente tenho uma certa tendência a não gostar de filmes pós apocalíptico com seres extraterrestres, por isso estava bem receosa com relação a esse filme.
    Assisti Um Lugar Silencioso e gostei muito do filme, diria que fui surpreendida positivamente.
    A ausência total do som quando foca na menina que não escuta, me deu uma outra visão do mesmo filme toda hora que esse contexto vinha a tona.
    Achei a sequência de cenas do nascimento do bebê e as primeiras horas da criança incríveis, me senti realmente desesperada nesse momento.
    Concordo com vcs com relação a trilha sonora..totalmente dispensável.
    Até o momento, “Um Lugar Silencioso” está entre um dos melhores filmes de 2018
    Beijos a todos

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    1. Maravilha. No caso, você foi ver o filme com uma expectativa baixa (não gosta de filmes de terror do estilo) e acabou se surpreendendo. Sempre ótimo quando isso acontece 🙂

      Obrigado pelo comentário!
      Abraço!

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  3. Não assisti nenhum filme desse episódio mas depois da pressão psicológica do Tiago, não posso deixar de agradecer os quatro pelo melhor podcast de cinema do Brasil. Ah, e tb eu desrecomendo a série Riverdale que não passa de um Twin Peaks vagabundo, jamais perdoarei a Madchen Amick por ter participado dessa fanfic de TW. Abraço a todos

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    1. Sorry pela chantagem sentimental. Não resisti rs

      Quanto à desrecomendação de ‘Riverdale’, só posso sinceramente lamentar que nossos ouvintes que seguirem sua não-dica serão privados de uma série tão saborosa. Acontece.

      Abraço!

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  4. bom dia Varandeiros…
    me senti mal por não ter comentado o último episódio (desculpem… se for possível, não morram até a próxima semana para poderem ver este post e ouvir um muito obrigado pelo podcast incrível e por nos dar tanto para pensar e sentir com os filmes…)
    pensei em escrever algo sobre “Player nº 1” mas a melhor análise crítica que consegui fazer do filme foi… báh (com um leve levantar de enfado dos ombros)

    Abraço

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  5. Ola, varandeiros!
    Ainda não vi Arábia, mas queria comentar algo sobre esse gênero de filmes ao qual vocês o filiaram. Eu geralmente desconfio um pouco de obras que optam pelo denuncismo social sem uma contrapartida, digamos, “ativista”. A cultura brasileira é cheia de obras-primas sobre a “condição do pobre” que raramente tentam falar com esse “pobre” ou mesmo com alguém fora do grupo dos convertidos, como vocês comentaram. Nesse sentido, acho mais genuínos os filmes do KMF, feitos por um cara de classe média, sobre a classe média, para a classe média. Ou mesmo um produto como Pantera Negra, que apesar de muitas opções políticas questionáveis falou com um público imenso, a ponto de ultrapassar Titanic nas bilheterias dos EUA. Com todas as contradições desse filme, ainda o acho mais subversivo que um outro que tem o discurso “no lugar”, mas está falando sozinho…

    Claro que esse assunto é polêmico, e eu estou simplificando. Como eu falei o cinema, a literatura, a música brasileira têm uma história imensa sobre a relação entre estética e política. Dava um episódio temático massa, hein? Fica a sugestão.

    Abraço

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    1. Sim. Também acho que rende uma discussão longa e, na minha opinião, cada filme acaba se aproximando dessa temática de uma maneira diferente (é mais interessante analisar caso a caso, acho). Vou levar a questão para o Cantinho do Ouvinte.

      Abraço!

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  6. Só assisti o filme : Com amor, Simon…o filme é bem clichê mesmo…mas de uma forma simples retrata muito bem o sentimento da família ( reação do pai foi muito verdadeira com a realidade) ao receber a notícia …e também as cenas com aquele colega já assumido na escola é muito real…
    Adoro muito vocês…chico me representa!

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  7. Olá amigos!

    Adorei o episódio, e quero comentar sobre Com amor, Simon: me surpreendi em como encontrei situações que vivi na adolescência como gay, e que nem sabia que queria ver retratadas num filme, ainda mais um leve e divertido como este, como piadas infelizes de parentes em horas inesperada e o diretor da escola achando que apenas por serem gays dois meninos devem namorar.
    Sair do armário diz mais à respeito das dificuldades de quem está dentro do que de quem está fora, mesmo com pais amorosos e amigos de verdade, e o filme retrata isso com muito conhecimento de causa, sem sair da fórmula de comédia romântica. Trata os personagens e a homossexualidade com muito respeito, o que é raro.
    Para quem não é gay pode ser um filme sem nada demais, mas eu pelo menos achei especial, e vou guardar com muito carinho.
    Parabéns pela idéia da Cinemateca, achando muito divertido tentar descobrir quem votou em qual, é quase um Are You The One Varanda rs

    Abraços do amigo e ouvinte

    Gustavo Joseph Camargo

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    1. Maravilhoso o comentário, Guga. Acho que, no fim das contas, resume o que discutimos algumas vezes na Varanda: é sempre interessante ver como um mesmo filme é assimilado de maneiras tão diferentes pelas pessoas. Acho que boa parte da graça das conversas está aí.

      Abraço!

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  8. Não achei Com Amor, Simon tudo isso não e explico.

    Com Amor, Simon é um filme fofo e doce sobre amadurecer e viver como um adolescente gay. 
    O filme consegue fazer muitas coisas interessantes, e trazer uma novo personagem ao gênero do romance. Nós não somos bombardeados com miséria homossexual o filme inteiro, nem antagonismo exagerado (bullying ocorre, mas não é a peça central do conflito); nós temos um final feliz; Há um grupo diversificado de pessoas na casting principal, além de alguns beijos gays. 

    Mas afinal para quem o filme serve?
     
    A narrativa confronta a heteronormatividade e por quê ela é considerada um padrão na sociedade atual, além de Simon citar seu medo das “coisas mudarem” quando admitir para mundo que ele é gay. Tudo isso significa que Simon hesita em colocar em risco sua posição social muito confortável, e dessa forma, o filme nunca confronta verdadeiramente sua própria homonormatividade. Simon, e o filme em si, estão tão preocupados com o fato de ele ser aceito por seus pares heterossexuais que perde completamente a presença de Ethan.

    E quem é Ethan?
     
    Ethan é um estudante abertamente gay, negro e afeminado que também freqüenta a escola de Simon. Logo no início, vemos Ethan sendo assediado por dois valentões; Facilmente, ele consegue confrontar seus assediadores, utilizando sempre do humor. Mas é Simon quem é sacudido pelo encontro e até mesmo murmura para si mesmo: “Por que Ethan tem que facilitar as coisas para eles?” E essa é a função que Ethan serve para a maior parte do filme: uma fonte de comédia, um exemplo de orgulho e terror para Simon e, em menor grau, um alvo para o seu próprio ódio interiorizado.

    Simon é rico, branco e convencionalmente masculino. A única coisa que difere ele dos outros é sua atração por homens, e sua hesitação em aceitar isso vem do medo de possivelmente perder seu capital social, mesmo que ele próprio reconheça o quão improvável isso é. Ele vem de uma família unida e liberal e vai para uma escola também ultraliberal. Muito pouco está em risco para ele, e assim sua saída é inerentemente menos “radical” do que Ethan no mesmo ambiente.

    Sua única interação real com Ethan ocorre fora do escritório do vice-diretor, onde Simon diz a Ethan como que ele faz para ser gay e fazer com que o preconceito “parecesse tão fácil”. Ethan explica que ele é para sua mãe gay, mas ela ainda insiste em mentir para sua avó sobre ele namorar meninas. E isso é tudo que recebemos da experiência do Ethan, além dos atos de homofobia.

    Outra coisa que eu notei é o abismo gigantesco que há entre as personagens; Quando Ethan está sendo assediado, ninguém fala nada. Certamente não é função da escola ou do diretor intervir nessa situação. Por isso, de novo Ethan passa a se defender por si mesmo. Mas quando Simon é arrastado para o assédio, é aí que a Sra. Albright aparece e acaba com a briga. Em nenhum momento o filme explora o tratamento preferencial que Simon recebe porque, mesmo que ele seja gay, pelo menos ele não está “facilitado” como Ethan.

    Pessoalmente, considerando o quão homonormativo o filme é, eu acho insultuoso para toda a história do movimento LGBT. Seus valores e temas estão alinhados com os de ricos homossexuais brancos que historicamente não apenas centralizaram seu “ativismo” em torno de serem aceitos por pessoas heterossexuais, mas ativamente excluíram outros personagens centrais da comunidade desses esforços. Ou seja, homens gays afeminados, pessoas não-conformes de gênero e pessoas trans. Gente como Ethan.

    Essas pessoas temiam que as pessoas heterossexuais se sentissem desconfortáveis ​​demais para aceitar. Tudo isso é confirmado, quando Simon está refletindo sobre sua hesitação em sair. Há um sonho na qual ele se vê na faculdade, durante este momento há uma seqüência de música e dança (Whitney Houston – I Wanna Dance With Somebody), arco-íris em todos os lugares e, no final, ele declara “ok, talvez não tão gay”. E Simon, com suas preocupações sobre não ser “muito gay”, é representativo desse grupo demográfico. Essa cena pra mim é particularmente muito triste e preconceituosa.

    Até mesmo o tratamento do filme de sair do armário está desatualizado. Durante o clímax, Simon confronta Martin sobre essencialmente roubá-lo seu momento, distribuindo-o para a escola. Ele grita que deveria ser ele quem decide quando isso acontece, e mais ninguém. E é verdade, claro; sair do armário por outra pessoa é um ato de violência, claro e simples. Mas e as pessoas queer que não podem se esconder no armário tão facilmente quanto o Simon? Pessoas como Ethan que muito provavelmente tiveram que suportar insultos, hostilidades e violência e homofobia muito antes de ele sair aos 16 anos porque sua estranheza é muito mais visível? Ou, por outro lado, pessoas para quem simplesmente não é seguro sair? Para Simon, apenas seu capital social está em risco e não muito; para muitos outros, sair é um risco para suas vidas.

    Com Amor, Simon fornece o que muitos filmes gays não fazem: um final feliz para o protagonista gay. Mas, além disso, ele ainda se sente preso nas conversas de uma era passada, muito atrás do mundo que está tentando nos convencer de que faz parte. Os adolescentes de hoje, o público-alvo do filme, estão muito mais informados sobre as complexidades de gênero e sexualidade, entretanto os personagens e a narrativa não refletem isso. Então, se a preocupação do filme é a apenas aceitação direta de homossexualidade, mais uma vez eu pergunto: quem é este filme verdadeiramente serve? Quem é o seu público? E eu acho que a resposta é claramente homens brancos gays e pessoas heterossexuais. Há certamente uma discussão a ser feita sobre filmes centrados em torno de homens brancos gays tomando muito espaço dentro do cinema LGBT, mas mesmo isso tem menos a ver com esse filme e mais a ver com a indústria. Este filme certamente não precisa ser tudo para todos. Mas se as pessoas tentarem fazê-lo mais do que é, isso significa reconhecer e criticar o dano que sua abordagem medíocre faz às comunidades que afirmam representar. É um filme gay fofo, mas não é tão inovador assim.

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    1. Vinícius, gostei muito do seu comentário, embora não concorde (ao menos em parte) com ele. É muito bem argumentado e toca de maneira incisiva em aspectos que apareceram muito sutilmente na nossa discussão sobre o filme. Vou tentar resumir sua argumentação e levá-la à Varanda.

      O que penso é o seguinte, em linhas gerais: a opção do filme por um formato mainstream e com ares de peça publicitária (no sentido de frisar a fantasia, o ‘aspiracional’), destacando quase que de forma unilateral a experiência do personagem principal, limita sim o escopo da narrativa, reduzindo os personagens coadjuvantes a tipos superficiais. Eles são acessórios que gravitam em torno do Simon. O Ethan, como você bem apontou, se torna o caso mais problemático, já que ele parece existir na trama com o propósito único de representar o gay afeminado, sem ter provocado uma curiosidade mais profunda nos roteiristas e no diretor (os personagens negros também existem só para representar… adolescentes negros).

      Também fiquei incomodado com o fato de que o herói teen gay tenha sido representado como um garoto branco, rico e que “parece” ser hétero (ou seja, que “não dá pinta”) – é uma maneira bastante óbvia de aproximar o filme do público heterossexual, mas que periga dar a entender que essa “aparência hétero” do personagem seria o padrão, o “normal” (é uma discussão longa e complicada; não vejo má-fé no filme, mas acredito que ele poderia ter sido menos publicitário na definição da imagem do Simon). Dito isso, vejo o Simon “branco, rico e aparentemente hétero” como uma estratégia que o filme usa para criar um equivalente gay ao herói típico de comédias românticas, que é quase sempre branco, rico e, no aspecto comportamental, aparentemente igual a todos os outros. O Simon, nesse ponto, funciona como uma ‘página em branco’ para o espectador gay, seja ele como for. Ao limar as particularidades que todos temos e criar um herói “padrãozinho”, o filme busca um espelho universal para um tema muito específico: a dificuldade de autoaceitação de um garoto gay.

      “Este filme certamente não precisa ser tudo para todos”. Gostei muito dessa sua frase porque acredito que este é um filme para ninguém (quem vive num mundo tão róseo quanto o de Simon?) e, ao mesmo tempo, para todos (o efeito publicitário do filme cria uma fantasia universal, simplificada, fácil, a ser consumida por todo mundo). Como eu disse no podcast, é um filme artificial com sentimentos genéricos e verdadeiros. É assim que a publicidade opera e é por isso que, no meu ponto de vista, o filme “funciona” politicamente. De uma maneira muito limitada, no entanto.

      Abraço!

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  9. Amigos Varandeiros,

    Eu vi, ontem, “Com amor Simon” e, no meu humilde ponto de vista, aqui temos um hype exagerado (inclusive a nota da Varanda)… O filme é redondo e bebe maravilhosamente nos filmes adolescentes feitos por John Hughes (sua grande virtude, por sinal). Mas é um filme apenas agridoce e com os mesmo vícios dos filmes de J H.

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  10. Seguindo…
    Vou pontuar algumas coisas:

    1) Ele apresenta todos os estereótipos dos filmes de colegiais que, sinceramente, tenho reticências… Alguns deles para lá de exagerado, como o amigo sem noção.

    2) Em termos de cinema (filmar) é quase um telefilme, com planos e contra planos… Pouco acrescenta a arte… Não traz um plano memorável (John Hughe conseguiu isso em alguns de seus filmes).

    3) O final… Sem comentários… Aquilo soou bobo e forçado. Quem daria um primeiro beijo com tanto holofotes? Eu jamais faria aquilo. Aquilo, como o mico do colega na hora do hino, tirou a sobriedade que o filme estava tendo.

    A verdade é que, depois de Me Chame pelo Seu Nome, Com Amor Simon parece um passa tempo… Aquela relação ainda está aqui comigo, já Simon já está diluída.

    Minha cotação: 5,0

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  11. Olá, varandeiros! Adorei o episódio da semana.

    Um lugar onde quem faz barulho é atacado por monstros misteriosos? Definitivamente o local no qual quero morar!

    Sobre Um Lugar Silencioso, gostei de um modo geral. Mas uma coisa me incomodou bastante (e me tirava do filme toda vez que acontecia): a música alta para gerar sustos fáceis.

    Além de destoar da proposta, o uso desse artifício me pareceu completamente dispensável no contexto do filme, já que desde o prólogo (muito bom, por sinal), qualquer barulho, por mais singelo que fosse, já era capaz de causar medo e tensão no espectador. Mas, tirando isso, até que gostei do que vi.

    Abraços e até a próxima!

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    1. Realmente, Mateus, concordo que o uso da trilha no filme acaba contradizendo a proposta dele. Mas, a julgar pelos elogios que vem recebendo, talvez muita gente não tenha se incomodado com isso e tenha embarcado na proposta do Krasinski mesmo assim.

      Abraço!

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  12. Nossa, chocada… eu acho que vcs não estavam inspirados quando assistiram o Arabia.
    Eu acho uma obra prima… quando assisti e o filme acabou eu fiquei uma meia hora chorando, o filme entrou em mim como uma explosão… eu acho que tem muitas cenas maravilhosas.
    Agora sobre o discurso do personagem ser poético, o que eu acho: A fala dele não é rebuscada, e eu acho que o grande lance do filme é esse “como escrever aquele diário da luz a vida de operário dele, e deixa as coisas mais claras”. Acho que antes de qualquer tudo, Arabia é um filme sobre o poder da escrita.. e como a escrita pode ser transformadora, tanto para o operário, quanto para o menino que está lendo o diário.
    Então, não acho que seja uma problemática, é poético, mas não é rebuscado, o que são coisas diferentes… o off é a racionalização daquele personagem, sem ele o filme não teria sentido.

    — to sumida, mas tô aqui!

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  13. Por favor, não morram não! O mundo já estar muito cinza com tanto desamor. E antes que vocês morram vou logo dizendo: eu amo essa varanda! Tiago também sou muito seu fã, muito mesmo. Assim como sou fã do Chico, do Michel e da Cris. Sou fã de todos vocês. Não tem como não ser louco por esse podcast, que além de ser o melhor podcast de cinema deste País fiquem avisados, é também um exercício sobre dialogar e respeitar a opinião do próximo absorvendo de forma construtiva os diferentes pontos de vistas que cada qual expressa. Essa ciranda semanal sobre cinema é muito rica, divertida e informativa, raras vezes tensa. Escutar a forma que cada um de vocês expressam suas ideias e seus entendimentos acerca dos filmes e da indústria do cinema pautando sempre pelo respeito mútuo é algo que precisamos cada vez mais internalizar e reaprender, e eu intensifico essa aprendizagem toda a semana. Principalmente, no contexto atual onde tudo é imperativo e impositivo. Vocês não só ouvem as opiniões de cada um, como escutam e tenta ao máximo ter a empatia para entender o que outro tentou exprimir. A varanda é um espaço democrático, no qual pensar diferente e aceitar as discordâncias nada se assemelha à agressão, desrespeito ou imposição. E, o mais importante de tudo, é que no fim das contas vocês sempre fazem questão de deixar claro para nós ouvintes com os sorrisos e as gargalhadas a cada final de programa que a amizade sempre prevalecerá diante de qualquer discussão. Abraços!

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  14. Agora vamos falar dos filmes. Simon, não sou igual a você. Minha família também não. E nem meus amigos. Mas confesso que é o melhor comercial de margarina para um adolescente gay que ansiava por esse filme a quase 20 anos atrás. Concordo, que o filme tenha suas fragilidades. Principalmente, algumas cenas não são muito bem dirigidas como aquele final à la “Nunca Fui Beijada”. Juro que estava esperando alguma música do Beach Boys. Mas, cinema também é representação, e não posso desconsiderar o poder que tem esse filme no sentido de tornar perceptível, includente e normal um mundo até então inalcançável para esses adolescentes que tenta se assumir gay. Acredito muito no poder da imagem, e por isso acredito no poder do cinema como ferramenta de transformação e construção de uma sociedade mais ampla e acessível para todos. Cinema, não é só entretimento. Me sinto feliz ao perceber que novos adolescentes terão a oportunidade de ter o seu próprio conto de fadas na televisão e não precisará se colocar no papel de mulher nenhuma para sonhar com o seu príncipe encantado. Complementando, Chico o seu texto é a coisa mais linda que li recentemente. Uma declaração de amor. E o que dizer de ‘Arábia’?! Que filme maravilhoso. Uma elegia do operariado brasileiro tocante a cada cena. Sai do cinema completamente impactado e, também, angustiado em saber que muitos não verão esse filme tão essencial. Se perder no diário de Cristiano é mergulhar na vida de milhões de brasileiros. Com certeza será um dos melhores filmes do ano. Novamente, abraços!

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