EP 117: 15:17 – Trem para Paris | O Passageiro | O Sacrifício do Cervo Sagrado

Fora dos Trilhos

Um trem para a realidade e outro para a fantasia. Os destaques da semana são filmes cujos personagens vivem momentos tensos em alta velocidade.

Depois de um papo sobre como a intensa relação entre trens e o cinema (14:00), os varandeiros debatem o novo filme de Clint Eastwood, ‘15:17 – Trem para Paris‘ (20:00), que narra uma história real de heroísmo com a participação dos heróis reais, que interpretam eles próprios na trama. A experiência funciona ou deixa a desejar?

Em seguida, um salto na mais desvairada ficção: em ‘O Passageiro‘ (52:00), Liam Neeson enfrenta uma conspiração mirabolante em clima de videogame, sob direção do hábil cineasta de ação Jaume Collet-Serra. Atenção: a partir de 1:09:00, temos o Buraco do Spoiler.

Para fechar, atendemos pedidos dos nossos ouvintes e tentamos decifrar as provocações de ‘O Sacrifício do Cervo Sagrado‘ (1:14:00), do grego Yorgos Lanthimos. E sim: temos spoilers a partir de 1:32:00.

E mais: Cantinho do Ouvinte (com participação especial do vencedor do Bolão do Oscar) e, nas Recomendações (1:37:00), a polêmica passagem de ‘Aquarius‘ pela TV aberta. Bom podcast!

| Metavaranda |

15:17 – Trem para Paris | The 15:17 to Paris | Clint Eastwood | 38
O Passageiro | The Commuter | Jaume Collet-Serra | 53
O Sacrifício do Cervo Sagrado | The Killing of a Sacred Deer | Yorgos Lanthimos | 38

| Varandeiros |

Chico Fireman @filmesdochico
Cris Lumi @crislumi
Michel Simões @michelsimoes
Tiago Faria @superoito

Gravado no domingo, 11 de março, na varanda do Michel.

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24 comentários sobre “EP 117: 15:17 – Trem para Paris | O Passageiro | O Sacrifício do Cervo Sagrado

  1. Olá varandeiros,
    Quanto ao 15:17, gostei da participação do Thiago defendendo esse experimento tão moderno do clintão da massa. Basicamente tudo que o Michel, Chico e a Chris falaram atacando o filme foram os pontos que mais curti da obra, a estrutura em flash backs/forwards, a viagem turística tomando sorvete e tirando selfies, dudes sendo dudes…Enfim, já quando o assunto foi o novo do Collet-Serra aí virei casaca, mudei de lado e fui #TeamChico demais.
    E pra finalizar: após assistir ao filme do Lanthimos fui fazer uma rápida pesquisa sobre as influências e paralelos com mitos gregos na obra. Desse modo, pulando entre artigos e páginas da Wikipédia,enfim cheguei ao mito do sacrifício de Ifigênia que, para minha surpresa, foi a filha mais velha de Agamenom que me remeteu na hora ao filme do casseta e planeta, pq sinceramente, tão ruim quanto.

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  2. Bem, já disse que sou contra o Cantinho do Spoilers… Vou comentar sobre O Passageiro…

    Eu adoro Collet-Serra!

    Explico:

    1) Ele não deseja fazer um filme grandioso… É algo quase B, porém super bem resolvido com as imagens.

    2) Ele usa arquétipos já formatados de maneira sincera e que farão a trama correr. Estes arquétipos não são personagens profundos, até por que, ele não deseja fazer algo super mega sofisticado no quesito roteiro. Basicamente quer mostrar uma situação extraordinária.

    4) Ele é o diretor que melhor trabalha o filme como um jogo de videogame. Isso não é demérito. Acho que ele faz isso muito bem. Inclusive como se tivesse fases.

    PS.: Chico, vê logo Noite sem Fim… É um dos melhores dele… Ainda que na mesma época tenha saído um filme com Liam chamado Caçada Mortal que é melhor que Noite.

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    1. “Ele não deseja fazer algo super mega sofisticado no quesito roteiro. Basicamente quer mostrar uma situação extraordinária”

      Concordo com seus argumentos, menos com esse. Acho que há filmes em que ele se livra do peso dos roteiros e há filmes em que ele não se livra disso.

      Abs

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  3. Oi gente, vou começar falando que to me sentindo meio discípulo do Chico ultimamente. Doido como quando eu comecei a ler as críticas dele havia muita discordância entre nós e era justamente isso que me instigava a lê-lo, e hoje eu vejo que acabamos tendo um gosto bem parecido. Vou me ater ao filme do Lanthimos porque os outros eu ainda não vi.
    O sacrifício do cervo sagrado é o típico filme que eu adoraria há uns anos, aparentemente intrincado, com virtuosismos de câmera (bem interessantes aqui, até), aquela aura de filme difícil que quando acaba a gente precisa correr pra internet pra entender. Hoje, eu vejo esse filme e penso “porque eu vi isso?”. Ele acaba e não me diz absolutamente nada, ainda mais porque como vocês muito bem colocaram, o final me parece contraditório com a visão pessimista que o diretor parece ter do mundo. Eu acho que o filme começa bem, que a premissa é interessante, mas a história vai se perdendo e o filme idem. Isso pra mim fica claro nas atuações, porque parece que cada ator está em um filme diferente. Enquanto o Colin repete a atuação fria e opaca de The Lobster, Barry Keoghan vai por outro lado e entrega uma atuação mais complexa e intensa, dá mais consistência ao personagem. No meio disso, completamente deslocada, está Nicole Kidman, que não escolhe nenhum dos lados e fica no meio entre uma atuação mais fria e desumana e algo mais carregado e trágico. Muito doido.

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  4. Pessoal, não fui um dos ouvintes que pediram comentários sobre “Cervo Sagrado”, mas me senti representado. Gosto muito não só do Lanthimos, mas de toda essa nova onda “#querocausar” do cinema grego. Apesar de vcs não terem exatamente o mesmo apreço que eu, gostei muito do debate que vcs trouxeram e das críticas respeitosas.

    Tem uma característica do trabalho do Lanthimos que acho que vcs não falaram muito a respeito: a visão de mundo que ele coloca na tela tem um pessimismo quase no limite da misantropia. Pra ele, a sociedade e a humanidade deram muito errado. Erramos na criação dos nossos filhos (“Dente Canino”), erramos ao relevar regras impostas para nossos relacionamentos (“O Lagosta”) e erramos ao tentar varrer para baixo do tapete dilemas que nos massacram (“Cervo Sagrado”). Apesar de gostar da obra dele, fico tentando imaginar se o ser humano Lanthimos é tão pessimista assim. E lembro de uma fala do Tiago sobre o Arronofsky no episódio sobre “Mãe”: “não gostaria de ser amigo desse cara”, hehehehehe.

    Depois de lembrar disso, fiquei imaginando uma mesa de bar entre o Lanthimos, o Arronofsky, o Von Trier e o Haneke: a mesa de bar mais baixo astral possível do cinema mundial.

    Abraços a todos!

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    1. Vale dar uma olhada em entrevistas com ele no YouTube, Leonardo. É um cara simpático, que parece ser tranquilo… Bem. Ele diz que faz filmes de gênero (comédias, terror, comédias românticas) de uma maneira pessoal. Talvez esteja aí uma chave pros filmes dele.

      Abraço!

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  5. Clintboy na área!

    Adorei a crítica de vocês sobre o 15h17, apesar das divergências. Infelizmente tenho lido por aí comentários de críticos muito birrentos e infantis alegando uma suposta “exaltação” do exército americano por parte de Clint. Mais ainda, gente comparando com The Room. Um absurdo, na minha opinião.

    Como vocês falaram, o retrato das pessoas é necessária, mesmo que o tipo de gente não seja o ideal do nosso convívio intelectual. Impressionante como a classe progressista se incomoda mais com um patriota americano herói por acaso do que com um estuprador em cena, por exemplo. Tenho toda uma tese sobre isso, mas vamos nos ater ao filme.

    De fato, um filme experimental. Mais do que isso, acho que é um filme que Clint sempre quis fazer, mas nunca teve a coragem necessária. A escolha dos atores reais realmente não é um simples gimmick, mas toda a essência do cinema do Clint, de descontruir conceitos, reanalisar paradigmas, ressignificar traumas e humanizar os desumanizados. Não acho de maneira nenhuma o filme desnecessário em algum dos atos, talvez bem auto-indulgente, mas tudo tem um propósito ali. Não é exaltação ou demonização. Dualismo é pras mentes pequenas. Clint é conservadorzaço e faz um filme como Os Imperdoáveis. Tem que bater palma pra um cara como esse.

    O passageiro é bem divertido e Sacrifício do cervo Sagrado é tão ruim que eu acho que 38 foi é muito.

    Abraços a todos!!

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    1. “Impressionante como a classe progressista se incomoda mais com um patriota americano herói por acaso do que com um estuprador em cena, por exemplo”

      Sim, concordo. Vejo por aí também. Mas há controvérsias (dentro da Varanda, até). É um filme mais complicado do que parece ser.

      Abraço!

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  6. Ola a todos!
    Primeiramente tenho que iniciar elogiando a escolha da trilha sonora desse episódio!
    Não assisti os dois primeiros filmes, mas assisti O filme do Cervo, e estava ansiosa pra ouvir a discussão de vocês sobre “isso”.
    Sei que é um spoiler,e me desculpem se a minha duvida é meio besta, mas não consegui captar como as crianças ficaram doentes.. Era algo na limonada? Era tudo psicológico e manipulação? Como aconteceu tudo aquilo afinal? rsrsrs
    Beijos a todos!

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  7. Fala varandeiros!

    Fiquei triste e surpreso pelo fato do filme do Clint não ter estreado em Curitiba. Quero muito ver, e duvido que o maior cineasta vivo tenha feito um filme tão ruim. Também acho, aliás, que tinha muita gente por aí só esperando um tropeço para poder soltar suas críticas a ele mais por conta das visões políticas do que qualquer outra coisa, mas isso é uma outra conversa.

    Eu tô escrevendo aqui mesmo é pra comentar sobre O Passageiro, que adorei! Meu top1 do ano até então. Acho até um pouco engraçado ouvir essas discussões sobre o roteiro do filme porque pra mim a trama parece ser apenas uma grande desculpa pro Colet-Serra poder brincar ali no seu playground. E como ele brinca bem! Tal como Sem Escalas ou Aguas Rasas, ele se impõe algumas regras, uma restrição de locações, e extrai o máximo que pode daquilo sem medo de ser feliz. O filme tem pelo menos três sequências inacreditáveis (e inacreditáveis em todos os sentidos) e já antológicas: a do Neeson embaixo do trem, a da guitarra, e o descarrilhamento. Durante o filme, me lembrei bastante de Celular – Um Grito de Socorro – que sei que o Chico adora – não só pela subtrama de corrupção policial ser bem parecida, mas principalmente por carregar um mesmo espírito de cinema de ação sem nenhuma preocupação com possíveis inverossimilhanças e com claros exageros na forma da ação. Enfim, um filmão!

    Abraço a todos!

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  8. Olá Varandeiros.

    Esta é a primeira vez que comento apesar de escutar o podcast há muito tempo, mas é por um motivo bem simples, eu geralmente escuto os episódios bastante tempo depois de serem lançados. Explico, eu sou daqueles que não gostam de saber muito dos filmes antes de assisti-los, então mesmo sendo uma conversa sem spoilers acabo escutando somente quando consigo ver os filmes, os únicos que geralmente escuto na semana de estreia são aqueles que eu nem penso em assistir(para ver se os elogios de vocês me fazem mudar de ideia), isso acontece por morar em cidade interiorana aonde me encontra a disposição somente um cinema de shopping(geralmente só com filmes dublados, por isso que nem os blockbusters consigo assistir nas estreias).

    Então o motivo que escrevo é para dar uma pequena sugestão, confesso que talvez seja de dificílima realização. Mas partindo do pressuposto que vários dos ouvintes-leitores talvez se encontrem em situações parecidas(talvez piores?nenhum cinema na cidade), resolvi fazer este pequeno apelo sentimentalista, então preparados?

    É o seguinte, acho que seria realmente interessante vocês comentarem sobre filmes clássicos, antes de tentar argumentar dos prós para os convencerem da ideia, eu sei que o grande contra é algo chamado… TEMPO, talvez vocês já possam até ter pensado nisso, mas só seria possível se fizessem dormindo. Outro contra é o fato do podcast ter sido criado para falar sobre os lançamentos da semana, então encaixar um filme antigo na discussão seria realmente estranho, pois iria fugir do proposito da varanda. Portanto, proponho uma nova varanda, o Varanda Clássicos, talvez uma vez por mês(na verdade, quando vocês quiserem), funcionaria da seguinte forma: exatamente igual ao normal, só que com clássicos. hahahaha

    Pra não ficar muito vago a ideia, penso que a cada realização do podcast vocês avisassem quais os filmes que serão discutidos na varanda do outro mês, poderia ser 4 filmes diferentes por edição(uma escolha de cada um de vocês), penso que todos iriam conseguir assistir aos filmes, vocês poderiam até escolher filmes que se encontram nos streamings ou que podemos encontrar facilmente para compra, facilitando ainda mais pra todos, mesmo aqueles que não tiverem condições para compra-los irão poder assistir por meios alternativos(não recomendado por mim ou pela varanda, deixo isso bem claro, mas não julgamos classes sociais aqui, podcast inclusivo). Geralmente acabo assistindo muito dos filmes aqui recomendados, acho que falo por muitos que esta é a melhor parte, assistindo aos filmes citados por algum de vocês que eram completamente desconhecidos por mim e encontrando algo novo e sensacional, o melhor exemplo que posso dar é de ouvir a paixão que Tiago falava de Hong Sang-soo e eu não tinha a menor ideia de quem era, e quando descobri o cinema do diretor… acabei apaixonado pelo Tiago, que ser humano, que dica.

    Então acho que seria realmente sensacional se pensassem na ideia, pois acho que todos agradeceríamos, inclusive vocês, vendo as sugestões de filmes uns dos outros, encontrando ou reencontrando novos cinemas. Pois queria ouvir o Chico aclamar os Mizoguchi que ele recentemente reviu, quantos novos seguidores de Kenji ele iria conseguir formar? Ou o Michel que poderia endossar o coro do Mizoguchi, mas eu particularmente preferiria que não(pois quem iria levar a sério a opinião de um ser desalmado que não gosta do Rei Leão), seria melhor dar uma chance a ele em tentar e falhar miseravelmente em explicar esta barbárie. São anos e anos de cinema que vocês poderiam discorrer, tenho certeza que vocês conseguiriam equilibrar dos clássicos pops, aos clássicos clássicos e aos clássicos desconhecidos(não acho que isso esteja correto, mas acho que entenderam), e como sempre não se prendendo somente aos filmes, mas comentando sobre os diretores, sobre os contextos da época, sobre os movimentos cinematográficos, sobre a vida pessoal, qualquer informação que tiverem no momento, para formar aquela qualidade de praxe da varanda.

    Enfim, peço desculpas pelo comentário gigantesco, espero que não tenha ficado tão prolixo a ponto de não conseguirem alcançar este paragrafo.
    Pensem com carinho na ideia e um grande abraço a todos!

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  9. Olá amigos e amiga varandeiros!! Eu preciso muito falar sobre o polêmico “buraco dos spoilers” e uma história insólita que eu tive com ele. Eu sempre achei necessário um espaço onde vocês pudessem falar, sem amarras, dos plots e também dos twist’s dos filmes com tranquilidade. Logo na primeira edição do “novo quadro”, eu adorei me esbaldar com um mundo de spoilers de filmes que já tinha visto, como “Trama Fantasma” e “Pequena Grande Vida”. Eis que, no último episódio, vocês escolheram falar de longas que eu ainda não havia assistido e eu pensei: e agora? Ouço os spoilers e dane-se?? ou desligo?? Conforme a conversa sobre ‘15:17 – Trem para Paris‘ ia seguindo, minha inquietação e indecisão ia aumentando. Como eu estava de pé, em um ônibus lotado e segurando uma mochila, pegar o celular e procurar o momento onde o buraco de spoilers acabava, não era uma opção. Quando chegou o momento, eu só tive uma atitude: arranquei os fones com violência!! Vocês devem saber que o som de um ônibus cheio não é assim lá uma das dádivas dos deuses né? Então eu comecei a ficar ansioso enquanto aguardava alguns minutos para voltar ao programa. Vez ou outra, eu pegava um fone, encostava no ouvido e ao perceber que o papo “buracal e spoilerento” continuava, eu logo jogava o fone pra baixo. Passados alguns minutos, percebo que vocês já estão falando do novo filme de Liam Neeson e, feliz da vida, retomo meus fones para os ouvidos. Depois da conversa bacana, lá vem os spoilers de novo e meu ônibus infelizmente ainda não havia chegado ao destino… Ah…aí eu não pensei duas vezes… arranquei os fones de novo! Só que desta vez, eu olho para o lado e vejo uma senhora me olhando assustada e com cara de “o que diabos está acontecendo com esse cara?!” e ao olhar para o outro lado, um tiozinho faz um sinal não com a cabeça… meio como me achando louco ou algo assim!!! hahaha!! Ainda bem que logo o buraco acabou e eu retomei o podcast fantástico que vocês fazem!
    PS: esta não é uma crítica ao buraco dos spoilers, muito pelo contrário! Que se danem os passageiros alheios dos ônibus e trens da vida! hahaha!!
    PS2: Eu adoro quando a Cris participa mais do programa, mas, infelizmente, se eu estiver em qualquer coletivo, fica praticamente impossível ouvi-la! 😦 Cris, fale mais e também mais perto do microfone!!!! hahaha!!

    Um abração e sucesso pra vocês!!!

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  10. Olá!
    Obrigado pelo podcast.
    Foi uma surpresa para mim vocês comentarem o filme “o passageiro”. Quando vimos o trailer no cinema minha esposa me olhou com cara de sono e eu disse pra ela que O Lian já tinha feito esse filme só que num avião…
    Não pensava em assistí-lo mas depois de ouvir vocês passei a considerar essa possibilidade.

    Sobre filmes com trem gostaria de citar o Source code ou em português: “Contra o tempo”.

    Valeu, abraços.

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