Episódio 113: Pelos Poderes de Greta

Em ritmo de Carnaval, a Unidos da Varanda apresenta seu samba-enredo. Tem especial sobre a vida e a obra de Greta Gerwig (19:38), do cinema indie americano à indicação ao Oscar de direção. E, claro, falamos tudo sobre um dos grandes filmes dessa temporada: Lady Bird – A Hora de Voar (30:20).

Da Rússia, outro indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro. Sem Amor (1:05:08) já fora rapidamente comentado durante a Mostra SP, mas agora aprofundamos mais o papo sobre ele e sobre a filmografia de Andrey Zvyagintsev. Tem chances de levar a estatueta?

Cinéfilos foliões, temos também Cantinho do Ouvinte, Boletim do Oscar e Recomendações – com destaque para outro indicado a filme estrangeiro, O Insulto. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes da edição)

Lady Bird – A Hora de Voar | Lady Bird | Greta Gerwig | 70
Sem Amor | Loveless | Andrey Zvyagintsev | 51

Gravado na quinta-feira, 8 de fevereiro, na varanda do Michel.

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24 comentários sobre “Episódio 113: Pelos Poderes de Greta

  1. Semana insossa em Belém… Mas vi ontem, segunda, Todo Dinheiro do Mundo e fiquei me pergunta se era teste oftalmológico para saber quem tem cegueira noturna… Oh paleta escura… Snyder deve ter sentido inveja de Ridley…. Por sinal, Chico, o filme é perdido mesmo… Mark deveria devolver todo a cache dele por ser o “espião” mais atrapalhado do mundo.

    Abraço em todos…

    PS1: Hoje irei ver Três anúncios…

    PS2: Identifiquei-me com o Michel, também não gosto de usar penduricalhos… Só uso óculos pq realmente preciso.

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    1. Também fiquei com a impressão de que a cópia do filme estava muito escura. Vi depois vídeos no YouTube e lá está bem mais nítido. Será que é defeito da versão exibida nas salas brasileiras? Não sei, mas fiquei com essa impressão. Vou checar quando sair a cópia em HD.

      Abs!

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  2. Olá varandeiros. Achei bastante interessante a abordagem de Ladybird, mais até que o filme, só senti falta de abordarem a religiosidade da personagem, que pra mim teve um aspecto seminal na formação da personalidade dela, evidenciado no final. Sobre a citação de Alexander Payne e Jason Reitman, gostaria de propor uma discussão sobre diretores que eram queridinhos do Oscar e hoje nem tanto ( acrescentaria George Clooney, Lasse Hallströn e Sthephen Daldry).

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  3. Lady Bird é simpático, bonitinho, mas parece uma versão indie e crua da série noventista “My So Called Life” – que no Brasil foi exibida com os títulos de “Minha Vida de Cachorro” (Multishow) e “Meus 15 Anos” (SBT). Como ‘coming of ages’, perde para “Me Chame Pelo Seu Nome”. Como filme feminino, é muito bom, porque realizado por uma mulher. Mas não vejo com chances de levar qualquer uma das principias estatuetas do Oscar.
    Assisti a “Três Anúncios para Um Crime” e me surpreendi. Que filmaço! Merece rapar a banca do Oscar e Frances McDormand interpreta uma mulher forte e decidida que dá um banho na passarinha vestibulanda e na dona de jornal!. Um filme excelente e que me lembrou os bons tempos dos irmãos Coen! Estou no aguardo do podcast de vocês sobre este filme, de preferência com comentários da curta filmografia do diretor britânico Martin McDonagh.

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  4. Sobre “Ladybird”, queria fazer um comentário a respeito da personagem da mãe. Minha primeira reação a ela foi vê-la como antagonista: alguém que não dá apoio à filha em nada e que talvez fosse até um motivo para a menina querer ir embora da cidade natal. Depois, graças a um comentário da minha esposa logo que terminamos de ver o filme, percebi que ela não era tão ruim assim. Pelo contrário. Ela apenas fez uma escolha diferente do que se costuma achar normal na relação entre mães e filhos. Em vez de dizer que a filha era capaz de tudo o que quisesse, ela optou em apontar as limitações e dizer que a filha precisaria de muito mais que obstinação para alcançar seus sonhos. Essa escolha pode resultar numa relação mais dura e espinhosa, mas certamente é mais honesta. Para quem já tá chegando perto das 40 anos e tem (ou terá) filhos adolescentes, acho que “Ladybird” fala muito mais sobre o que seremos do que sobre o que fomos.

    Abraços a todos!

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    1. Ah, e me dei conta de outra coisa: os filmes da semana falam tanto de pais e filhos que o nome do episódio poderia ser “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.

      Abs!

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  5. Amei o título, seria legal um meme com a imagem da Saiorse com o Oscar erguido dizendo: Pelos poderes de Greta eu sou Saiorse! KKKKKKKKKK

    Amei Lady Bird, é o tipo de filme que tenho necessidade de ver mais vezes, como vocês falaram é simples e muito interessante. Se dependesse de mim, ganharia o Oscar de melhor direção, melhor atriz (apesar de eu também ter gostado da Francis) e também atriz coadjuvante (também gostei muito da Allison). Não entendi o personagem do irmão, sua existência era desnecessária. Mas como foi pontuado no podcast, os que irão ganhar têm mais cara de Oscar. Infelizmente, Lady Bird passará em branco.

    Aquele diálogo de ‘a melhor versão de si mesmo’ me fez refletir bastante.

    Assisti Loveless passando pra frente, porque não sou obrigada, dessa forma não vou me atrever a descer a lenha.

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  6. Depois de ver Lady Bird, Call Me By Your Name, Corra e A Forma da Água, ficou muito difícil saber para quem torcer no Oscar (embora CMBYN tenha sido o que mais mexeu comigo).

    Um amigo me disse que se eu visse Dunkirk ia ficar ainda mais difícil, então estou pensando em usar essa desculpa para não ver mais um filme do Christopher Nolan, rs.

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  7. Olá Varandeiros, Tudo Bem?

    Essa pergunta é mais pro Michel. Eu vi no blog dele que ele assistiu um documentário chamado A WOMAN CAPTURED que passou esse ano no Festival de Sundance, entretanto não consegui achar na Internet para assistir. Estou fazendo um TCC sobre Escravidão Contemporânea e suas novas formas de atuação e estou a procura de material de pesquisa e, portanto gostaria de saber aonde ele conseguiu encontrar este filme.

    Muito Obrigada!

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    1. Olá Vitoria,

      Realmente o filme não está disponível na internet, consegui vê-lo através de um serviço pago de streaming de festivais (Festival Scope), que supostamente só aceita criticos de cinema e outras profissões envolvidas (produtores, distribuidores e etc).

      abraço,

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  8. Oi, pessoal!
    Primeiro, um comentário atrasado sobre o episódio 112: gostaria de dizer que fiquei muito emocionada com a indicação nessa categoria tão disputada do Varanda Awards; será que uma indicação tão distante prejudica os indicados? Vou precisar fazer um jantar tão eficiente quanto o do Spielberg para o povo que assistiu The Post? Fica o questionamento… 😉

    Sobre ‘Lady Bird’, é engraçado que as coisas que vocês citaram que diferia do ‘Quase 18’ são justamente o que me agrada, de não ser uma visão fiel da adolescente e sim uma visão dessa mulher adulta olhando com carinho para seu eu jovem, talvez o fator identificação pese um pouco nesse ponto e por isso me agrade mais. Adoro que ela não pesa a mão em coisas que poderiam virar um grande drama (a relação com os namorados, a briga com a amiga) e que não é sobre uma adolescente super dotada, muito inteligente. Apesar da autoconfiança aparente da personagem, ela continua caindo nas armadilhas comuns de negar algumas de suas verdades para se encaixar e acho que ela leva essa imaturidade até a faculdade. E ainda consigo ver uma ligação com ‘Brooklyn’, por serem duas jovens mulheres insatisfeitas com o local onde vivem, mas que ao sair acabam percebendo que o local não é tão problemático assim e conseguem até mesmo se sentirem saudosas. Talvez eu esteja viajando? Bem possível 😀
    Acho que cada vez que falo do filme, acabo gostando um pouco mais. =)
    Não tinha feito a ligação com o Linklater, mas realmente lembra muito e já quero um Girlhood filmado pela Greta 😀

    Sobre ‘Loveless’, ao contrário do Tiago, eu até gosto de filmes que tentam ‘expor a podridão do mundo’ hahahahaha. Mas acho que esse falha talvez por essa tentativa de metáfora política que nem de longe vi chegando. Achei bem paia da parte deles, depois de nos darem uma amostra dos piores pais do mundo, tentar mostrar um sofrimento colocando na boca dos personagens coisas como “você acha que eu teria coragem de fazer isso?” quando era justamente isso que estava sendo mostrado pra gente. Chega um momento que você realmente pensa que até o menino morrer é uma alternativa melhor do que voltar pra família, bem otimista, né?

    Abraço

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    1. Agora vou torcer para “Loveless” NÃO ganhar o Oscar de Filme Estrangeiro. Com este spoiler, não faz mais sentido assistir. Agora entendi os comentários dos varandeiros, que até se esqueceram do menino durante o filme…

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      1. Helio, não é spoiler, é uma das alternativas para o desaparecimento dele: a polícia fala que ele pode estar só passeando e pode voltar a qualquer momento, pode ter sido sequestrado e, obviamente, pode estar morto. O meu ponto é que a família é tão ruim que quando você pensa que ele pode ter morrido, talvez não seja tão ruim assim (tá, é um pouco de exagero). Vê sim o filme. 😀

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    2. Muito legal o comentário, Ana. Concordo sobre Lady Bird.

      Olha, uma dica: uma campanha caprichada no fim do ano pode facilitar a vitória no Varanda Awards. Nada como um bom “for your consideration”, né? Rs

      Abs!

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  9. Olá Varandeiros…
    Assisti Lady Bird e achei bem irregular, a direção meio minimalista é deliciosa porém o longa tem vários problemas desde de algumas sub-tramas, até interessantes, jogadas e nunca mais retomadas (como o Padre da primeira peça – sendo vago para não ser acusado de spoiler) até o humor fraco com muitas da piadas simplesmente não funcionando.
    O ponto forte do filme é Saoirse Ronan, que está brilhante, uma atuação fraca poderia ter comprometido o filme mas ela soube adicionar camadas de doçura e leveza numa personagem que de tão ensimesmada poderia ficar insuportável. (a cena do abraço é tocante, valeu o filme para mim.)
    Também não ficaria triste se ela ganhasse o oscar…

    vocês comentaram da inevitável comparação com Quase 18, mas o filme que mais me lembrou Lady Bird foi Columbus – também é uma história de “coming-of-age” porém achei mais singelo e com uma protagonista mais nobre…

    um grande Abraço
    Leandro Vecchi

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    1. Oi, Leandro. Obrigado pelo comentário.

      Revi o filme e, ao contrário de você, não encontrei muitas pontas soltas… Como eu disse no podcast, acho que faz parte da proposta da Greta narrar os acontecimentos de uma maneira breve, acompanhando o estado de espírito de uma personagem que está em uma fase acelerada de transição, como geralmente acontece na adolescência.

      Abraço!

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  10. Episódio divertidíssimo. Não sei porque, mas até agora estou rindo com a expressão “choro indie”. Chico explica mais?
    Adorei ‘Lady Bird” e tudo que eu comentar soará repetitivo, vide os comentários de Leonardo Aquino, Nidia Lysney e Ana Rúbia que foram maravilhosos. Acrescento somente que achei tão sensível e corajoso essa revisitação da Greta Gerwig de si mesma. As vezes, é difícil olhar para trás e montar um painel de um período próprio de sua vida sem se mutilar, depreciar ou procurar definições para as tomadas de decisões que te levaram para determinados lugares ou caminhos e tornar tudo tão fatalístico. Exatamente por transcorrer de forma sutil e sincera que considero, na minha opinião, ‘Lady Bird’ admirável e o trabalho da diretora grandioso. Indicaria fácil para melhor diretora sim. Pois, acredito muito no trabalho de direção que explora a delicadeza e os problemas das relações e consegue transpor e enquadrar essas situações e todas essas nuances em imagens sem soar tão demasiadamente dramático ou exagerado. Afinal, nem tudo é tiro, porrada, bomba e efeitos especiais.
    Finalizando, e vão me desculpando pela observação infame que farei agora, depois de assistir ‘Lady Bird’ percebi que o Timothée Chalamet faz duas coisas nos filmes que ele atua, pelo menos os que estão indicados esse ano: ler livros e ejacula precocemente. Abraços!

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    1. Sim, concordo 100% com você, Vitor. O “melhor diretor”, no padrão Oscar de qualidade cinematográfica, quase sempre é o sujeito que, entre os concorrentes, mais dá provas de saber coordenar uma obra megalomaníaca. O engraçado é que, com o passar do tempo, quem gosta de cinema acaba valorizando a obra de um Ozu, por exemplo, que era exatamente o oposto disso.

      Bela observação sobre o Chalamet, aliás.

      Abraço!

      Curtido por 1 pessoa

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