Episódio 105: Contra-Atacam os Jedi

Star Wars: Os Últimos Jedi (24:59) é um dos melhores filmes da saga espacial? Por que o episódio dirigido por Rian Johnson desagradou a parte dos fãs da franquia? Tomando cuidado com os spoilers, esses e outros pontos estão em debate esta semana na Varanda.

E, por falar em sci-fi, Marjorie Prime (59:15), do diretor Michael Almereyda, traz um contraponto interessante ao blockbuster, explorando o gênero de maneira mais intimista e nada típica.

Boletim do Oscar (9:57) com os indicados ao SAG e nossas apostas para os indicados ao Oscar nas categorias de atuação. Nas Recomendações, destaque para animação japonesa Your Name. Bom podcast!

E semana que vem, aguardem: Varanda Awards 2017!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

Star Wars: Os Últimos Jedi | Star Wars: Episode VIII – The Last Jedi | Rian Johnson | 69
Marjorie Prime | Michael Almereyda | 65

Gravado no domingo, 17 de dezembro, na varanda do Michel.

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9 comentários sobre “Episódio 105: Contra-Atacam os Jedi

  1. Amigos Varandeiros,

    Algumas observações sobre o tal episódio VIII…

    1) Ainda que tenha coisas parecidas ao episódio V, para mim, este episódio rompe com a estrutura da saga tanto no aspecto narrativo (basicamente é um filme de fuga) como no aspecto da montagem (vocês falaram sobre a cena da força – eu também nunca vi algo assim e matou o tal midioclorians que Lucas inventou).

    2) Uma coisa que me chamou fortemente a atenção foi a tensão sexual entre os antagonistas (espero que o filme siga nisso), pois foi isto que deu profundidade aos personagens, de tal modo que passamos a entender o Ben solo.

    3) Parece-me fato que há uma barrigudinha no Cassino, ainda que tenha achado tudo bonito ali, mas há uma demora excessiva.

    4) Parece-me também que o filme sofre com a temporalidade. A impressão que tenho (todavia não é real) é que para Leia temos horas, para Finn temos dias e para Rey temos semanas (ele precisa de uma aula com Nolan kkkkk).

    5) Snoke é uma bola fora, mas reafirmou Kylo. Ainda que seja frustrante, há uma importância para continuidade da história.

    6) Piada… Nora Zero e nenhum comentário a mais… A primeira piada com o sabre é medonha, afinal, o Despertar da Força lutou-se tanto para achar Luke e ele faz aquilo… Ridículo.

    PS.: Não tomo o filme como muito bom, como vi muitos, mas acho bom e acho que cumpre com seu propósito de apronfundar em alguns personagens.

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    1. Olá, Carlos, tudo bem? Você resume seu ponto de vista de uma maneira muito precisa, como sempre. Mas vou comentar ponto a ponto:

      1. Sim, concordo. Na verdade, noto na estrutura narrativa o formato clássico do gênero de aventura, com tramas segmentadas e paralelas, acompanhando grupos de personagens (vimos algo muito parecido, em 2017, no Guardiões da Galáxia 2, por exemplo). Dizer que ele reprisa estruturalmente o ‘Império Contra-Ataca’ seria mais ou menos como afirmar que uma comédia romântica com a estrutura de trama encontro-complicações-happy end estaria imitando especificamente algum filme.

      2. Sim, para mim esse aspecto ficou bem marcado na trama. As cenas do ‘Skype da Força’ resumem bem isso que você está observando.

      3. TODO MUNDO se irrita com essa suposta barriga, creio eu… Eu gosto. Acredito que faça parte da estrutura do filme (voltando ao primeiro tópico desta lista) e que funcione como uma maneira de nos apresentar várias facetas dos personagens. As soluções visuais da sequência do cassino me agradam muito.

      4. Não fiquei com essa impressão, mas achei curiosa a observação (medo de uma versão do Nolan para o universo Star Wars, viu)

      5. Acho que o personagem só é frustrante para quem criou expectativas enormes em relação a ele.

      6. Gostei muito das piadas, como eu disse, e essa primeira, especificamente, acho ótima. Nada como ver fãs quebrando a cara logo de saída, rs

      Abraço!

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  2. Olá, queridos Varandeiros. Depois de muito tempo acompanhando o podcast, venho aqui comentar pela primeira vez.

    Esse novo Star Wars me surpreendeu bastante. A julgar pelo Despertar da Força, achei que Os Últimos Jedi também seria um reboot disfarçado – só que tendo o Império Contra-Ataca como base. Mas longe disso, o filme acaba por desconstruir todos os arquétipos apresentados antes, acrescentando também novos elementos (como a cena da explicação da Força). Tudo isso sem tirar a identidade visual da franquia (as cortinas de transição continuam lá) ou deixar de referenciar os anteriores. No geral, gostei bastante do que vi.

    Alguns pontos que vocês comentaram e eu também quero dar uns pitacos:

    (a) A primeira piada com o sabre: Adorei! Rapidamente (sem diálogos expositivos) disse bastante sobre a forma pela qual o Luke encarava seu passado Jedi.

    (b) A questão Snoke: Entendo que frustre um pouco, mas acho que a resolução dada só enriqueceu a série – saímos de um vilão clichê para um bem mais complexo (Kylo Ren).

    (c) A batalha na sala vermelha: Ali é uma referência a Kagemusha, né?

    Varandeiros, gostaria, também, de fazer uma crítica construtiva. Acho bem legal o cuidado que vocês (principalmente o Chico) têm com os spoilers, mas em certas situações eles são necessários para que se tenha uma boa discussão sobre o filme, sob pena do papo ficar uma coisa bem metafísica. Nesse caso, achei que o debate ficou um pouco prejudicado (apesar de bem divertido, como sempre).

    Me alonguei no comentário, mas foi pra compensar todos os outros episódios sem comentar, hahah. Prometo ser breve futuramente.

    Abs.

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    1. Adorei o comentário, Mateus. E, realmente, ainda não chegamos a uma resposta unânime na Varanda sobre essa questão de discutir os filmes usando ou não spoilers. Não sei se você ouviu o episódio sobre ‘Room’. Aquilo sim foi metafísico, rs! Talvez seria interessante separar um bloco para os spoilers? Pode ser uma saída.

      Abraço!

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  3. Ótimo episódio como sempre! 😉 Tô esperando mais comentários com spoiler aparecendo nos próximos.
    Sobre o filme, tive uma percepção geral parecida com um pouco do que cada um falou.
    É interessante eu deixar claro que assisti o filme aqui em Portugal e os cinemas portugueses têm um hábito engraçado para nós brasileiros que é um intervalo exatamente na metade do filme. O que neste caso aconteceu no momento em que Rey sai da ilha. Ou seja, o filme ficou marcado em duas metades na minha cabeça, o que reforça a ideia que vocês falaram e a minha percepção de que a primeira metade é bem mais fraca que a segunda.
    Outros comentários rápidos:
    – Kylo Ren pra mim é de longe a melhor coisa do filme enquanto o humor forçado (personagem do Domhnall Gleeson principalmente) é a pior;
    – achei que o episódio VIII teve algumas das melhores construções visuais de toda saga, como a cena final e a que a Força é mostrada principalmente, mas algumas sequências bem fracas que não calharam muito bem com o todo;
    – os personagens no geral muito complexos e interessantes, tirando o Finn talvez; o que deve dar um gás imenso pro próximo episódio, porque agora já passou a nostalgia do VII e já se construiu um universo mais específico no VII; ansioso pra ver o que J. J. vai fazer;
    – alguma coisa acontece nos corações de tod@s quando aquela trilha do John Williams começa e é impossível fugir!

    No geral, um fã de Star Wars decepcionado não ficou, mas amou também não.
    Abraço!

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    1. Ótimo comentário, Gabriel. Obrigado. Pelo visto, estou sozinho na defesa do humor do filme (dei gostosíssimas risadas em algumas das cenas, principalmente na do treinamento Jedi). Em linhas gerais, no mais, concordo com você. Na verdade, tenho MEDO de saber o que o J.J. vai fazer, mas… Tenhamos fé.

      Abraço!

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  4. Olá varandeiros!

    Ao contrário da grande maioria dos fãs de Star Wars, que preferem os 3 filmes originais, o meu preferido é o episódio III – A Vingança dos Sith. Na primeira triologia, em vários momentos, Luke Skywalker é advertido de que será tentado pelo lado obscuro da força, tal qual seu pai o foi, e que ele deveria tomar muito cuidado para evitar perder-se na escuridão. No episódio VI temos o momento em que Luke é levado ao Imperador, situação clímax onde a tal tentação ocorreria. Entretanto, os argumentos para convence-lo são fracos e batidos demais, mesmo para um filme de 1983! Já nos filmes novos, o processo de “vira-casaca” de Anakin é narrado com muito mais cuidado, ressaltando sua personalidade orgulhosa, sua grande ambição que o faz desejar ascender rapidamente na carreira-jedi (geração Y total) e o seu forte apego emocional às pessoas queridas como a mãe e a esposa, que o levam a agir muitas vezes por impulso, deixando os afetos influenciarem a razão.

    Esta abordagem psicológica de Anakin Skywalker muito me agradou nos filmes novos, pois mostra uma faceta bem humana do personagem. Muitas pessoas, em algum momento da vida, tomam decisões ruins, influenciadas pela emoção no calor do momento, as quais depois de uma reflexão mais ponderada acabarão se arrependendo. Palpatine soube se aproveitar disso para exercer sua influência sobre o jovem Jedi. Os diálogos entre os dois no começo do episódio III mostram como um líder político nato sabe conduzir com maestria a opinião do outro. Palpatine usa o relativismo moral para convencer seu pupilo de que o bem e o mal são apenas uma questão de ponto de vista e que os Jedi e os Sith são acometidos pela mesma ambição-egoista de querer governar a galáxia de forma tirana e autoritária. Nessa cena o filme me ganhou, por acha-la extremamente verossímil. Esse relativismo moral é a justificativa para muitos dos males que vivemos hoje, pois passamos a fazer aquilo que sabemos ser errado guiados por premissas falsas que tentam ludibriar nossas consciências para justifica-las (exemplos: se todos pagam propina para estar dentro do “esquema” eu também tenho que pagar… Só se consegue construir alguma coisa no país deixando de lado certos princípios éticos… Se os ingressos de cinema são assustadoramente caros, é aceitável que se falsifique uma carteira de estudante para obter meia entrada… e por aí vai). Portanto, a conversão de Vader para o lado obscuro foi, ao meu ver, bastante convincente.

    Quanto ao filme novo, fiquei satisfeito que esse tema do relativismo novamente veio a tona. Ele é visto na visão do mercenário, para quem resistência e primeira ordem são “farinha do mesmo saco”, podendo se estar aliado a um grupo ou ao outro, conforme o que for mais conveniente no momento (isso me fez lembrar tanto do nosso PMDB…). Kyle Ren também abraça o relativismo, exatamente como Anakin propôs a Padmé no episódio III – “eu posso vencer o imperador e juntos, governaremos a galáxia fazendo as coisas do nosso jeito!” É o relativismo em sua faceta mais maquiavélica, onde se procura justificar uma ditadura opressora em prol da ordem e de uma paz imposta com paradoxal violência.

    Finalmente, gosto dessa visão mais mística e transcendental da força, muito melhor do que a explicação microbiológica-simbiótica dada em Ameaça Fantasma. Espero que isso seja mais esmiuçado no próximo filme. Nosso Jedi-eremita-amargurado me pareceu muito decepcionado com a força, a ponto de voluntariamente se fechar para ela. Ao flertar com a importância do lado obscuro para gerar equilíbrio, Luke se aproxima da opnião de Palpatine, que acredita que o mistério deve ser estudado em sua totalidade, e não da forma dogmática e limitada feita pelos Jedi. Estou torcendo para que JJ Abrams envie Rey novamente à ilha de lost para uma nova tentativa de resgata-lo desse retiro sofrido. Como dizia Yoda, raiva, tristeza, amargura, o lado obscuro elas são. Acho que no episódio IX teremos um Luke muito mais suscetível em ser tentado para o lado obscuro do que tivemos no Retorno de Jedi!

    Um grande abraço e um feliz natal aos amigos varandeiros!

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    1. Muito bom (e muito denso, rs) o comentário, Renato. Estou lendo mais uma vez para digeri-lo direitinho. Gostei muito da observação sobre a (tão injustiçada) trilogia de prequels. Também gosto dos filmes e noto neles um projeto muito pessoal do Lucas – aspecto essa que se perdeu um tanto na nova trilogia.

      Abraço!

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  5. Todo mundo já falou tudo de ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’, então só me resta dizer que gostei muito. Principalmente pelo fato de não ser tão fã assim da série e poder compreender o cerne da história, o que para mim foi o ponto alto do filme. E aquela batalha na sala vermelha foi muito linda. Só não entendo o porque das queixas acerca da cena do cassino, achei tão original, diversificada e até importante, afinal num contexto de dominação de um império para com os demais sempre teremos armas, dinheiro e exploração de braços dados para servir um propósito maior até mesmo nas batalhas intergaláticas. Agora mudando de assunto, eu simplesmente amei dois filmes indicados pela varanda: ‘Toni Erdmann’ e ‘Na Praia A Noite Sozinha’, os filmes não me saem da cabeça. Que cena é aquela do karaokê? Até agora estou ouvindo ‘Greatest Love of Hall’ no Spotify. E que final foi aquele. E como não se sentir como a Young-hee? Como não querer deitar naquela praia e confessar suas dores. Acho que foram meus presentes de natal. Um abraço a todos e um feliz natal!

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