Episódio 104: Crianças Extraordinárias

Qual é o segredo do sucesso de um astro mirim no cinema? O lançamento mais popular da semana é Extraordinário (26:01), com Julia Roberts e o prodígio Jacob Tremblay. Por falar em pequenos notáveis, Chico Fireman, Cris Lumi, Michel Simões e Tiago Faria batem um papo sobre o tema (44:41). Quais marcaram época? Quem superou a complicada transição e seguiu famoso na idade adulta? O que faz uma criança brilhar na tela?

Depois, nossos comentários sobre dois filmes alternativos, de cineastas estreantes, que valem a pena: Lucky (1:21:04),de John Carroll Lynch, e o espanhol Verão 1993 (1:03:31), da diretora Carla Simón.

No Boletim do Oscar (6:45), os indicados ao Globo de Ouro. E, em outra rodada recheada de Recomendações (1:32:28), o destaque principal fica para a série The Crown. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

Extraordinário | Wonder | Stephen Chbosky | 54
Verão 1993 | Estiu 1993 | Carla Simón | 77
Lucky | John Carroll Lynch | 70

Gravado na segunda-feira, 11 de dezembro, na varanda do Michel.

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22 comentários sobre “Episódio 104: Crianças Extraordinárias

  1. Olá, varandeiros!
    Como fui convidado, eis-me aqui para defender Extraordinário. Antes de mais nada, é verdade o que vocês disseram: eu adoro melodramas para fazer chorar, sem nenhum pudor em se conter e posar de sofisticado. Sou canceriano. Não que eu não curta os dramas mais sofisticados também. E aí aconteceu de eu entrar na sessão de Extraordinário, não esperar muita coisa e o filme me ganhar.
    Quando um filme como esses nos ganha, a gente até pode ficar meio cego para os detalhes que as pessoas que analisam mais friamente veriam. Mas eu acho bem complicado analisar esse tipo de filme pela ótica da razão. É para ver com o coração. E por isso eu deixo o meu lado crítico de lado um pouco e me junto ao público no choro coletivo.
    Acho que hoje em dia entramos em um momento em que o cinismo (me incluo nisso também) faz com que deixemos de ver certas qualidades de filmes mais emocionais. E algumas pessoas são mais racionais mesmo, e por isso é natural não gostarem ou ficarem com um pé atrás com algumas cenas. Fico imaginando como um filme como A Felicidade Não se Compra seria recebido pela crítica de hoje. Depois de passados tantos anos e se transformado clássico fica fácil elogiar.
    Quando falo do clássico do Capra estou falando de filme com lição, com mensagem. Não acho feio fazer um filme sobre valorizarmos as amizades e nos solidarizarmos com os solitários (caso de Auggie e de sua irmã), demonstrarmos nossa posição contra o bullying e podermos ver o lado bom de todas as pessoas, até o menino malvado que teve a sua chance de pedir desculpa ao diretor da escola.
    As cinco estrelas que eu dei no meu álbum informal do Face foi o meu termômetro das emoções, do quanto o filme me ganhou. Vai ver nem ficará em lugar de destaque no meu top 20, que é mais pensado e relativizado etc, mas certamente ganha um lugar especial no coração, assim com ganhou também o filme anterior do diretor.

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  2. Varandeiros,

    Extraordinário é um filme gostoso de ver, porém facilmente esquecível. Alguns comentários:

    1) Optar por narrar a história sob ponto de vista distintos da a ideia de dinâmica a uma trama simples, porém, ele acabou por gerar problemas ao apresentar situações fora do ponto de vista narrativo.

    2) De fato os persongens do filme são esteriótipos de perfeição e, mesmo quando imperfeitos, são dignos de perdão, isso é um problema até certo ponto, afinal, vê o mundo sob um binarismo causa e efeito. Contudo, isto não compromete a narrativa do filme (méritos do diretor)… Talvez comprometa o final que é deveras simplista.

    3) Voltando ao item 1, há histórias desnecessárias, tipo o drama da amiga e do amigo, de certo modo, o ideal seria a opção pelo ponto de vista apenas da família, mostrando todos os problemas e dúvidas gerados pelo nascimento do filho.

    Em síntese, um filme regular…
    5,0 pra ele!

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  3. Excelente episódio! Chico postou no Facebook que foi um dos episódios mais divertidos de fazer. Pra mim foi, também, um dos mais legais de ouvir e relembrar a trajetória – ou não – de tantos atores.
    No mais, boa defesa do Ailton.

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  4. Oi Varanda! ‘Extraordinário” é realmente um filme família e gostoso de assistir, embora eu não tenha me empolgado muito com a história de Auggie. De fato, a história da Via me interessou bem mais. A perspectiva desta personagem frente ao problema do irmão pode parecer um tanto egoísta. Porém, me fez pensar e refletir o quanto ela deve ter sido afetada com a dedicação dos pais para com o irmão e o quão isso influenciou no seu desenvolvimento e equilíbrio emocional. E a atriz está muito bem no filme. De qualquer modo, depois de ler essa linda defesa do Ailton fica impossível falar mais alguma coisa a não ser se entregar mesmo ao filme e curti-lo. Se soubesse que haveria essa defesa, tinha deixado pra assistir depois. ‘Verão 1993’ concordo com quase tudo que foi citado, mas também foi um filme que não funcionou muito comigo. Uma pena! A atriz que faz a Frida é um assombro em cena, fiquei espantado com tanto talento. Mas não tive tanto empatia assim pela história da garota. Confesso que fiquei mais interessado na história dos novos pais e os conflitos advindos do processo educacional no âmbito familiar dessa nova filha. Principalmente, quando existem as agressões a irmã mais nova. Mas como o filme é o olhar desta menina para esse novo mundo, entendi que essas discussões não foram tão bem ampliadas. Mas é um ótimo filme. Abs!

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    1. Pena que ‘Verão 1993’ não funcionou tanto pra você, Vitor. Para mim, foi uma ótima surpresa. Também fiquei um pouco com uma sensação parecida com a sua (de não ter me envolvido tanto com a história da garota), mas ela passou quando revi o filme. Sugiro a revisão.

      Abraço!

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  5. Olá pessoal
    Estou gostando desse novo “formato” que vocês estão assumindo nos episódios, discutindo e diversificando mais filmes por episódio.
    Não posso deixar de dizer que estou muito ansiosa para o Varanda Awards.
    Gostaria de sugerir categorias, como: “pior filme do ano ou decepção do ano”, e também sou a favor de categorias para as séries como: “melhor série”, “melhor ator” e “melhor atriz”.
    Acho que deveria ter uma categoria onde os ouvintes pudesse votar sendo intitulada de “você não pode passar por 2017 sem ver…” (votaríamos no melhor filme do ano), com a intenção de confrontar (ou não) com o ganhador indicado por vocês. E obviamente uma categoria de “ouvinte do ano” haha.
    Beijos a todos

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  6. Varandeiros, este episódio parece ter sido dedicado a quem acha que vocês só fazem críticas negativas. Três filmes em debate, três filmes muito elogiados! Os comentários de vocês me deixaram ainda mais instigado para ver “Lucky” e “Verão 1993”.

    Sobre os astros mirins, lembrei de um nome que não foi mencionado por vocês: Natalie Portman, que teve um ótimo papel em “O Profissional” do Luc Besson aos 13 anos. Também senti falta de menção a brasileiros no debate, apesar de eu mesmo ter dificuldade de lembrar de nomes que fizeram carreira no cinema, e não na televisão.

    Estou ansioso para ouvir os premiados do Varanda Awards e curioso pra saber se vcs vão seguir a tendência e colocar “Twin Peaks” entre os melhores filmes. Pra mim, é o filme do ano!

    Abraços a todos!!!

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    1. Bem lembrado. Também senti falta dos brasileiros e, quando terminamos de gravar, lembrei de dois filmes da Sandra Kogut com crianças: ‘Mutum’ e ‘Campo ‘Grande’. Também tem ‘Central do Brasil’, ‘Pixote’, ‘O Ano em que meus Pais Saíram de Férias’ e ‘Cidade de Deus’, entre outros.

      Abraço!

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  7. Oiii
    Nem acredito que falaram de Extraordinário ❤️ ainda não ouvi porque não assisti, li o livro 2 vezes! Sou APAIXONADA por essa história, ou seja, tenho medo do filme, porque NUNCA são melhores que os livros! Mas eu adoro a ideia de transformar a mensagem em algo “mais acessível”. “Se brasileiro gosta de filme dublado 🤢 nunca que vão ler livro” HAHAHAHAHA
    Porém, confesso que li O PEQUENO SEGREDO antes de saber que viraria filme, a história e a mensagem são LINDAS, eu chorei lendo o livro, uma pena que isso não ficou evidente no filme, porque a história é realmente tocante!

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      1. Volteiii, pq assisti o filme e ouvi o podcast!
        Linda defesa do Ailton S2
        Mas vamos as minhas observações, eu me emocionei com o filme, mas acho que menos que a maioria (que não conhecia a história),porque o livro é muito mais completo e “complexo”.
        1° Coisa: Ao ler o livro a aparência dele parece ser muito mais descaracterizada do que foi mostrado no filme, ele está muito “bonitinho”, eu gostaria de ver algo mais próximo do livro que parece mais chocante, eu queria ver as pessoas conseguindo encarar e superar a questão física, eu queria ver/sentir o estranhamento das pessoas e a aceitação, ir além da aparência. Pra mim pareceu muito fácil ignorar o rosto dele.
        2°O livro mostra muito mais fatos (normal para livros), mas o peso das coisas que acontecem acabam sendo muito menor, em alguns momentos do filme eu via o Auggie parecendo um menino birrento e não que estava sofrendo. No livro as vezes ele era um pouco dramático, mas era a realidade dele, se não me engado até os 10 anos, ele teve apenas 1 amigo, que se mudou de cidade e via muito pouco. Imaginem o quão ele era sozinho a cachorrinha tinha um papel muito mais importante do que foi mostrado no filme!
        3° A vó dele é Brasileira, por isso deve ter sido interpretada pela Sonia Braga, coisa que no filme não fica clara, mesmo falando que de janta vão fazer Feijoada.
        4° No filme não é mostrado a forma profunda e linda que os pais criam Auggie, não tem tanto sofrimento em relação a quantidade de cirurgias e tals, só é citado, dessa forma tudo fica muito simplificado e sem importância.
        5° A história da Via é bem mais explorada no livro e a relação dela com o namorado também, assim como a relação com a amiga. Foi horrível a forma que resolveram o problema que elas enfrentaram com a amizade, não teve nenhum dialogo no teatro e do nada a menina estava comendo pizza na casa deles! ODIEI essa parte! Não explicou nada!! E nem sei se ficou claro do porque da amiga abrir mão da estréia da peça, nem como elas se acertaram!!
        6° Auggie sofre muito mais bullying do que foi mostrado, coisas um pouco mais cruéis. Ele sempre age com otimismo, mas achei que faltou impacto.
        7° A amizade dele com a Summer era muito mais forte e importante do que mostra do filme
        8° A parte do acampamento não deveria nem ter existido no filme, no livro tem e é muito mais explorada. Achei que ficou muito jogada e desnecessária. O acampamento é o momento que ele percebe que foi aceito por outros alunos, porque eles o defendem e lutam por ele, já que ninguém realmente falava com ele e nem o tocava!!
        9° O final foi muito parecido com o livro, mas pelo fato de ter tornado a história mais simples, pra mim não teve o peso que merecia. Acho que tudo isso começa em deixar a aparência dele mais fácil de ser tolerada, aí a história toda acaba sendo simplificada, sei lá, o livro também é leve e gostoso, mas parece mais real.
        10° Amo a história pela complexidade de algo que parece tão simples. E no filme acaba ficando simples (na minha visão de conhecedora da história maior), mas nunca vou saber qual seria minha impressão vendo apenas o filme. Acho ótimo que as pessoas estão gostando e se emocionando, só não sei se o filme faz os adultos refletirem, porque fica parecendo um filme para crianças aprenderem sobre bullying e apesar do livro ser juvenil, eu acho que a mensagem de ser tolerante e aceitar as diferenças é para todos, afinal o bullying não é algo que se desenvolve no ventre da mãe, não é mesmo? E não falo que a culpa são de pais como os de Julian, mas sim do nosso olhar como sociedade sobre as coisas.
        11° Talvez eu esteja sendo muito ingenua e exagerando na minha interpretação, mas eu sou de exageros e também adoro um drama! Hahahahahaha
        12° Existe um outro livro com a visão do Julian, Charlotte e Christopher (o amigo que ele tem antes de ir para a escola que o filme nem mostra), eu ainda não li.
        13° Desculpe-me pelo texto gigante! Eu realmente não queria, mas foi mais forte que eu. Paixão não se explica!

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  8. Varandeiros,

    adoraria participar da sessão Replicante para rever o maravilhoso
    Labirinto do Fauno no cinema e agradecer pessoalmente a agradável
    companhia de vocês toda terça-feira.
    Aproveitando e a pedidos do Tiago…….
    Gosto do cinema na varanda porque além de ser divertido,
    aprendo muito com vocês.
    Bjs

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  9. Que episódio fantástico.
    Ouvindo aqui sobre as crianças prodígios ia comentar um pouco sobre um pensamento que eu tenho de as garotas de alguma forma serem mais “privilegiadas” numa carreira de sucesso do que os meninos e ia citar alguns nomes recentes como Hailee Steinfeld, Miley Cyrus, Selena Gomez, etc… e foi aí que percebi que as citadas não só têm carreira no cinema mas também na musical e eu penso que a indústria da música não é tão destruidora como a do cinema e há grandes exemplos como: Michael Jackson, Britney Spears, Justin Biber. Não que eu ache que é perfeita pois só ver qualquer entrevista do Michael que ele relata coisas terríveis para uma criança viver, mas o cinema tem predadores ainda maiores. E é claro, eu posso estar extremamente errado quanto a tudo.

    Abraços!

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  10. Passando rapidinho pra deixar uma sugestão de categoria:’Os melhores filmes que você quase não assistiu’. Categoria pra eleger os melhores filmes que não passaram na tela do cinema esse ano e foi direto para os streamings. Abs!

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