Episódio 103: Vítima, Assassino e Detetive

Hip hop, Agatha Christie e o filme escolhido pela Noruega para a disputa do Oscar: a Varanda novamente traz um episódio bem variado.

Uma das maiores estreias do circuito na semana, Assassinato no Expresso do Oriente (27:00) faz o revival nas telas das adaptações da romancista inglesa que marcou a literatura policial, dessa vez sob interpretação de Kenneth Branagh.

Já na seara indie, o estreante Geremy Jasper surpreende com sua divertida jornada da heroína em Patti Cake$ (46:16). E Joachim Trier também foge dos padrões num drama de forte apelo sobrenatural, Thelma (58:36).

A movimentada semana do Boletim do Oscar (17:42), Cantinho do Ouvinte e, na nova rodada de Recomendações (1:11:05), destaque para a Retrospectiva do Cinema Brasileiro no Cinesesc (com curadoria do varandeiro Chico Fireman) e doc da Netflix com Jim Carey nas filmagens de O Mundo de Andy. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

Assassinato no Expresso do Oriente | Murder on the Orient Express | Kenneth Branagh | 45
Patti Cake$ | Geremy Jasper | 57
Thelma | Joachim Trier | 55

Gravado no domingo, 3 de dezembro, na varanda do Michel.

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5 comentários sobre “Episódio 103: Vítima, Assassino e Detetive

  1. Amigos Varandeiros,

    Não dá para ouvi-los integralmente, pois ainda irei ver o Expresso (eu retornarei!).

    Mas, nestas situações, sempre ouço o cantinho do ouvinte, pois é um momento, do pod, que me parece super espontâneo e descontraído.

    E, desta vez, ri muito diante da confusão que cometi e que foi motivo de piada.

    Não que eu não saiba quem é o Tiago e o Michel (ótimo trocadilho que o Chico fez!), contudo, não deixou de me surpreender o meu erro que, como todo bom filme de comédia, gerou uma boa gargalhada.

    Abraços!

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      1. Ah… Fala sério! 🙈

        Mas teve a dupla sertaneja Tichel & Miago… Pensei que fosse o Chico que tivesse falado!

        Cara, vocês são muito bons. Não só pelo bate-papo sobre cinema, mas pelas tiradas que, como já disseram antes nesse boteco virtual, provocam risadas no ouvinte.

        Abraços!

        Curtido por 1 pessoa

  2. Varandeiros,

    Como vi ontem de noite (com muito sono( O Assassinato no Expresso do Oriente deixo meus comentários somente hoje sobre o filme.

    1) Gostei da caracterização do Hercule Poirot, acho que fez jus ao personagem dos livros (sim li os livros).

    2) Faltou um domínio de elenco na direção. O elenco precisava brilhar e interagir com naturalidade como em Assassinato em Gosford Park. Porém, mesmo com bons atores, o elenco parece subaproveitado e não funciona a contento para trama… É tudo muito separado, distante…

    3) A direção de arte tá muito legal e algumas opções de planos são muito boas, mas não salva o filme.

    Eu ficaria com o Chico e daria 5.

    PS.: Com todo respeito, mas alta literatura e baixa literatura é um conceito tão sem graça quanto cinema de arte e cinema de gênero… Literatura policial (subgênero no caso) é arte e fim!

    Abraços!

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  3. Oi Varandeiros! Vocês foram realmente hilários com essa combinação dos nomes de cada um, ri quase que o programa todo. Acerca dos filmes, também não gostei muito de ‘Assassinato No Expresso do Oriente’ apesar de me encantar com algumas cenas. Na minha opinião faltou o que eu mais gostava de quando eu lia os livros da Agatha que é aquela tensão e angustia de querer ser um detetive para descobrir quem matou, porque matou e qual o instrumento utilizado. Foi realmente uma pena o filme não ter trazido essa atmosfera tensa de um assassinato tal qual eu adentrava quando lia os livros e os devorava até a última página. Todos os acontecimentos pareciam tão bruscos, e cada pista que era lançada no filme tinha um tratamento sem significância, culminando em um termino repentino como se tudo fosse jogado para o espectador. Também não gostei da construção do Hercule Poirot, embora seja uma opinião muito particular, achei demasiadamente caricato. Não consegui enxergar aquele personagem meticuloso, egocêntrico e vaidoso com a sua própria inteligência que julgava-se ser maior do que qualquer outra. Em alguns momentos vi um personagem beirando a comédia, diferente do modo que eu o enxergava nos livros. Fora ainda o fato dela ter outros livros bem melhores do que este e ‘Morte No Nilo’, mas isso é uma questão de gosto.

    Já ‘Thelma’ tive a sensação de estar vendo a adolescência de Eleven – Stranger Things – caso ela desse a sorte de ter nascido na Noruega. Que país civilizado! Se essa história se passasse nas terras do Tio Sam, Thelma com certeza estaria presa em algum laboratório pronta a ser estudada e dissecada por uma dessas corporações bélicas-tecnológicas-biomédicas tentando de todas as formas fugir das garras de um vilão qualquer. Algumas coisas me incomodaram no filme, principalmente, o desenvolvimento que tendencia a um ápice ou a um clímax que não se desenrola direito e termina frustrando quem estava esperando alguma coisa a mais. Também não gostei muito do fim. Sai com a impressão de tudo se resumir a uma adolescente introspectiva e com problemas de relacionamentos que descobre que tem poderes e acaba por manipular tudo e a todos para se satisfazer. Abraços.

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