Episódio 97: Mais Estranhos que a Ficção

No episódio dessa semana, Chico Fireman, Cris Lumi, Michel Simões e Tiago Faria conversam sobre novos filmes que trazem histórias verídicas e muito atuais, tratando de temas como racismo, feminismo e a questão da imigração nos Estados Unidos.

Detroit em Rebelião (13:31) resgata a brutalidade da polícia contra um grupo de negros durante a onda de protestos pela cidade nos anos 60. Aproveitamos para relembrar a filmografia de Kathryn Bigelow, a única mulher a ganhar o Oscar de melhor direção.

Doentes de Amor (36:39) é a comédia romântica sensação indie do ano. Narra a história de amor entre uma estudante e um paquistanês, motorista de Uber e aspirante a comediante de stand-up. A história curiosa rendeu um grande filme?

Temos ainda Cantinho do Ouvinte e, nas Recomendações, os primeiros filmes vistos na Mostra SP (51:39), uma prévia do que esperar do próximo Oscar, além de alguns comentários sobre A Guerra dos Sexos, que reconstitui a épica partida de tênis entre a numero 1 do mundo e o “porco chauvinista”. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

Detroit em Rebelião | Detroit | Kathryn Bigelow | 60
Doentes de Amor | The Big Sick | Michael Showlater | 57

Gravado no sábado, 21 de outubro, na varanda do Michel.

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7 comentários sobre “Episódio 97: Mais Estranhos que a Ficção

  1. Olá varandeiros!
    Excelente episódio e gostei muito do tom da discussão sobre o filme Detroit em Rebelião. E concordo com vocês que estamos vivendo tempos estranhos, em que alguns querem determinar o que cada um pode ser/filmar/pintar/atuar/bordar.
    Vou aproveitar para fazer um pedido: que tal um “balanço” do Festival do Rio e da Mostra? Vi que vocês apontaram seus preferidos na Mostra, mas, do Festival, se vocês falaram eu perdi.
    Abraços!

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  2. Que momento épico esse reencontro de vocês. A sintonia dos quatros juntos reunidos na varanda é algo que eu, simplesmente, adoro. E os episódios ficam muito mais gostosos de se ouvirem. Enfim, vamos para os filmes. Eu, particularmente eu, amo essa fase do cinema jornalístico investigativo e político da Kathryn Bigelow. Concordo que o filme poderia ter sido mais enxuto e direto, e que apelativo aquela cena do coral da igreja – desnecessária também, acredito. Mas, eu gostei tanto do filme, principalmente, das cenas do hotel que terminei abstraindo o restante final. É claro que não se compara, mas o filme teve um poder de me jogar para as lembranças de quando sou abordado em revistas policiais, sejam elas em coletivos ou em blitz – de shows, carnaval e etc. É totalmente desesperador e constrangedor a forma como tudo acontece quando se é negro e pobre.

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  3. Senti falta de vocês comentarem também a questão da mulher neste filme, que tal como os homens foram vítimas de abuso de poder e violência policial – embora não fosse o cerne da discussão. Achei interessante esse recorte dos homens negros e das mulheres virados e voltados com as mãos para a parede, a parte da nossa sociedade que mais sofre com o preconceito. Só pra finalizar, concordo com a colocação de vocês. Com uma câmera na mão e uma história todo mundo pode falar do que bem quiser e sente vontade de falar. Que cafonice essa censura, essa repressão. Se fosse dessa forma não teríamos Ang Lee dirigindo ‘O Segredo de Brokeback Mountain’ e nem tantos outros filmaços. Abraços.

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  4. Três Anúncios para um Crime é excelente, mas o Tiago não vai gostar. É filme de roteirista. Ele odeia roteiristas. ( : Doce País é muito bom mesmo. O diretor tem um filme anterior muito foda chamado Sansão e Dalila. Vocês já viram Pororoca? Putz, que porrada!

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