Episódio 90: Se Juntas Já Causam, Imagine com o Lynch

Duas mulheres interpretando protagonistas fortes são os destaques da semana no cinema. Atômica (6:13) traz Charlize Theron em cenas de ação estilosas, no papel de uma espiã infiltrada na Alemanha da Guerra Fria. O novo trabalho de Lais Bodanzky, Como Nossos Pais (25:10), tem Maria Ribeiro representando a mulher de classe média, enfrentando dilemas do dia a dia. Os varandeiros Chico Fireman, Cris Lumi, Michel Simões e Tiago Faria batem um papo sobre os dois filmes.

Com o explosivo finale de Twin Peaks (56:52), o podcast volta a discutir a série, num papo que se preocupa menos em decifrar, e mais em entender como a atração se encaixa na obra de David Lynch. E mais: Recomendações, Cantinho do Ouvinte, e um presente para o ouvinte que for mais rápido. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

Atômica | Atomic Blonde | David Leitch | 51
Como Nossos Pais | Laís Bodanzky | 55

PROMOÇÃO

Para participar, envie e-mail para podcastcinemanavaranda@gmail.com.

Gravado na segunda-feira, 4 de setembro, na varanda do Michel.

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26 comentários sobre “Episódio 90: Se Juntas Já Causam, Imagine com o Lynch

  1. Bom dia meninos!
    Ainda não terminei de ouvir o podcast, mas quero ingressos.
    Provavelmente não vou ouvir a segunda parte porque não sou intelectual e não assisti nem mesmo a primeira temporada de twin peaks. Acho que perdi esse bonde e deixei ele ir embora.
    Assisti Atômica ontem e espero que essa campanha de 007 da Charlize funcione.

    Beijo e bom feriado 🙂

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  2. Olá pessoal! Lembram de mim?
    Após um tempo sem comentar (mas nunca deixar de ouvir) devido a loucura do trabalho e finalmente umas semininhas de férias, estou de volta.
    Tenho que dizer que adorei o episódio com o Guga sobre filmes e franquias de terror! Confesso que Bingo, Atômica e Como nossos pais e o fim de Twin Peaks, ainda não os assisti, mas já tenho uma idéia de cada (exceto Twin Peaks -sim, eu pulei para fugir de spoilers rs) pelos episódios.
    Obs: não pedi os ingressos, pq se tiver data marcada é possível que eu não consiga ir, mas se não forno caso, gostaria sim 😃.
    Um beijo pra vcs!

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  3. Oi, Pessoal!
    Sobre ‘Atômica’, eu queria não ter embarcado tanto no trem do hype deste filme, mas Charlize Theron descendo o braço em pessoas era bom demais para não criar expectativa. Engraçado o Chico ter falado que não lembrava das roupas que ela usou, porque foi justamente o que mais me irritou e a Cris resumiu bem, o filme é um fetiche masculino de ação. Provando que não é suficiente você ter uma protagonista feminina, se vai objetificá-la do mesmo jeito. Entendo você querer exaltar a beleza da Charlize, mas ela foi incrível coberta de graxa e vestindo trapos em ‘Mad Max’, não havia a menor necessidade daqueles figurinos absurdos, cada escolha de roupa da personagem era meio ofensiva. Em uma das cenas, por exemplo, ela aparece em pleno inverno alemão vestindo uma minissaia! Você tem uma espiã extremamente competente, mas que tem que lutar de salto fino e meia arrastão; fora um sem número de cenas onde câmeras passeiam pelo corpo das atrizes (que sempre estão casualmente de lingerie ou com roupas sensuais), trocas de roupas desnecessárias e um figurino tirado diretamente de 2017… Dá para traçar um paralelo dentro do próprio filme, na cena onde o McAvoy aparece com duas mulheres, amarrado na cama, mas ainda assim ele se levanta da cama cobrindo o corpo com um lençol. Aquela cena nas escadas, que também achei muito boa, é justamente uma das únicas onde o figurino faz sentido. Apesar de ter achado bem arrastado, parecia ter umas 3h, o filme não tem só coisas ruins,adorei a naturalidade das lutas onde as pessoas se desequilibram e que geram hematomas que não desaparecem de uma hora pra outra.
    Já o ‘Como nossos pais’, apesar de sentir toda a “naturalidade artificial” da qual vocês falaram, foi uma coisa que deixou de me incomodar ao longo do filme, acredito que pelo fato dele ir me apresentando situações tão comuns. Achei aquele plot do pai biológico bem desnecessário e deslocado da trama, sinto que dava pra enfatizar a tensão entre mãe e filha com situações mais simples. Alguém falou que achou o Dado um personagem estereotipado, mas eu conheço, pelo menos, meia dúzia de caras exatamente como ele. Não me faz falta que o filme tenha mais profundidade, porque enxergo que o mais importante está bem ali na superfície, o tanto que aquela personagem está sobrecarregada e a relação dela com a família, especialmente com a mãe. É um filme explicadinho que eu gostaria que um monte gente assistisse. =]
    Ah, Tiago, feliz de você ter comentado sobre Top of the lake, essa segunda temporada foi realmente superior a primeira e fiquei querendo mais seis episódios. Esse é bem o ano da Elisabeth Moss, hein? =]
    Ah (2), eu queria ingressos, mas suspeito que o filme nem deve entrar aqui em Maceió =/
    Abraços

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      1. Maravilha. Adorei o textão. Muito boas as observações sobre ‘Atômica’ (realmente, essa encrenca com os figurinos do filme passou totalmente batido pelo meu olhar). E sim, é o ano da Elisabeth Moss sem dúvida alguma.

        Não sei se o filme estará em exibição em Maceió. Se entrar em cartaz na quinta, enviaremos os ingressos, ok?

        Abraço!

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  4. Oiii
    Já que passei aqui vou aproveitar para comentar (sou nova por aqui) ainda não ouvi esse episódio. Quero assistir primeiro Como Nossos Pais sem ser influenciada. Fiz isso com Bingo, ouvi depois que assisti. Eu estou fazendo maratona de vcs! Faz pelo menos umas 2 semanas que ouço 2 episodio por dia (confesso que ouço tuuudo fora de ordem hahaha), trabalho muito longe (85km/trecho) e vocês tem deixado meu trajeto muito mais legal! Eu diria que o podcast de vocês é um POTE DE SORVETE Gourmet 🙂
    Meu olhar para filmes não é nem um pouco refinado (e nem sei se quero que seja, porque desse jeito eu gosto de quase tudo que assisto rsrs), mas eu gosto muito de ouvir a visão de vcs, de descobrir novos filmes e saber sobre os diretores, coisa que estou começando a prestar mais atenção!

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    1. Maravilha, Luciana. Seja bem-vinda ao podcast! Já aviso que os primeiros episódios são um pouquinho toscos, ok? Mas depois melhora rs.

      Não acho que exista isso de gosto mais/menos refinado. Cada espectador carrega consigo um conjunto de experiências pessoais/estéticas que forma o olhar para o cinema. Acredito que esse olhar pessoal vai mudando com o tempo. O que queremos é conversar para trocar impressões e refletir sobre cinema. Sinta-se convidada a comentar, sempre que quiser.

      Abraço!
      Tiago.

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  5. Olá Varandeiros!!!

    Comentários do episódio dessa semana:

    1- Atômica. Trama confusa e brega, com algumas cenas de ação bem dirigidas (o diretor faz mais que sua obrigação), pelo menos a Charlize Theron está razoável no papel.

    2- Vocês esqueceram de mencionar que o David Leitch é o diretor do Deadpool 2.

    3- Como Nosso Pais. Não suporto os filmes da Laís Bodanzky, todos eles se parecem com a novela Malhação ou com teatro de escola primária. São muito artificiais, pouco envolventes, extremamente didáticos e todos com atuações medíocres. Esse filme é mais um caso de toda a cinematografia dela. Nada está bom aqui. E aí fica a dúvida, por que o festival de gramado foi dar 6 prêmios para esse exercício de amadorismo?

    4- Não entendi, também, porque vocês não mencionaram o filme Gabriel e a Montanha do Fellipe Gamarano Barbosa, que ganhou alguns prêmios na semana da crítica de Cannes este ano. Vocês não acham que ele não tem chance para concorrer a vaga de candidato do Brasil ao Óscar? De todos os filmes selecionados, ele é o que tem maior visibilidade internacional e foi recentemente laçado no mercado francês.

    5- Nas suas recomendações Tiago, você falou da segunda temporada de Top of the Lake: China Girl. Entretanto, achei essa temporada bem mais fraca que a primeira. As resoluções que a Jane Campion e Gerard Lee encontraram no último episódio foram tão simplistas e fáceis e a trama não me agradou tanto quanto a da última temporada. Mesmo assim, ainda acho uma boa série. Embora com uma história irregular, ela continua sendo dura e critica a forma como as mulheres se diminuem e cobram delas uma atitude mais forte para que possam enfrentar o mundo masculino.

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    1. Olá, Vinicius

      1. De acordo. Não são muitos os diretores de ação que cumprem essa obrigação, daí o (creio eu) entusiasmo que se viu em torno de algumas cenas do filme.

      2. Verdade. Bem lembrado.

      3. Acho que você pegou pesado, mas, sinceramente, não tenho tantos argumentos para defender o cinema dela. De qualquer maneira, acredito que ele fique alguns degraus acima dessa estética-Malhação que você nota. Percebo uma vontade de cinema ali, de compor um discurso, de buscar interpretações mais espontâneas que a média etc. mesmo que com aquela assepsia toda que me incomoda. Estética Tok&Stok > Estética Malhação, digamos. Sobre Gramado… Eu precisaria ter visto os outros filmes da competição antes de opinar.

      4. Não vi o filme ainda. Não sei se os outros varandeiros viram, mas acredito que não. Bem lembrado, de qualquer maneira. Falarei sobre isso no próximo episódio.

      5. Gostei muito da primeira temporada de Top of the Lake, mas prefiro a segunda, e por motivos muito diferentes. Essa questão feminina apontada por você eu percebo muito mais acentuada na primeira temporada, ainda que a segunda também trate dos papéis sociais ocupados pelas mulheres. Nesse segunda me chama atenção a maneira como Campion e Lee desenvolvem nuances psicológicas de praticamente todos os personagens (o “vilão” é exemplar) e criam dinâmicas (a meu ver) muito ricas sobre relações familiares, especialmente mãe-filha, que pra mim é o grande tema da temporada. Não vi nada simplista no episódio final, pelo contrário (as relações seguem delicadas, mas por outro viés). No entanto, aí vai da interpretação de cada um. As duas temporadas são thrillers policiais que seguem as regras do gênero subvertendo o contexto e os perfis dos personagens. É isso o que me atrai principalmente nelas.

      Abraço
      Tiago.

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  6. Varandeiros, ainda estou com a cabeça devastada pelo final de Twin Peaks. Seja pela quantidade de informação para processar, seja pela sensação de perda que fica quando termina uma série que amamos. As teorias que circulam pela internet para explicar o final são a prova de que David Lynch nos brindou, acima de tudo, com uma grande experiência em artes visuais. Twin Peaks muitas vezes provoca a sensação que temos ao contemplar uma pintura. Quanto mais você mergulha nos detalhes, nas texturas, nas pinceladas, mais a leitura sobre a obra se expande.

    Tenho uma curiosidade sobre o processo criativo deste Retorno. Será que Lynch escreveu esta terceira temporada com a intenção de dar uma grandiosidade tardia ao Fire Walk With Me? Ele pegou várias pontas soltas do filme e deu a elas uma relevância tão grande que fica difícil imaginar que ele já tenha concebido todas essas ideias desde 1992. Falo especialmente sobre a tal Judy, que acabou sendo esclarecida apenas no final da temporada e com a necessidade de “ressuscitar” o personagem originalmente interpretado por David Bowie na forma de uma chaleira gigante (!!!). Mas tem outras coisas que podemos colocar na lista também. Não sei se Lynch ficou traumatizado com as vaias no Festival de Cannes, mas ele realmente dá a impressão de que procura uma revalidação de um filme que foi execrado quando saiu.

    Outra coisa que pensei, isso mais sobre o perfil do Lynch enquanto cineasta. Com essa safra de produções dele nos últimos 20 anos (Estrada Perdida, Cidade dos Sonhos, Inland Empire e o retorno de Twin Peaks), será que podemos classificá-lo como um grande diretor de ficção científica? As obras têm personagens com identidades alternativas, clones, duplos, a dualidade sonho/realidade, experimentos, buracos negros que levam para dimensões alternativas… E agora ainda pintou uma viagem no tempo + efeito borboleta! Se isso não for ficção científica pura e simples, não sei o que é! hehehehehe

    Um grande abraço e parabéns pelos podcasts, cada vez melhores!

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    1. Acredito que as referências de sci-fi estejam lá, sim. Vale sempre lembrar do tão esquecido ‘Duna’, aliás. O que noto é que o Lynch vai decantando essas referências pelo viés do surrealismo, como se elas estivessem integradas a esse mundo de sonhos/pesadelos que ele vai criando. O que é diferente de simplesmente inserir as tramas dentro de padrões de sci-fi que já conhecemos,

      Sobre ‘Fire Walk with Me’: o próprio Lynch avisou que o filme seria um ponto de partida interessante para quem estivesse interessado em assistir a nova temporada. Ele relê muita coisa que estava ali, às vezes de uma maneira radical mesmo… Vejo menos como uma tentativa de ‘dar grandiosidade tardia’ ao filme e mais um esforço de ir lá ao passado e transformá-lo, de criar uma ‘versão alternativa’ das memórias que estão registradas naquele filme.

      Uma grande experiência em artes visuais, sem dúvida.

      Abraço!

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  7. O Michel é o norte-coreano da varanda: detonou a atômica !! (risos)
    É maldade de vocês fazer ele passar por isso. Filme de porrada para fã de art-house é dose.
    Além dos figurinos de anos 80 estarem inconsistentes, as táticas de espionagem também estão… os espiões da época devem estar muito chateados ao serem tão mal representados. E não tinha uma espiã feia, é só espiã gata…
    Eu entrei no espírito do filme e curti muito. Mas, cada um com sua visão.

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  8. Varandeiros,

    Não vou me enxerir a pedir ingressos, não vai passar mesmo em Belém.

    Sobre o podcast de terror, finalmente pude ouvir com calma.

    Para mim, os filmes de Romero está tranquilamente entre os melhores…

    Tiago, posso sugerir uma pauta para vocês?

    Gostaria muito que vocês falassem do gênero Giallo… Que tal a trilogia dos animais do Argento? Confesso que ficaria feliz… converse aí com Chico, Michel e Cris.

    Abraços!

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  9. Oi de novo!
    Agora que ganhei meus ingressos (Obrigada!), voltei para comentar. Estava com tantas saudades de ouvir vocês por inteiro na semana em que falavam! Trabalho e mudança me impediram no último mês, mas estou de volta e já ouvi todos os episódios anteriores inteiros.
    Eu adorei os comentários sobre Twin Peaks e gostei muito da indicação de texto que o Michel, acho,fez. Excelente crítica, que me ajudou a ampliar a visão sobre o seriado.
    Vou citar o comentário da Luciana Cabral aqui também, pq me sinto como ela. Não tenho o olhar refinado como
    o de vocês, mas adoro acompanhar as avaliações e raciocínios feitos. E, como ela, também gosto bastante dos filmes da Laís Bodanzky, mas entendo perfeitamente os comentários de vocês. É uma visão clean destas vivências mesmo, mas é bom (para mim)

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  10. Depois de uma temporada de provas da faculdade eis que estou de volta aos comentários, já não estava me suportando. Sobre ‘Atômica’ tinha expectativas elevadas que desapareceram tal qual o relógio com a lista de agentes duplos. Que filme confuso! Coitada de minha amiga que se perdeu geograficamente e estava sem saber se as ações do filme se passavam em Berlim ou se pegou alguma ponte aérea para Moscou. Irei descobrir o que ela andou bebendo ou fumando. A respeito do figurino que gerou discussões a parte, mas parecia que estávamos na década de 90 do que 80, ou então a moda oitentista europeia já bizava um futuro bem próximo. Em nenhum momento do filme me senti no final dos anos 80, muito pelo contrário, diria até que estava nos anos 2000. De todo o filme, só me sobraram as cenas de ações que gostei muito e a cena dos guarda-chuvas que achei esteticamente admirável. Pulando para ‘Como Nossos Pais’ tive quase a certeza de que se tratava da biografia de minha irmã que se chama Rosa também e anos mais tarde tivera que ouvir da minha mãe em um dia de domingo que meu pai não era o pai dela. E pra não perder o contexto da história a minha irmã coitada tivera ainda que crescer sem entender o porque da tamanha preferência de minha mãe para com o meu irmão mais velho, algo que ela só viera a entender posteriormente ao saber desse segredo. Coincidências a parte, achei um filme bom ainda que com algumas irregularidades. Quando terminei de assisti-lo fiquei com a nítida sensação de que a diretora quisera dizer muito mais com o tema do filme do que com o próprio filme em si, como se ficasse claro para o espectador conhecer o tema sem o exame aprofundado ou detalhado que poderia ter sido explorado ou melhor desenvolvido dentro do próprio filme. Além disso, achei demasiadamente desnecessário ampliar o raio da narrativa e das discussões para outra localidade, nesse caso Brasília. A partir desse ponto, passei a desacreditar totalmente da história. E pra encerrar o comentário queria dizer que estou no mais puro êxtase. Primeiro por ter assistido ‘Akira’ no cinema, que animação impecável, meus olhos não conseguiam piscar em nenhum momento; e segundo por finalmente ter assistido ‘Nocturama’ no NetFlix graças a recomendação do Michel. Que filmaçoooooooo! Uma lástima esse filme tão primoroso não ter tido sua estreia no cinema, pelo menos aqui em Salvador City. No momento, a minha cabeça pirou e só consegue pensar nesses dois excelentes filmes. Abraços a todos.

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