Episódio 84: Corra, Baby, Corra

O destaque da semana é o badalado Baby Driver (30:52), no Brasil chamado Em Ritmo de Fuga. Um filme que mistura gêneros, com doses de comédia, action movie e referências a musicais. A arrancada do diretor britânico Edgar Wright aos Estados Unidos indica mudanças de estilo? E, afinal, quem é este cineasta cult (9:30) e quais as suas principais referências? Chico Fireman, Cris Lumi, Michel Simões e Tiago Faria dão opiniões bem divididas sobre um dos longas mais comentados da temporada.

Na segunda parte do programa, um papo sobre spoilers (54:52). Alguns lidam bem com as informações sobre tramas de filmes e séries. Outros morrem de ódio de quem espalha segredos das narrativas. Você já deixou de assistir um filme, ou série, por conta de algum spoiler?

E mais: Cantinho do Ouvinte, Varandeiro do Zodíaco sobre leoninos (1:25:00) e Recomendações (1:30:00), com uma pitada das novidades da Comic-Con. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes da edição)

Em Ritmo de Fuga | Baby Driver | Edgar Wright | 69

Gravado na segunda-feira, 24 de julho, na varanda do Michel.

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10 comentários sobre “Episódio 84: Corra, Baby, Corra

  1. Vou ser um representante dos fãs de Edgar Wright aqui nos comentários – espero que não o único. Eu estou dentro dessa faixa etária que foi mencionada como sendo influenciada pelos filmes dele. Também fui extremamente influenciado pelo Tarantino, mas as referências que são jogadas nos filmes de Edgar Wright fazem muito mais parte da minha formação. Meu primeiro filme dele foi Scott Pilgrim e eu lembro de ter ficado maluco com a linguagem de videogame, nem sabia que era de uma história em quadrinhos, até hoje é um dos meus preferidos. Concordo que o ponto mais forte dele é a comédia e que a ideia genial que ele usa pra basear algumas obras pode se esgotar rapidamente – pra mim foi o caso de The World’s End, o filme que eu acho mais fraco da carreira dele. Mas é justamente a reviravolta da ideia inicial de Hot Fuzz ou de Shaun of the Dead que me atrai tanto, os dois filmes se transformam a partir da mistura de gêneros e mantêm o ritmo junto com a comédia – Hot Fuzz é um exemplo de filme que eu chorei de rir principalmente pelo jeito que ele usa as influências ou colagens, a cena em que o Simon Pegg atira pro alto e emula o Keanu Reeves de Caçadores de Emoção é incrível.

    Senti falta só de alguma menção à participação dele como roteirista de Homem-Formiga, o que poderia ter sido a entrada dele no mainstream com tudo. Não sei se ele teria como dar uma cara diferente pro filme sofrendo todo o peso do estúdio e do “formato Marvel”, mas era algo que eu gostaria de ter visto.

    Enfim, parabéns pelo podcast e depois que eu conseguir assistir a Baby Driver volto a ouvir os comentários sobre o filme – sem spoilers até o momento, claro!

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    1. Maravilha de comentário, Gabriel. Também me diverti muito com ‘Hot Fuzz’. Acho que é um filme hilariante e senti um pouco a falta desse humor mais ácido, mais aberto no ‘Baby Driver’. Pra mim, é o grande talento do Wright (ainda que talvez ele não se dê conta disso, rs). Em ‘Scott Pilgrim’, ele levou ao ponto mais elevado a ideia de fazer um filme-game – nesse aspecto, acredito que ‘Baby Driver’ dê um passinho pra trás… De qualquer maneira, são todos bons filmes. Para colocar na planilha do Metavaranda, eles oscilariam entre notas 6 e 7.

      Realmente, esqueci de falar no caso do ‘Homem-Formiga’. Foi uma falha do episódio, reconheço… Obrigado por ter lembrado.

      Abraço!

      Curtido por 1 pessoa

  2. Bom dia, meninos!
    Hoje ouvi vocês bem cedinho e deu tempo de comentar.

    Assisti Baby Driver no sábado, gostei bastante e estou ouvindo a trilha sonora em loop desde então. Fiquei muito empolgado com a montagem do filme e entregou tudo o que eu esperava – menos o Simon Pegg – mas o que eu mais achei curioso foi o quanto as pessoas na sessão estavam dispostas a gostar do filme.
    Aparentemente toda a campanha que está sendo feita para o filme surtiu efeito, as pessoas querem muito gostar do filme. Assisti em um cinema de shopping, com um público que gargalhava mesmo quando não fazia sentido rir das cenas. Isso é novidade pra mim nas exibições dos filmes do Edgar Wright.

    Já sobre spoilers, eu detesto.
    Acompanho Game of Thrones e sou bastante ativo no twitter, então todo domingo é dia de passar raiva. Tem gente assistindo FILMAGEM DE TELEVISÃO pelo skype só pra não perder a exibição ao vivo, o que acho bizarro, já que a série tem um orçamento de milhões por episódio e as pessoas preferem acompanhar borrões pixelados do que estragar a historinha.
    Observo também uma histeria de gente que acha que tudo é spoiler. Essa semana acompanhei uma briga no twitter entre uma moça que comentava sobre os filhos da Cláudia Raia que estavam no Faustão e um cara que pensou que ela estava falando de personagens de Game of Thrones que ele não conhecia. Ri muito disso aliás.

    Beijo a todos e bom Dunkirk pra vocês!

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  3. Oi gente! Fazia um tempinho que não aparecia pra comentar, mas não significa que não esteja acompanhando os episódios.
    Spoilers é um assunto beeem delicado. Sou contra spoilers como vcs pontuaram: trailers, divulgação, rede social, etc.
    Mas ao mesmo tempo aprecio ver discussões completas de filmes, óbvio logo depois que vejo o filme. (Isso ainda seria considerado spoiler?). Acompanho alguns canais de fora que fazem duas análises dos filmes, uma sem spoiler (não deixando de ser rica, como vcs fazem) e dp de ver o filme vejo a outra com spoiler e com o alerta de. Pra mim esse conjunto é fantástico, pois muitas vezes me abrem os olhos para detalhes que não peguei ou que tive outra interpretação.
    Mas considerando a primeira vez que vou ver um filme, estou preferindo não saber nada antes de entrar na sala, tanto que pulei a análise de vcs sobre Baby Driver, e vou retomar no fds dp que sair da sala do cinema.
    Um beijo a todos

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    1. Também fico um pouco dividido em relação a esse assunto, Fernanda. Gosto muito de ouvir discussões sobre filmes depois de ter assistido a eles – nesses casos, pra mim não importa a quantidade de spoilers; acho até que eles ajudam a entender melhor os argumentos. Mas, antes da sessão, prefiro manter distância até da sinopse mais curta… Talvez seria interessante termos discussões com/sem spoilers, mas ainda não sei como levar essa ideia, na prática, ao podcast. De qualquer maneira, fica o desafio.

      Abraço!

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  4. O que eu tenho a dizer sobre ‘Baby Driver’: escrachadamente uma função cosseno. Aqueles 10 primeiros minutos de filme é de uma máxima amplitude de elevada frequência. Ufaaaaa! Que cena de ação maravilhosa. Depois, dispersei-me total da história. A curva foi caindo. Não me envolvi muito no drama do personagem principal, talvez pela falta de profundidade que foi dada. Também não gostei muito da interpretação do Ansel Elgort pra falar a verdade, ainda que ele seja carismático e fofo não me iludiu. Não gostei da colocação da trilha sonora, salvo alguns momentos, prefiro o trabalho de trilha desenvolvido em ‘Guardiões da Galáxia Vol. 1’, que sobremesa aquelas músicas. E também não gostei muito da atuação do Kevin Spacey. Não que o filme seja ruim, pelo contrário, é um filme bom. Mas ‘Baby Driver’ não conseguiu correr para a estrada do meu coração. Nota: Adorei a cena da criança dentro do carro, foi a única que eu ri, nem a cena das máscaras tirou tanta riso assim de mim. A respeito de spoilers: odeio você! Ainda que eu me esqueça de tudo quando estou assistindo e nem consigo me lembrar direito o que foi falado ou visto. De qualquer modo, tento não sofrer muito deste mal porque a qualquer ameaça eu simplesmente opto por não seguir adiante no texto ou na discussão. Já basta meu trauma de ter assistido ‘Os Outros’ com minha mãe e ela ter entregue que estava todo mundo morto nos 15 primeiros minutos de filme e ter ido dormir. Abraços!

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    1. “Já basta meu trauma de ter assistido ‘Os Outros’ com minha mãe e ela ter entregue que estava todo mundo morto nos 15 primeiros minutos de filme e ter ido dormir”

      Hahahaha. Depois dessa, eu fugiria de casa. Abraço!

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  5. Olá, varandeiros! Baby Driver é daqueles filmes que já nasceram embalados para a prateleira das obras pop cultuadas. Tenho certeza que nas próximas décadas, vai render camisetas, pôsteres, canecas e almofadas nas casas de muitos fãs. Mas, apesar de ter gostado bastante do filme, consegui ver alguns ~defeitinhos~ que o farão perder algumas posições na lista dos melhores do ano. Acho que os arcos dramáticos de alguns personagens ficaram um pouco mal resolvidos. A Debora, por exemplo. Não a vemos pensando em desistir do Baby mesmo quando ele dá motivos. Será que o amor dela se tornou tão incondicional tão rápido? Ou será que ela conseguiu compreender toda a complexidade da vida paralela do Baby sem eles terem conversado sobre isso? Também achei que o personagem do Jon Hamm termina o filme como uma mistura de Bane, do Batman, com algum vilão imortal de seriados japoneses, tipo os que são ressuscitados pelo Gyodai. Outro ponto que achei mal explorado foi a origem da dívida do Baby com o Frank Underwood, digo, Doc. Os flashbacks se concentraram no acidente e na relação dele com a mãe, mas fizeram com que a gênese do “capeta em forma de guri” ficasse soterrada na história.

    Mas nem isso faz com que Baby Driver deixe de ser um ótimo filme. A montagem é brilhante e a trilha sonora, incrível. Essa eu vou querer ter em casa. De preferência, em vinil.

    Um grande abraço a todos! E estou na expectativa pra ouvir o que vcs vão falar de Dunkirk.

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