Episódio 79: Varanda à Francesa

Qual é o cinema francês (11:03) que chega aos cinemas brasileiros? Na reta final do Festival Varilux, Chico Fireman, Cris Lumi, Michel Simões e Tiago Faria batem um papo sobre a presença francesa nas nossas salas, das produções autorais às mais comerciais. Em destaque, dois filmes que estão em exibição no ciclo: Frantz (19:16) é o novo trabalho do eclético diretor François Ozon. Já o cineasta Alain Guiraudie volta a causar incomodo com Na Vertical (34:48).

Os varandeiros também discutem Colossal (53:15), misto de indie americano e filme de monstro, com Anne Hathaway e direção do espanhol Nacho Vigalondo. E mais: Cantinho do Ouvinte, as sempre caprichadas Recomendações e uma geral no Olhar de Cinema (7:58), festival que cresce em Curitiba. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

Frantz | François Ozon | 58
Na Vertical | Rester Vertical | Alain Guiraudie | 68
Colossal | Nacho Vigalondo | 34

Gravado na segunda, 19 de junho, na varanda do Michel.

Anúncios

12 comentários sobre “Episódio 79: Varanda à Francesa

  1. Bom dia, varandeiros!
    Cheguei agora no podcast de vocês e ainda estou terminando meu bingelistening.
    Pulei metade do episódio de hoje, porque ainda não assisti Frantz e Na Vertical, e fui direto pra Colossal, que foi o único que assisti da lista.
    Tenho impressão que o Nacho Vigalondo é aquele tipo de diretor que funciona melhor sendo pobre. Crimes Temporais teve o orçamento de 23 reais e dá um banho em Colossal.
    Aliás, fica esse tema como sugestão: diretores que funcionam melhor sem dinheiro.
    Aronofsky está doido pra aparecer nessa lista.

    Beijo a todos 🙂

    Curtir

  2. Esperava mais de Frantz, gosto bastante do François Ozon mas sinto que este aqui está longe de estar entre seus melhores. Quanto a Na Vertical, achei o máximo, pena que não foi reconhecido como deveria fora de Cannes, ainda que Um Estranho no Lago (pra mim o melhor do Guiraudie) tenha tido uma recepção tão calorosa. Enfim, o Alain é um diretor que merece ser acompanhado daqui pra frente, e revisitado, é claro.

    Curtir

  3. Oi Queridos, tudo bom? Fiquei esperando vcs falarem da mostra do Bertrand Blier que está rolando em SP… que furo, heim? heheheh
    Tiago, não sei quem é sua fonte de cinefilos, mas ela está certa… a principio De Corpo e Alma não será lançado em cinema, nem Na Cama com Vitória e nem Uma agente muito louca. ou seja a teoria de vcs de que todos os filmes que passam no Varilux estreiam, já está furada :oP

    Beijos e achei um absurdo vcs não gostarem de Frantz #prontofalei ehehehhe o filme é maravilhoso, tem varias quebras de expectativas, acho o roteiro maravilhoso… alias, eu amo praticamente tudo o que o Ozon faz, e meus preferidos são Ricky, Swimming Pool e O Tempo que Resta.

    Curtir

  4. Como sempre esta edição está muito boa, parabéns! Me engano em afirmar que o cinema francês é a segunda força “geográfica” cinematográfica do Brasil, perdendo apenas para a quantidade de filmes dos EUA? Em caso positivo, qual é a razão de chegarem tantos filmes franceses por aqui? Um abraço!

    Curtir

    1. Acredito que sim, Jakson. A razão, como o Michel explicou, é em parte explicada pelo apoio do próprio governo francês na divulgação dos filmes. Por outro, temos várias distribuidoras pequenas de olho na produção francesa – a começar pela Imovision, cujo dono tem um cinema muito bem localizado em SP, o Reserva Cultural.

      Abraço!

      Curtir

  5. Varandeiros…

    Que inveja… Ano passado acompanhei o festival de perto, mas este ano fui obrigado a viajar exatamente na semana do Festival, o que inviabilizou minha ida aos filmes Somente assisti uma comédia até certo modo divertida, porém inegavelmente boba chamada Um Perfil para Dois.

    Como Belém não é São Paulo (tem em comum apenas no fato de ter um governo do estado e prefeitura tucanas), terei que aguardar a exibição dos filmes na TV fechada.

    Abraços!

    Curtir

  6. Como não amar esse episódio?! Fiquei tão feliz em ouvir meu comentário. Sua história ali bem na varanda, é maravilhoso! E fala pro Chico não ter medo de mim não. Quem sabe um dia eu não faça uma sessão de hipnose ou uma regressão com vocês para me curar desses medos?! Tiagão, obrigado por ter lido o meu comentário. Voltando ao tópico do episódio, estou com a @paulacferraz: como assim vocês não gostarem de ‘Frantz’? Tudo bem, não conheço nada do Ozon – esse é meu primeiro filme dele – e talvez minha ingenuidade pese um pouco nesta avaliação. Mas, o fato é que me deixei seduzir e muito pelo filme. Adorei o modo como a mentira assume um papel fundamental na história – sem exageros – e, também, a alternância de cores que concordo não ser puramente colocado por uma razão simples. Eu realmente acreditei que os instantes monocromáticas traduziam os momentos dos personagens onde haviam uma certa dubilidade, uma tristeza, um sofrimento ou agonia. E nos instantes em tecnicolor a tradução me parecia o inverso. O fato é que achei ‘Frantz’ uma delícia de ser assistido. ‘Na Vertical’ confesso que – a princípio – sai do cinema tentando entender porque não gostei tanto assim do filme?! Assim como Ozon também não conheço nada de Guiraudie. Adorei o modo como as ideias são contrapostas no filme. Como, por exemplo, a questão da sexualidade ser tão aceita quando se tem corpos no auge de sua juventude e ser tão ignorada ou depreciada quando se já tem uma idade bastante avançada. Me lembro que na sessão haviam pessoas rindo e ridicularizando, outras virando a cara e outras achando que era um exagero a cena do sexo com o homem mais velho. Assim como na cena do parto, outras pessoas do cinema também acharam um exagero, principalmente mulheres. Mas daí, comecei a me questionar. Como se sentir tão atacado e incomodado com um momento que proporciona a beleza que é o nascer de uma outra vida? Ou as pessoas preferem acreditar no conto da cegonha ainda. Por quê somos tão perversos com nós mesmos quando tratamos da sexualidade humana em todas as suas idades, principalmente nas idades mais avançadas? Por quê certas cenas ainda nos chocam quando deveriam ser normais? Por quê se sentir tão incomodado com o nu humano? Me desculpa o que vem a seguir, mas todo mundo tem pênis, vagina, ânus, seios e um corpo inteiro pulsando de desejos, em qualquer idade que fique bem claro. Isso é da natureza humana, e deveria ser compreendido com naturalidade. Porém, acontece o contrário, como se fosse algo vergonhoso, sujo, impuro. Enfim, o filme é muito bom, tudo é acertado, mas ainda estou com o sentimento de que poderia ter gostado mais. Já ‘Colossal’ depois de toda a crítica, vou deixar para ver em casa mesmo. Pra encerrar, meu Top 5 do Festival Varilux 2017 foi: ‘Frantz’, ‘Um Instante de Amor’, ‘Coração e Alma’, ‘Duas Garotas Românticas’ e ‘Amanhã’. Um abração.

    Curtir

    1. Muito legal o comentário, Vitor, e as observações sobre ‘Frantz’ e ‘Na Vertical’. Acho ‘Duas Garotas Românticas’ uma obra-prima, mas infelizmente não consegui revê-lo no cinema.

      Abraço!

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s