Episódio 68: Crise nas Infinitas Cópias

O grande lançamento da semana é A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (13:58). Os varandeiros Chico Fireman, Michel Simões e Tiago Faria discutem a adaptação do anime japonês, de visual futurista, e os aspectos filosóficas tão presentes na obra. E, de carona no filme, falam sobre a mania do cinema americano de fazer remakes de filmes estrangeiros (33:48). Precisamos de versões tão recentes de filmes de sucesso? O top 5 das versões americanas traz os nossas preferidas.

Na parte mais alternativa do podcast, o cinema do português João Pedro Rodrigues é destaque com a estreia de O Ornitólogo (1:06:57) no circuito nacional. Um western, um estudo do mito de Santo Antônio, um filme curioso e de muitas interpretações. Tem Cantinho do Ouvinte, é claro, e outra rodada bem recheada de recomendações, com participação especial de Cris Lumi. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell | Rupert Sanders | 51
O Ornitólogo | João Pedro Rodrigues | 70

Gravado na segunda-feira, 3 de abril, na varanda do Michel.

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10 comentários sobre “Episódio 68: Crise nas Infinitas Cópias

  1. Varandeiros,

    Essa semana só pulando o podcast, já que não vi aos filmes.

    Mas, pulei e ouvi sobre a tsunami de remakes.

    Sobre isto, devo dizer que senti falta de Vanily Sky entre os filmes comentados. Para mim, um remake desnecessário e sem o suspense do original Abra os Ojos de Alejandro Amenábar.

    Além disso, parece-me que o iraniano O apartamento, recém vencedor do Oscar de filme estrangeiro, também ganhará sua versão estadunidense – Mais um absurdo. Além dele, outro que ganhará uma versão é Creepy, do Kurosawa menor.

    Só falta quererem refilmar o belíssimo As invasões bárbaras… Aí morria.

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  2. Oi, pessoal. Desculpe, Chico, não quero ser chato, mas ‘O Comboio do Medo’ é do Friedkin, não do Peckinpah. É fácil de confundir porque o Peckinpah filmou ‘Comboio’. Aliás, tem uma história que o Friedkin encontrou o Clouzot em Paris e pediu desculpas pelo remake dele. Um remake muito curioso é o de ‘Funny Games’, ambos dirigidos pelo Haneke exatamente do mesmo jeito. Muito bizarro.

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    1. Sim, eu sei. Rolou na última Mostra. Fui ver também. Muita gente até considera melhor que o original porque o Friedkin optou por contar a história dos personagens principais antes do encontro deles na Venezuela. Para muitos, a primeira parte do filme do Clouzot é arrastada demais. Eu gosto do remake, mas ‘O Salário do Medo’ é um dos meus filmes preferidos. Aliás, também é um dos filmes preferidos do Friedkin. Sou um puta fã dessa geração francesa pré nouvelle vague (Henri-Georges Clouzot, Jacques Becker, Robert Bresson, Julien Duvivier) e, principalmente, do cara que seguiu essa tradição, um dos meus diretores Top 5 da vida: Jean-Pierre Melville.

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  3. Muito bacana a discussão sobre remakes de filmes estrangeiros. Concordo com muito do que você falaram, e quero acrescentar o seguinte: uma coisa é Toni Erdmann, filme alemão, que vai passar nos festivais, circuito de arte, e no Tele Cine Cult ou Cinemax. Outra coisa é Toni Erdmann, filme com Jack Nicholson, produzidor por estudio major americano, que vai ter comercial na TV, entrevista em talk-show, passar nos shoppings e multiplexes, e no Tele Cine Premium ou HBO. A exposição e divulgação é muito maior, e pessoas que nunca ouviram falar no original (o público médio ?) irão assistir a este filme de Jack Nicholson sem questionar muito.
    A mesma ideia vale para Ghost in the Shell, Vanilla Sky e tantos outros. O filme com Scarlett Johansson ou Tom Cruise atrai muito mais atenção, interesse e publicidade que uma animação japonesa ou um thriller espanhol. As vezes dá certo, as vezes dá muito errado. Se a refilmagem for bem feita, não tenho preconceito. Pode ser muito diferente, pegar outro caminho, ou ser muito semelhante, mas se tiver qualidade, acho válido.
    E quanto a rejeição de legenda para o público americano, acho um mito exagerado. Se tiver publicidade, grande lançamento (muitos locais de exibição) e ser bom, o público americano vai. Me parece ser desculpa para refilmar com elenco conhecido (além de ganhar mais dinheiro, claro).

    Abraços !

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    1. Bem observado, Eduardo. Eu discordo um pouco por acreditar que hoje em dia, ao contrário da época do lançamento de ‘Vanilla Sky’, por exemplo, as pessoas têm acesso muito fácil e rápido a todos os filmes que queiram ver. Quem queria ter visto ‘Toni Erdmann’, já viu. Acredito que o remake funcionará se mirar um público totalmente diferente, talvez muito mais afinado a fitas populares. Mas não sei se isso vai ocorrer. Será?

      Abs.

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  4. Olá Tiago, concordo com você. Mas meu comentário foi sobre as pessoas que acompanham cinema de forma mais superficial. Elas talvez até sabiam da existência de ‘Toni Erdmann’, mas não tinham interesse em assistir, por vários motivos (por ser europeu, sem atores conhecidos, pouca divulgação, etc.). Mas aí bastou colocar um Jack Nicholson, Tom Cruise ou Scarlett Johansson, automaticamente desperta o interesse. Tenho amigos e conhecidos que se encaixam neste perfil, que gostam de ver um filme, mas não necessariamente acompanham cinema. O remake irá mirar este público, mais afinado com filmes populares, como você mencionou. Como foi o caso de Ghost in the Shell, por exemplo.
    Abraços !

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  5. Varandeiros,

    Não tinha assistido, mas fui ao cinema em tempos de comentar e vi Ghost in the Shell.

    Confesso minha ignorância. Eu nunc vi o animê, mas me animei pelos comentários de vocês.

    Alguns apontamentos sobre o filme.

    1 – Achei o filme somente regular (talvez meu gosto por ficção ajude a ver o filme como regular, mas minha mulher acho ruim) com sérios problemas na divisão dos atos de roteiro, que resulta num movimento de distanciamento do drama da personagem principal (ela e ele tem dramas fantásticos que não conseguem transpor a tela).

    2) O design e as criações são magníficas. Tudo muito lindo. Tudo fascinante. Mas, tem determinada hora que isso para de impressionar e, como passamos a voltar nossos olhos para história, o filme vai vertiginosamente.

    3) Gostei de algumas soluções imagéticas para estabelecer o conflito da personagem (cena dela em mergulho junto a algas vivas), mas fica faltando algo.

    Bem… É isso! Apesar de achar o filme apenas regular, penso que vale uma ida ao cinema.

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