Episódio 64: Onde os Mutantes Não Têm Vez

Na Varanda, promessa é dívida: na edição da semana, recebemos o vencedor do Bolão do Oscar, Christopher Faust. Ele debate com Chico Fireman, Cris Lumi, Michel Simões e Tiago Faria a principal estreia da semana: Logan (14:06), o capítulo final da saga de Wolverine com Hugh Jackman.

Aproveitando que os mutantes estão em destaque, um papo sobre o universo X-Men (41:20) nos cinemas. O vencedor da edição mais recente Festival de Sundance, que está disponível no Netflix, Já Não Me Sinto Em Casa Nesse Mundo (1:12:50)fica ou despenca da Varanda? E mais: Cantinho do Ouvinte, e outra rodada de Recomendações recheada de opções. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

Logan | James Mangold | 72
Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo | I Don’t Feel at Home in This World Anymore | Macon Blair | 20

Gravado na segunda, 6 de março, na varanda do Michel.

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30 comentários sobre “Episódio 64: Onde os Mutantes Não Têm Vez

  1. Primeira vez comentando aqui… Quero parabenizá-los pelo excelente podcast. Comentários imparciais e sempre voltados para a qualidade dos filmes, além de ótimas indicações.
    Gostei muito de Logan, porém pra mim alguns pontos ficaram em aberto.
    -A X -23 filha de Logan – o filme não explica como pegaram o DNA do Logan para “produzir” a X-23. Não sei se perdi, ou se não prestei atenção, por isso se for uma falha minha, desconsiderem.

    -adoecimento e envelhecimento de Logan – Ele não é um mutante e por esse mesmo motivo é que ele é “imortal”. Entendo que o esqueleto dele foi “envenenado” e por isso ele está morrendo, porém isso foi muito pouco explicado no filme, eu que não acompanho muito os quadrinhos, mas que gosto muito dos filmes me senti meio perdida com relação a isso.

    O filme como um todo se baseia nas diferentes relações de pai-filho que podem ser identificadas com quase todos personagens(Professor Xavier com Logan e o mutante albino, X-23 com Logan, e até mesmo o responsável pelo laboratório com as crianças), achei isso muito interessante e bem colocado, no entanto achei que eles exageraram no “drama” em alguns momentos. Em certos pontos parecia que estava vendo qualquer outro filme do que um filme do Wolverine.
    Tirando isso achei o filme muito bom e indico para fãs de herois.
    Sigo vocês no Twitter e Facebook para sempre me manter atualizada, sou muito fã do trabalho de vocês! Continuem assim
    Beijos

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    1. “Em certos pontos parecia que estava vendo qualquer outro filme do que um filme do Wolverine”. Olha, Fernanda, concordo muito com essa sua opinião. Aliás, muito legal ler um comentário com prós e contras sobre o filme.

      Abraço e obrigado pelo comentário.

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  2. X men é minha franquia favorita de super herói, então assistir “Logan” foi uma experiência que não deu para dissociar do histórico de crescer com esses personagens. Mesmo quando sinto que o filme peca (naquele vídeo tosco do celular ou quando pesa a mão no drama da cena final), meio que desconsidero tudo e só quero abraçar esses dois senhorezinhos que conheço a 17 anos. Não é a toa que a relação do Logan e do Xavier foi a melhor coisa do filme para mim e, devo confessar, passei um pouco de vergonha chorando no cinema. Não me convenceu muito essa paternidade meio instantânea do Logan, mas sempre vimos um lado protetor dele com os mutantes jovens, como era o caso com a Vampira no primeiro filme, então tentei levar por esse lado. E ainda consigo ver a característica que mais me agrada nos X men: o contexto político (mais ou menos intenso ao longo da franquia, como vocês mesmo falaram), dessa vez mais leve na referência política no fato dos mutantes estarem tentando fugir para o Canadá em um futuro tão próximo quanto 2029, fazendo tanto referência aos americanos após a vitória do Trump, quanto à crise dos refugiados. Será que o Justin Trudeau já está trabalhando num programa de recepção para mutantes?

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    1. Obrigado pelo comentário, Ana! 🙂

      Imagino que, para quem tem essa relação afetuosa com os personagens, deva ser um filme emocionante mesmo. Eu, que não tenho, acabei lidando com o filme de uma maneira mais distanciada. Mas ok. Cada experiência é uma experiência.

      Abraço!

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  3. Oi varandeiros!!
    Gosto muito quando vocês divergem de opinião sobre os filmes, deixa a discussão bem mais rica e interessante. Eu gostei bastante do filme, principalmente porque nunca fui muito fã do Wolverine, e aqui o personagem me conquistou. Acho que tudo funciona bem, mas também concordo com o Tiago sobre a passagem da ambientação pra trama em si, inclusive também cochilei nessa parte do filme kkkk

    Não vi o filme de Sundance, mas achei interessante vocês falaram sobre tema e queria adicionar algumas informações… Ano passado, por exemplo, quem ganhou foi Birth of a Nation, filme que com certeza só teve importância pelo tema, já que é bem fraco. Mas em 2014, o vencedor foi Whiplash, que eu particularmente amo! E o Elijah Wood não faz Um cadáver para sobreviver, é o Harry Potter e o Paul Dano!!

    Queria deixar uma recomendação também… Talvez vocês ja tenham visto “L’attesa”, mas ta em cartaz aqui no Rio e foi uma grata surpresa pra mim. É o filme de estreia do italiano Piero Mesina e tem Juliette Binoche em mais um trabalho sensacional!

    Até semana que vem!!

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    1. Olha, admito que fiquei com sono também na revisão, João. Hahaha. A segunda parte do filme me parece bem mais frágil e previsível que a primeira.

      Sobre a confusão com o filme do cadáver: nós percebemos só depois, mas enfim. Ficou divertido. 🙂

      Abraço!

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  4. Eu não assisti as coisas comentadas (e nem sou mutio fã desses filmes de heróis) e fiquei boiando boa parte do poadcast, adorei a participação do Chris, mas o que me marcou no episódio é: após o final do episódio, o Tiago passou cabisbaixo pelo RH da Varanda com a carteira de trabalho?

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  5. O filme é bom, mas nem tanto, pena que demoraram 17 anos pra fazer um Wolverine bom!

    Quanto a HQda da qual teoricamenteo filme veio, NAO TEM NADA A VER COM O FILME

    Na HQ aparecem os filhos do Hulk, um Tyranossauro Venom, gavião arqueiro cego, esqueletos gigantes do Hank Pym e do Loki. O filme tem zero disso.

    Quanto mulher Maravilha que vocês falaram, já tem 3 trailers, uns 15 spots de tv, uns 4 teasers, fotos vazadas do set, fotos vazadas de brinquedos que mostram que o vilão é o deus da guerra Ares! Interpretado pelo Professor Lupin.

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  6. Fala Varandeiros! Este filme do Logan, para mim foi o melhor da franquia, seguido de X-Man 2. Antes de começar o comentário quero dizer que o Tiago deu uma Michelada na nota do Logan. Falando do filme, achei uma historia madura, sem medo de cortes com DNA do Wolverine. Curti!
    Alguns comentários deste episódio sobre as tramas de X-Man ser muito centrada no Prof.Xavier e Magneto, não como fugir, a historia é esta, é o Claudinho e o Bochecha. Ainda sobre a franquia X-man, o Apocalipse é disparado o pior filme da franquia.
    Mulher Maravilha, tinha muita expectativa, mas o último trailer decepcionou, parece ser uma historia sem conexão com nada.
    A Grande Muralha me lembrou os desfiles das grandes escolas de samba, tudo colorido e organizado, nota 10 para evolução. Mas o filme fraco.
    Abs varandeiros

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  7. Boa semana Varandeiros…

    Alguns apontamentos sobre Logan, a obra-prima do Chico… rs…rs…

    1) Vou pegar uma fala do grande Chico: “agora apareceu o verdadeiro Wolverine”. Particularmente eu vejo diferente do nobre varandeiro e, devo confessar, a busca por essa essência do verdadeiro personagem até incomoda-me, pois, ainda que possamos ter aproximações com o personagem do quadrinho, o Wolverine do cinema sempre será diferente, será um outro objeto. Logo, esse é um desejo meio sem propósito, ainda que eu entenda e respeite a posição do Chico e de outros.

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  8. 2) O que faz o filme ser muito bom, pelo menos no meu ponto de vista, é que a história é muito bem contada, não tendo atropelamento das situações para se chegar em cenas de ação desenfreadas. No entanto, a qualidade não se restringe a este aspecto, este ritmo “lento” faz com que você envolva-se com os personagens da trama, inclusive com a família que aparece no meio da história. Este construção dos personagens é um grande trunfo de Logan e faz com que o modo de endereçamento funcione perfeitamente (menos para o varandeiro dorminhoco… rs…rs…).

    3) É ou não um filme de super-herói? Pra mim é um filme de super-herói, já que, os elementos de filme de super-herói estão presentes Logan, por exemplo, a existência de um poder para além dos humanos normais. Todavia, o filme quer ser algo mais (e acho que consegue). Ele quer ser a história de um super-herói caído que encontra sua redenção ao salvar sua espécie. Dito isso, Logan é um filme de super-herói que se desenvolve como drama dentro do gênero faroeste (de certo modo a Marvel faz exatamente isso em seus filmes, no entanto, com excessos de piadas e com uma fórmula já cansada).

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  9. 4) Para finalizar um paralelo que achei interessante no filme. A utilização da revista em quadrinho para demarcar que cinema e quadrinhos são arte distintas, ainda que com aproximações possíveis. Colocar a HQ no filme é uma forma de dizer ao espectador que o super-herói da vida real é bem diferente daquele da revista. Como se o cinema fosse a arte do real.

    Abraços!

    Carlos Lira

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    1. O varandeiro dorminhoco não é capaz de opinar, nesse caso. Mas… Essa observação sua sobre a maneira como o filme vê o cinema (a “arte do real”? Tá certo…) talvez explique minha má vontade com o filme.

      Pedirei para o Chico responder o comentário também. Acho que a opinião dele se aproxima mais da sua.

      Abraço!

      Curtido por 1 pessoa

  10. Rapaz, entendo o que você quer dizer e concordo com você. Com certeza é outro objeto, é outro produto, é outro personagem porque é uma tradução de mídias. Lembro que falei disso em algum momento da conversa: não dá pra contar a história na cronologia original porque existem décadas de histórias. Isso serve para nuances e outros aspectos. Mas, fora isso, eu acho que eles chegaram muito perto dessa essência do Logan.

    Curtido por 1 pessoa

  11. Como registro histórico, o último filme de Eva Mendes não é O Lugar Onde Tudo Termina (2012), como foi dito no último podcast. Seu último filme, até o momento, é Rio Perdido (Lost River), de 2014. Coincidência (ou não), estréia na direção de Ryan Gosling.

    Abraço !

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  12. Não entendi o ódio por I Don’t Feel at Home in This World Anymore, não escutei um argumento bem construído contra o filme, ficaram mais tempo batendo na tecla de tentarem copiar os Coen (que eu concordo, o personagem do Elijah Wood é uma cópia mal feita dos personagens dos Coen) e o Tarantino (que eu discordo totalmente). Não acho o filme excelente, mas acho que vale a pena ser assistido.

    Sobre Logan, eu discordo completamente do participante que reclamou de não ser um “filme de super herói”, assim como O Cavaleiro das Trevas. O “gênero” de super heróis se limitar a filmes bobos e coloridos só serviria de base para o fato de muitas premiações e pessoas olharem com desdém para o “gênero”.

    Deixo uma pergunta: o que de Tarantino vocês viram no filme da Netflix?

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    1. Olá, Lou. Obrigado pelo comentário.

      Sobre as influências do cinema de Tarantino (que noto principalmente no clímax do filme), acho melhor dividir sua pergunta com os outros varandeiros no próximo Cantinho do Ouvinte. Ok?

      Já sobre ‘Logan’, acho que não transmiti corretamente minhas ideias sobre o filme. Eu não cobrava de ‘Logan’ uma aproximação de filmes de super-heróis ‘bobos e coloridos’, mas observava que, tal como ‘O Cavaleiro das Trevas’, ele parece querer se distanciar do cinema de fantasia para ganhar o aval de quem defende o realismo com sinônimo de um cinema sério e importante. Apenas isso. Na verdade, minha defesa é pelo cinema de fantasia. Geralmente morro de tédio com filmes ‘bobos e coloridos’ de super-heróis.

      Abraço.

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