Episódio 61: Como é Gostosa Minha Varanda

O cinema retrata o sexo de mil e uma maneiras. Quais foram as mais marcantes? E as mais chocantes e revolucionárias?

Embalados pela estreia de Cinquenta Tons Mais Escuros (18:48), os varandeiros Chico Fireman, Michel Simões, Cris Lumi e Tiago Faria debatem o filme e discutem o tema (42:20) em um top 5 sem censura. E, para apimentar ainda mais o papo, nosso convidado especial Ailton Monteiro, do blog Diário de um Cinéfilo, traz seus filmes favoritos sobre o assunto.

Um dos mais premiados filmes de 2016 e um dos favoritos os Oscar de Filme Estrangeiro, a comédia alemã Toni Erdmann (1:20:00) conquistou a varanda com sua mistura de humor e drama… bastante incomuns. E mais: Cantinho do Ouvinte, Boletim do Oscar e as recomendações da semana. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes comentados na edição)

Cinquenta Tons Mais Escuros | Fifty Shades Darker | James Foley | 35
Toni Erdmann | Maren Ade | 82

Gravado na segunda, 13 de fevereiro, na varanda do Michel.

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18 comentários sobre “Episódio 61: Como é Gostosa Minha Varanda

  1. Michel tentando ser sexy já me fez rir no princípio, ainda mais logo depois daquela música, que é tudo a ver. Já está bom, não preciso mais ver o filme (pq eu imagino que não seria muito melhor…). Vou aproveitar mesmo é a lista de vocês e adorei a participação do Aílton à distância.

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  2. A propósito do título do podcast, senti falta de filmes brasileiros. A gente tem um cinema riquíssimo em calor humano. Mas acho que o top five pode ter limado no final algum filme citado por algum de vocês individualmente. Ou não. :))

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  3. Sim, Ailton. Nós percebemos isso, mas pensamos: ‘A lista do Ailton vai resolver esse problema’, hahaha. Na minha lista, por exemplo, havia o ‘Dama do Lotação’. Acabou que, no top 5, não sobrou um único filme nacional. Acho que pode ser pretexto para um outro episódio mais específico sobre erotismo no cinema brasileiro.

    Abraço e obrigado pela participação!
    Tiago.

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    1. Sobre erotismo no cinema brasileiro, ia ter pano pra manga pra muito papo. O que tem de filme brasileiro foda (com foda) não tá no gibi. E isso não inclui apenas as produções da época da Boca do Lixo. Há produções recentes também que são maravilhosas nesse quesito, como é o caso de Na Carne e na Alma, de Alberto Salvá, pra citar apenas um.

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  4. Eu sou de uma geração onde o Mel foi muito icônico. Como cinema, “Coração Valente” foi um dos desbravadores, daqueles da fase cinéfila antes de a gente mergulhar em clássicos (da minha geração é difícil encontrar quem nunca considerou “Coração Valente” o filme da vida, foi uma abertura de porta para cinefilia). Com o tempo a gente descobre que não é tudo isso, até ele fazer “Apocalypto” e se redimir dos tropeços. Que filmaço. Assim ele se tornou um grande herói – do tipo de ator que a gente segue, ao ponto de até ver “O Troco” e achar uma obra-prima, pra com anos, descobrir que era um filme estupidamente banal. É uma espécie de herói que a gente seguiu e só foi ser destronado quando Nick Cage soltou aquelas cacetadas “A Rocha”, “A Outra Face” e “Con Air” em sequencia. Aí não teve pra ninguém.

    Se eu fosse o menino do “Boyhood” em todas as etapas teria o Mel ali, por isso o carinho. Como ele esteve fortemente presente da infância a juventude, a gente sente essa liberdade e intimidade de chamá-lo simplesmente de Mel. Na infância eu seria tipo a Anastasia dele.

    P.S. ótimo episódio.

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    1. Henrique/Anastasia, eu pagaria ingresso pra ver esse ‘Boyhood’ sangrento e pontuado pela influência de Mel Gibson na vida do protagonista.

      Belo comentário, já sério candidato ao Varanda Awards. Tentarei dar uma interpretação compenetrada a ele.

      Abraço.

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  5. Que post sexualmente delicioso. Amo! Michel, quase me masturbava com a sua introdução neste podcast, foi muito sexy e profundo. Jamais esquecerei. E como é isso? Vocês foram tão bonzinhos com “Cinquenta Tons Mais Escuros”?! A minha amiga me pediu desculpas por ter me arrastado para vê o filme, não que eu não fosse. E olha que ela é fã dos livros. Cris, concordo com você, não tinha tesão que resistisse aquela trilha sonora. E me diga, quem volta pra casa pra buscar alguma coisa quando se tem tudo??! Só pra ter aquela cena, não dá. Vou ficar devendo “Toni Erdmann” que ainda não estreou no circuito de arte daqui de Salvador, mas já tá na lista. Torço por mais post como estes, afinal sexo é bom e rende assunto. Adorei a participação do Ailton, sensacional!!!! Agora me responda: se a varanda é tão gostosa assim, quem já fez sexo nela? Gostaria de sugerir se possível um tema: “Filmes que vocês reconhecem como obra-prima, mas não tem empatia ou não gostam. Tudo é perfeito, da direção ao roteiro mas o filme não bateu…”

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    1. Não sei se foi com intenção metalinguística que você escreveu um comentário ‘safadinho’, mas, enfim, fez sentido (prefiro nem imaginar se alguém usa aquela varanda para outros fins que não os radiofônicos). Gostei da sugestão de tema.

      Abraço!

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  6. Amei o episódio 🙂 arrasaram!
    E queria pedir desculpas para o Thiago, rs. pq como uma hater de Toni Erdmann não sabia que vc ia ficar tão triste com as criticas dos filmes eheheheheh eu sei bem como é isso, e tal, então desculpa Thiago, não vou mais falar mal do seu filme favorito! rs

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  7. Fiquei muito ansioso para ouvir este episódio, após as chamadas nas redes sociais. Quando fui ouvir, fiquei bem confortável, peguei uns lenços de papel e… decepção. Esperava um episódio bem excitante, mas acabou sendo brochante. Para quem pensa tão fora da caixa, e apresenta filmes tão diferentes e controvertidos como vocês, o episódio me pareceu muito ‘papai-mamãe’. Talvez foi o medo de se expor diante de assunto polêmico, o que eu compreendo.
    Achei que pegaram muito leve com o “Cinquenta Tons Mais Escuros”, um filme que se vende sexy e transgressor, mas é xoxo, burocrático, medroso e mentiroso, traindo aquilo que ele vende e se propõe a ser. Não sou de criticar as notas dos outros, pois cada um tem seu gosto e critério, mas esse filme merece um 02 no máximo. Achei que faltou critério na nota (e foram tão severos com os filmes ‘daquele’ episódio).
    E o Top 5 foi muito mainstream, muito burocrático: Cronenberg, Almodóvar, Verhoeven, Buñuel. Sim, os filmes são ótimos, mas meio óbvios. Para vocês, que nos apresentam Sierra Nevada, Toni Enderman, A Assassina, Lav Diaz, Hong Sang-soo, Marco Bellocchio, esperava mais, esperava o que o Ailton apresentou. A lista dele foi show ! Transgressora, sexy, erótica, excitante, diferente.
    Quanto ao novo modelo do Top 5, ficou muito restritivo, não gostei. Agora com notas, médias, planilha, perfomance, benchmark. O cinema é emoção, subjetividade, criatividade. Antes vocês poderiam mencionar até 15 filmes (5 de cada um), mas como sempre tinha repetidos, isso não acontecia. No novo modelo, vocês vão falar só sobre 5. Veja no Top 5 do musicais do episódio de La La Land, nenhum filme com Fred Astaire, que absurdo ! E neste, sem nenhum filme brasileiro ! Se o objetivo do podcast é apresentar e falar sobre filmes, este novo modelo está restringindo. Se é para agilizar o tempo, que pelo menos mencionem as “menções honrosas”, ou os filmes que tiveram ‘pontuações’. Ficam como referências, e podemos ir atrás deles para saber mais.
    Mas fique tranquilo Tiago, não vá perder sua noite de sono por causa das minhas ‘cornetadas’ ! São apenas sugestões e ‘feed-backs’. Gosto muito deste podcast, que é diferenciado, e vou continuar ouvindo. Como vocês abrem o espaço para comentários, registrei os meus. O podcast é de vocês, que decidem da melhor maneira como fazer. Eu só tenho que agradecer pelo tempo que vocês dispendem neste trabalho tão bacana, compartilhando o conhecimento e a opinião de vocês, que para mim é muito importante.
    Não quis ofender ninguém. Admiro muito vocês, continuem o excelente trabalho !

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    1. Realmente, Helio, o top 5 conjunto acaba ressaltando os filmes mais conhecidos/consagrados e limando os obscuros, admirados apenas por um ou outro varandeiro. Vamos tentar resolver esse problema nas próximas edições (talvez com uma lista de menções honrosas, como você sugeriu).

      Abraço
      Tiago.

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  8. Olá, pessoal!

    Para mim, esse podcast foi orgástico em dois momentos:
    1) imaginar o Chico cantando no chuveiro;
    2) A LISTA do Ailton.

    No mais, senti falta de diretoras mulheres nessa lista! Como, recentemente, tenho dedicado uma parte do meu tempo pesquisando filmes dirigidos por mulheres, que tratam do sexo e da sexualidade, vou postar meu TOP 5 com esse recorte. Ok?

    5) Romance (1999), de Catherine Breillat
    4) Sonho de Valsa (1987), de Ana Carolina
    3) O Porteiro da Noite (1974), de Liliana Cavani
    2) Baise-moi (2000), de Virginie Despentes
    1) The Other Side of the Underneath (1972) de Jane Arden

    Confesso que é um TOP 5 que prioriza mais o tema, no tocante da sexualidade feminina, que a forma cinematográfica. Mas, considero filmes importantes para se pensar o sexo no cinema, quando manejado por uma realizadora mulher.

    Um forte abraço!

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