Episódio 58: Procura-se Amy

Onde está Amy Adams? E Martin Scorsese? Entre esnobadas e surpresas, o Oscar (10:35) revelou a lista de indicados às estatuetas douradas na manhã de terça (24) e, na nossa varanda, este é o tema principal (e inevitável) da semana. Além de discutir o favoritismo de La La Land em tempos de reação ao Oscars so White, Chico Fireman, Michel Simões, Tiago Faria e Cris Lumi analisam as principais categorias da premiação e apontam as tendências para a festa que, todo ano, acaba dividindo opiniões.

E mais: um papo sobre um dos maiores concorrentes da premiação, o drama Manchester à Beira-Mar (1:11:54), uma das grandes estreias da semana no Brasil. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas de filmes comentados na edição)

Manchester à Beira-Mar | Manchester by the Sea | Kenneth Lonergan | 79

Gravado na terça, 24 de janeiro, na varanda do Michel.

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20 comentários sobre “Episódio 58: Procura-se Amy

  1. Prezados varandeiros, ainda não vi o episódio da semana, mas gostaria de tecer alguns comentários sobre os dois episódios anteriores.
    A discussão sobre o premiado “Eu, Daniel Blake” foi tão boa que tive vontade de participar. Achei o filme bem razoável. Não se faz bom cinema só com boas intenções. Há pelo menos umas três cenas bem apelativas, feitas para arrancar lágrimas dos espectadores. Acho digno e oportuno, mas fraco como cinema.
    De “La La Land” gostei um pouco mais, mas também acho superestimado. O filme é bem dirigido e o roteiro, apesar de alguns pontos fracos, é bom. Achei as canções apenas ok; nenhuma me pareceu memorável. Aquele final, contudo, é bem bonito. Para mim, é o favorito ao Oscar.
    Por fim, gostaria de aconselhar os ouvintes que acham o podcast superficial a ler publicações como a ótima revista Cinética; lá encontrarão rigor crítico, sisudez e profundidade.
    Abraços.

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  2. Está rolando uma teoria de que os votos para Amy Adams teriam se dividido entre suas performances em “A Chegada” e “Animais Noturnos”. Será que é por isso que ela ficou de fora?

    O Chico resumiu de forma muito boa a idéia de que o filme com mais indicações nem sempre deve ser considerado o melhor. Se fosse assim, as produções de época sempre seriam favoritas, pois invariavelmente têm garantidas as indicações em direção de arte e figurino.

    Jeff Bridges está muito bem em “A Qualquer Custo”, mas meio que repete um tipo que todo mundo já conhece, né? Assim como vocês, preferia a indicação do Ben Foster pelo mesmo filme.

    Não seria melhor terem indicado Joel Edgerton por “Loving” no lugar de Viggo Mortensen? “Capitão Fantástico”, na minha opinião, é um filme mais de elenco e a performance de Viggo não tem tanto destaque.

    Thiago, “La La Land” não só estreou no Festival de Veneza, como Emma Stone levou o prêmio de melhor atriz! Acho que foi aí que começou seu possível favoritismo. No domingo, o SAG Awards pode dar uma definida nos rumos dessa categoria ou confundir tudo de vez; já pensou se Amy Adams ganha?

    Desde 2009, o Oscar sempre tem como indicadas ou Meryl Streep ou Jennifer Lawrence (em 2014 as duas foram lembradas!). Elas estão no piloto automático da Academia! kkkkk Eles as indicam por qualquer filme minimamente razoável que façam.

    O podcast está muito bom. Parabéns pelo trabalho de vocês!

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  3. Varandeiros,

    Estava curtindo o podcast indo ao trabalho e acabei me distraindo e perdi o ponto do ônibus… Com episódios tão legais fica difícil a vida! hahaha

    sobre La La Land: inegável a qualidade técnica. Não sou fã de musicais mas me impressionei e me diverti assim mesmo. De toda forma, acho que o filme perde pontos por ser tão análogo aos filmes clássicos. Ele pra mim acaba sendo uma grande coleção de cenas dos filmes do passado, muito bem encadeadas, mas o que não o torna um filme de músical, mas quase um filme sobre muscais, como um “O Artista” em relação ao filme mudo ou até um Stranger Things pros filmes 80′.

    Pra mim esse é o motivo da perda de folego que o filme vem apresentando com o tempo. E não acho nada bobo a discussão sobre o “enbranquecimento” do jazz. Todos os negros do filme são músicos que mal vemos o rosto, ou é o John Legend que atua como um detrator do “verdadeiro” jazz, e lá vai o brancão salvar. Essa salvação precisava de um ar mais coletivo pra pegar, não ser uma atitude individual de um Ryan Gosling da vida (que alias pra mim nem merecia indicação… apenas ok). Me incomodou sim. Mas apesar disso gostei do filme enquanto experiência, mas nunca enquanto melhor filme da história como tem sido vendido por alguns.

    Manchester por outro lado sim é um filme arrebatador, belo, duro, sensível, nuançado, tudo isso e mais um pouco. A cena da Michele Williams pra mim é sim digna de Oscar! Enfim, vocês resumiram tudo muito bem no episódio.

    Fiquei triste pela Amy Adams. Acho ela melhor no A Chegada que a Emma Stone e seu LA LA LA… mas enfim.

    E sejam livres, leves, soltos, cantem, dancem e deem a nota que quiserem mesmo! abraços.

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  4. Oi, varandeiros!!

    Podcast sensacional como sempre! Fiquei surpreso com a não indicação da Amy, acho que ela é uma das melhores e mais esforçadas atrizes em atuação hoje em dia, e já passou da hora de ser reconhecida. (Nunca vou engolir ela ter perdido pra Anne Hathaway depois do trabalho absurdo em O Mestre), e, além disso, A Chegada não seria nada sem ela. Quanto as premiações, acho que a saída mais provável é dividir os prêmios de Filme e Direção como vem acontecendo, e eu acho que nesse caso, teríamos La La Land e Barry Jenkins premiados.

    Quanto a Manchester à beira mar, que filmaço! Eu amei La La Land, mas Manchester é um filme superior em diversos aspectos, mas principalmente em conteúdo. É um filme lindo e muito bem montado (essa esnobada do Óscar me incomodou), a estrutura dos flashbacks me agrada bastante! E uma das coisas que mais me agrada no filme é o personagem do Lucas Hedges. Tenho 20 anos e acho difícil ver personagens dessa idade tão bem representados no cinema, principalmente norte-americano. Compartilho com o Chico a ideia de que o personagem já estava “preparado” pra aquele momento, e inclusive, vejo no personagem uma calma de quem aproveitou muito a relação com aquele pai, ele consegue lidar muito bem com essa perda, o que contrapõe diretamente com a forma como o personagem do Casey lida com a sua. Enfim, filme lindo!

    Até semana que vem!
    Abs

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    1. Também acho que a Amy devia ter ganho por ‘O Mestre’, um filme de que gosto muito. E sinto exatamente isso aí que você comentou sobre o personagem do Hedges: é um contraponto à maneira como o personagem do Casey encara o luto.

      Abraço!

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  5. Olá varandeiros, ótimo programa mais uma vez. Será que com a estreia do novo Resident Evil não seria uma boa um podcast sobre cinema vulgar semana que vem? Bom, fica minha sugestão e continuem com esses programas com mais de 90 minutos ou mais por favor!

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  6. Oscar:
    Grandes Esnobadas:
    – Chico Fireman, em ‘Curta de Animação’
    – Cris Lumi, em ‘Som’ e ‘Edição de Som’

    Grande Surpresa:
    – Michel Simões deu nota 7 ! (é o sinal do fim do tempos… os anjos do apocalipse estão afiando as trombetas)

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  7. Olá Varandeiros!!!

    A pessoa mais polêmica desse blog voltou e, já que estamos em temporada de premiações venho aqui discutir os esnobados e as surpresas dos indicados ao Óscar.

    Pois bem, vamos por categorias.

    Na categoria de melhor filme achei estranho não terem indicado ‘Loving’ e ‘Animais Noturnos’ e até mesmo ‘Jackie’. Esses filmes estavam até bem cotados.
    Na categoria de direção, no lugar do Mel Gibson, pensei que entraria o o escocês David Mackenzie por ‘A Qualquer Custo’.
    Na categoria de melhor ator pensei que entraria o Joel Edgerton por ‘Loving’, afinal ele é parceiro de cena da indicada Ruth Negga. Fiquei surpreso com a entrada do Viggo Mortensen.
    Na categoria de melhor atriz, além da grande esnobada da Amy Adams por ‘Arrival’, esperava também a indicação da Annette Bening por 20th Century Women. Já que ela é uma grande atriz de Hollywood. Fiquei surpreso e também não com a indicação da Meryl Streep, mesmo sabendo que ela interpretando uma impressora receberia alguma indicação.
    Na categoria de melhor ator coadjuvante esperava a indicação do Ben Foster por ‘A Qualquer Custo’ e fiquei surpreso com a indicação do Dev Patel. O papel dele é de ator principal!!!
    Na categoria do melhor atriz coadjuvante esperava a indicação da Greta Gerwig de 20th Century Women e achei automática a indicação da Octavia Spencer e da Nicole Kidman, que não estão lá grandes coisas nos seus respectivos filmes.
    Na categoria de roteiro adaptado esperava a indicação de Tom Ford por ‘Animais Noturnos’.
    Na categoria de fotografia esperava a indicação de Stéphane Fontaine por Jackie, entretanto todos os indicados foram os mesmos do prêmio do sindicato dos fotógrafos.
    Na categoria de documentário esperava a indicação Cameraperson e Weiner. Mas não me surpreendi com as indicações de Life, Animated ou Fogo no Mar.
    Na categoria de melhor filme estrangeiro, desde o shortlist divulgado em dezembro pela academia, estranhei grande parte dos filmes anunciados e para mim essa categoria é uma grande indefinição e surpresa do Óscar.

    Essas foram as minhas surpresas e esnobadas mais visíveis.

    Um grande abraço!!!

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    1. Olá, Vinicius!

      ‘Loving’ e ‘Animais Noturnos’ estavam no escanteio do Oscar, não? Eu teria ficado surpreso se eles tivessem sido indicados, ainda que ‘Loving’ tenha ganho força com a indicação da Negga. Para ‘Animais’, a indicação de coadjuvante está de bom tamanho. Sobre ‘Jackie’, o que dizem é que o filme está longe de ser uma cinebiografia convencional e, por isso, está dividindo os integrantes da Academia (ouvi comparações com ‘Jobs’, por exemplo).

      Joel Edgerton está excelente em ‘Loving’, concordo com você. Ele teria meu voto no Oscar.

      Ansioso pelo filme em que a Meryl Streep interpretará uma impressora. Aposto que será uma atuação incrível.

      Abraço!
      Tiago

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