Episódio 57: Canta, Dança, sem Parar!

A temporada dos musicais está de volta? Campeão absoluto no Globo de Ouro e favorito ao Oscar, La La Land – Cantando Estações (21:47) é o tema do episódio da semana. Chico Fireman, Michel Simões, Tiago Faria e Cris Lumi batem um papo sobre o tão comentado (e, entre cinéfilos brasileiros, polêmico) filme de Damien Chazelle. A homenagem a clássicos de Hollywood traz novidades? E a história de amor narrada pelo cineasta, convence?

No embalo da estreia, os varandeiros elegem os cinco melhores musicais de todos os tempos (53:25). E mais: o terror iraniano À Sombra do Medo (1:22:19), disponível na Netflix, Cantinho do Ouvinte e Boletim do Oscar. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas para os novos filmes da semana):

La La Land – Cantando Estações | La La Land | Damien Chazelle | 74
À Sombra do Medo | Under the Shadow | Babak Anvari | 57

Gravado na segunda-feira, 16 de janeiro, na varanda do Michel.

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17 comentários sobre “Episódio 57: Canta, Dança, sem Parar!

  1. Não vi La La Land ainda. E nem ouvi o podcast inteiro. Mas já estou encantada com o início. Que lindo vocês cantando rs.
    No mais, pela nota, La La Land é realmente imperdível.

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  2. E ai, varandeiros!!

    Primeiro queria agradecer pela resposta!
    E sobre La La Land… Achei um filme mt especial! Eu sou fã de Whiplash e, como disse William Friedkin em uma entrevista ao IndieWire ano passado, acho que Chazelle é um dos nomes do futuro do cinema norte-americano. (Friedkin, na verdade, acha que ele é O nome). Acho que o filme traz um frescor de quem ama cinema e parece querer fazer algo a mais por essa arte, e vejo nisso o grande trunfo dos filmes dele. Até concordo que o roteiro talvez tenha uma certa ingenuidade ou falta de profundidade em alguns momentos, mas a fantasia é tão bem conduzida,… Assim como em Whiplash, eu entro na atmosfera do filme e só consigo sair quando ele acaba! Ainda mais com Ryan e Emma, que são um casal de atores que eu adoro!
    Enfim, um filmaço!

    Abs e até semana que vem!!

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  3. Já há algum tempo venho acompanhando vocês, mas nunca comentei. Curti demais a ideia do Varanda Awards! Extrapolaram o conceito de listas!

    Quanto ao episódio da semana, confesso que tenho meus problemas com musicais, seja no cinema ou no teatro. Uma exceção digna foi All That Jazz, do Bob Fosse. Talvez por preterir o “la la la” em prol da construção dramática. Mas, por causa de vocês, e do diretor, vou dar uma chance a esse La La Land. Ao menos minha mãe vai curtir…

    PS. Está rolando um evento online e gratuito, My French Film Festival, que acredito valer uma olhada, quiçá uns comentários aqui no cast. Assisti uma pepita chamada Les Ogres, algo entre “O Palhaço” e “Tatuagem”, e recomendo muitíssimo.

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  4. Olá Varandeiros,

    Obrigado por dedicar uma atenção ao meu comentário nesta edição, entretanto ainda reitero que as notas dadas são consideravelmente arbitrárias e ás vezes até hipócritas. Por exemplo: todos vocês elogiaram ( e muito) La la land e o seu diretor, mas na hora de darem as notas, os elogios não refletiam com a pontuação dada. Desse jeito, fica difícil saber se o filme foi considerado bom ou ruim. Não tem um parâmetro. Na verdade, a impressão que fica é que tudo fica ali na média, oscilando de 45 pontos á 65 pontos. Como se tudo fosse idêntico. Reparem nas últimas notas como isso é recorrente.
    Mesmo assim, continuo apreciando o trabalho de vocês.
    Um abraço!

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    1. Oi, Vinicius. Obrigado pela comentário.

      No meu parâmetro, as notas funcionam da seguinte maneira (acredito que seja parecido com os parâmetros do Michel e do Chico):

      – 9-10: Excelente
      – 7-8: Muito bom
      – 6: Bom
      – 4-5: Regular
      – 0-4: Ruim

      Pra mim, ‘La La Land’ é um bom filme. ‘Canções de Amor’ é um filme muito bom. E ‘Cantando na Chuva’ é um filme excelente. Um bom filme tem acertos e erros. Acredito ter apontado o que considero ter visto de bom e de fraco no ‘La La Land’. Se você se ouviu os elogios ao filme, talvez tenha perdido os momentos em que eu e o Michel criticamos vários aspectos dele.

      Mas, resumindo tudo: apesar de usarmos notas, cinema não é ciência exata.

      Abraço.

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    2. Vinícius, acho que você está supervalorizando as notas que se dá para os filmes. Embora a tabela que o Tiago colocou aí reflita mais ou menos o que ele, eu e o Michel pensamos, a maneira que cada um encontra para atribuir notas aos filmes é extremamente subjetiva. Eu tenho um grande marco na minha cabeça: nota 6 (ou três estrelas) é para filmes bons. E quando eu classifico um filme de bom é aquele “bom” de encher a boca. Por exemplo, “Sing Street” é um filme que eu acho realmente bom. Ele ganharia uma nota 6 minha. No máximo, um 6,5. E ele continua sendo um filme que me satisfaz muito e, caso eu falasse sobre ele no podcast, teria praticamente só elogios. Para mim, para um filme novo ser reconhecido como uma obra-prima, é preciso que a História entre em ação. Acho que hoje se dá nota dez com muita facilidade. Banaliza-se demais a nota alta, na minha opinião, e não tenho interesse em corroborar isso. Para mim, o tempo precisa dizer se aquele filme realmente foi importante ou não. Mas isso é uma opinião minha. O Michel ou o Tiago ou qualquer ouvinte do Cinema na Varanda podem achar outra coisa. Não existe fórmula. Então, cobrar uma regra nisso, principalmente quando se trata de uma média de três (ou quatro) notas onde cada um usa seu critério, fica um pouco ingênuo.

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      1. Obrigado Chico e Tiago pela resposta, eu concordo em partes com seus comentários. Concordo que o cinema por ser uma arte não é um ciência exata e que é quase impossível quantificar os acertos e erros de um filme, mas discordo que há uma supervalorização das notas que se dá aos filmes, na minha opinião acho que se dá notas baixas com muita facilidade. É mais fácil apontar e admitir os erros cometidos durante o filme e penalizar essas escolhas artísticas do que reconhecer seus méritos. Nunca cobrei uma regra de pontuação, na verdade o que eu disse é que as notas se homogeneizaram durante um tempo e que segundo vocês os filmes oscilam, geralmente, entre o bom e o regular.
        Outro ponto que eu discordo é o fato de que só a história é a responsável para apontar obras primas do cinema ou que só o tempo dirá se o filme foi uma obra prima ou não. Esse tipo de pensamento saudosista considera que só filmes do passado podem ser considerados como excelentes, o que se produz, agora, no presente, sempre estará abaixo do esperado. Devemos nos preocupar com o momento que nós vivemos e parar de criar expectativas ou amores pelo passado. É evidente que existem filmes icônicos e históricos, mesmo assim isso não invalida o trabalho feito por produções recentes.

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  5. Olá amigos!

    Adorei o papo sobre musicais, e gostei muito do novo formato do top 5, acho que ficou bem mais enxuto e dinâmico. Um dos meus preferidos é A Pequena Loja dos Horrores (1986), que além de ser uma grande homenagem ao gênero, mostra que com criatividade qualquer assunto pode virar um bom musical, até mesmo um filme do Roger Corman filmado em 3 dias.

    Abraços!

    Curtido por 1 pessoa

  6. Sob o meu ponto de vista…

    La la land é um bom filme. Ótimo para ir no cinema e ver algo despretencioso, porem tecnicamente belo. Mas, se for com o espírito para ver o filme como homenagem (quase cópia) dos musicais clássicos como Guarda-chuvas do amor.

    Dito isso, incomoda-me ver que La la land em nenhum momento busca subverter o gênero com que está trabalhando, pelo contrário, ele reforça o estigma de que modelo bom é o modelo antigo.

    Isto pode ser visto no filme no quando olhamos para como o jazz é trabalhado ao longo da película.

    Ele é a metáfora sobre o musical como cinema de qualidade. E somente serve para reforçar que não há necessidade de subverter o gênero, pois não há por que criar algo novo, se o bom é o modelo antigo.

    Apesar disso, gostei muito do filme, mas não deixei de ver essas coisas.

    Daria 6 pra ele.

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    1. Boa observação. Realmente, o filme deixa essa impressão de que o modelo antigo é o bastante. Mas acho que ele subverte ao optar por mesclar vários modelos e ao tentar combiná-los e ‘rearrumá-los’ em um olhar pessoal para os musicais.

      Abraço!

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