Episódio 52: Sobre Cowboys e Pilotos

Clint Easwtood (50:39) está de volta com mais um filme sobre heróis nada perfeitos, de carne e osso, às voltas com circunstâncias extraordinárias: na semana de estreia de Sully (32:40), Chico Fireman, Michel Simões, Tiago Faria e Cris Lumi batem um papo sobre a trajetória do cineasta e elegem os seus favoritos. Dramas como Sobre Meninos e Lobos, Os Imperdoáveis, Sniper Americano e As Pontes de Madison entram na conversa.

No Boletim do Oscar (12:25), os longas mais cotados na corrida por estatuetas. E mais: as listas estrangeiras (23:35) dos melhores filmes de 2016, Cantinho do Ouvinte e recomendações. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas dos filmes da edição):

Sully – O Herói do Rio Hudson | Sully | Clint Eastwood | 60

Gravado no domingo, 11 de dezembro, na varanda do Michel.

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8 comentários sobre “Episódio 52: Sobre Cowboys e Pilotos

  1. Meu primeiro filme do Clint no cinema foi ‘O Destemido Senhor da Guerra’. Aliás, uma lembrança agridoce, porque fui com meu pai, e ‘Os Imperdoáveis’ foi o último filme que vi com ele no cinema. Meu pai morreu muito cedo, com 45. Eu tinha 16. Nem sei se ‘Os Imperdoáveis’ é realmente o melhor filme do Clint, mas pra mim foi, porque a ligação emocional que eu tenho com esse filme é muito forte.

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    1. Coincidência, Rafael: vi ‘Os Imperdoáveis’ com o meu padrasto e foi uma sessão forte também por causa disso. Ele não esperava nada do filme e saiu gostando muito (contextualizando: meu padrasto era um espectador mais ranzinza que o Michel e dizia que o cinema havia morrido com o fim dos anos 70). Abs! Tiago

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  2. Eu não sou mais o ouvinte nº1, pois virei hors concours.

    Não perdi um episódio desde o lançamento ouvindo de ponta a ponta.

    Nas últimas semanas teve um dos episódios que menos funcionou pra mim, que foi o que saiu na terça seguinte ao acidente da Chapecoense, que fez o TOP do De Palma e bateram em todo mundo. O clima tava ruim e o episódio veio amargo, se não tivesse tido o acidente, o episódio poderia – no momento – ter funcionado melhor.

    Depois no episódio da menina da distribuidora, foi bom demais. Só tive que parar de ouvir em determinado momento, pois escuto enquanto trabalho, e eu tava chorando de rir – tava ficando uma situação complicada na agência, mas retomei a posturei e continuei, dei as risadas, mas de forma mais contida. Episódio para se ouvir de novo.

    Sobre o de hoje, vamos pauta a pauta:

    Oscar: eu acho que Silence ainda é um enigma nas premiações, pois com a precocidade de soltar as premiações,pouca gente tinha visto. Agora que acabou o embargo, começaram a sair as primeiras críticas, e acho que ele pode surpreender no Oscar em indicações (aposto que com La La Land, vai ser o filme com mais indicações);- mas para se premiado, acho que os sindicatos que darão a temperatura (que é a indústria), e não tantos os críticos – parece que a própria estratégia do filme foi de chegar em alta (fresco) nos sindicatos para ter residual de lembrança no Oscar. Já na parte de animação, eu acho que vocês subestimam um pouco Zootopia (gosto muito do filme), pois eu acho que ele tem o tripé para ganhar o Oscar: 1) bem recebido pela crítica; 2) sucesso estrondoso de bilheteria; 3) possui camadas/passagens que as crianças não entendem, mas que funcionam muito bem para adultos (todos os comentários sociais que o filme faz).

    Por enquanto é isso. Sully eu assisti e gostei muito. Criem um número de whassap para o Cinema na Varanda, para mandar uma mensagem de áudio, senão vou acabar escrevendo um livro aqui.

    Abraços,
    Henrique

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    1. Como sempre, Henrique, One Comment To Rule Them All. Muito bom.

      Concordo com a observação sobre a nossa falta de timing no episódio do De Palma. Realmente, foi acidez demais pra um dia em que todo mundo estava comovido, com razão, com a tragédia da Chapecoense. O clima tava ruim, o tom ficou pesado, os filmes e os cineastas em discussão não nos ajudaram… Foi um episódio traumático.

      Sobre Silence: percebo que a crítica está um pouco dividida em relação ao filme, mas Scrosese e Eastwood são nomes fortes demais para serem ignorados pela Academia. Acho que eles aparecem, sim. E também aposto em ‘Zootopia’ exatamente por causa desses pontos que você descreveu.

      Nada de número de zap-zap por enquanto. Isso é coisa do demônio.

      Abs!
      Tiago

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  3. Agora que fui ai, dá mais vontade ainda de conversar com vcs … então vão aqui meus pontos, e perguntas.

    – Pergunta para o nosso especialista em Oscar. O que será que vai mudar com a inclusão de novos membros na academia? Será que vai ser tão fácil de ler os vencedores agora que teve essa mudança?

    – Eu vou ver o Sully, mas eu tenho que confessar que eu detesto muito o Tom Hanks, acho que desde “Quero ser Grande” ele não faz nada bom, ou pelo menos não faz nada que não seja ele mesmo, acho ele o pior ator do mundo, rs, e eu tinha desistido de ver filme com ele, mas para o Clint eu abro uma exceção. Tem algum ator que vcs detestam? 😛 Não vale Nicolas Cage rs

    E por favor, gravem o Cinema na Varanda antes do dia 22, pq ai eu solva e levo para as férias rs.

    Beijos 🙂

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    1. Vou repassar pro Chico essa pergunta do Oscar, tá? Particularmente, acho que a chegada de novos integrantes não muda tanta coisa, mas, em 2017, o grupo vai querer MOSTRAR que está mudando. Essa disposição pode render surpresas. Vamos acompanhar.

      Eu não detesto o Hanks. Mas admito que estou pegando um pouco de gastura do Darín.

      Abraço!
      Tiago.

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  4. Varanda,

    Episódio bem bacana sobre um diretor cascudo e bastante admirado pela crítica e pelo público em geral. Me amarrei na discussão sobre o Clint realizar ou não cinema clássico. Como vocês bem explanaram, é muito difícil afirmar uma coisa dessas justamente porque o dito “cinema clássico” não é apenas uma questão de narrativa. Estamos lidando aí com uma diversidade gigantesca de fatores: os processos industriais de uma Hollywood que não existe mais como era antes; a própria consciência do realizador ante o que foi produzido na história do cinema; e, claro, a recepção do público, que é o aspecto fundamental para que uma obra se complete. Muito mais interessante, portanto, pensarmos no cinema do Clint como algo que dialoga, abraça e ao mesmo tempo transborda, fundamentalmente, o que chamamos de cinema clássico.

    Não tratei especificamente do Sully porque ainda não o vi, mas já consigo antecipar algumas coisinhas pelo que vocês falaram. Let’s see…

    P.S. A postura de todos foi corretíssima em relação ao controverso episódio #50. Que essa experiência enriqueça ainda mais o processo todo e que a Varanda alce voos ainda maiores!

    Abraço e até,
    L.

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