Episódio 27: Às Vezes Eles Voltam

Independence Day (12:35) está de volta, vinte anos depois do lançamento do original. Mas… alguém ainda se importa? Faz sentido ressuscitar franquias que fizeram sucesso em outras décadas? Quais são os bons e maus exemplos? E como explicar a transformação de alguns desses filmes em cults por uma nova geração de críticos? No episódio da semana, Chico Fireman, Michel Simões e Tiago Faria batem um papo sobre a tendência de sequências tardias que inclui filmes como Ghostbusters, Procurando Dory e Jurassic World.

E mais: as opiniões do trio sobre dois longas aguardados de grandes cineastas: As Montanhas se Separam (37:59), de Jia Zhang-ke, e  Visita ou Memórias e Confissões (1:06:30), de Manoel de Oliveira, além de #FalaCris sobre a crise na União Europeia e um Cantinho de Ouvinte com mais discussão em torno de problemas e desafios do novo cinema brasileiro. Bom podcast!

METAVARANDA (média das notas do trio para as estreias comentadas na edição)

Independence Day: O Ressurgimento | Independence Day: Resurgence | Roland Emmerich | 20
As Montanhas se Separam | Mountains May Depart | Jia Zhang-ke | 60
Visita ou Memórias e Confissões | Manoel de Oliveira | 93

FILMES CITADOS NA EDIÇÃO

Cantinho do Ouvinte

Nise: O Coração da Loucura | Roberto Berliner
Branco Sai, Preto Fica | Adirley Queirós

Independence Day: O Ressurgimento

2012 | Roland Emmerich
Godzila | Roland Emmerich
O Patriota | Roland Emmerich
O Dia Depois de Amanha | Roland Emmerich
De Volta para o Futuro | Robert Zemeckis
Duro de Matar | John McTiernan
Os Caça-Fantasmas | Ivan Reitman
A Rocha | Michael Bay

As Montanhas se Separam

Plataforma | Jia Zhang-ke
Em Busca da Vida | Jia Zhang-ke
Jia Zhang-ke, um Homem de Fenyang | Walter Salles
O Mundo | Jia Zhang-ke
Um Toque de Pecado | Jia Zhang-ke

Visita ou Memórias e Confissões

Non ou A Vã Glória de Mandar | Manoel de Oliveira
O Estranho Caso de Angelica | Manoel de Oliveira
Um Filme Falado | Manoel de Oliveira
Francisca | Manoel de Oliveira

#FalaCris

Highlader – O Guerreiro Imortal | Russell Mulcahy
Coração Valente | Mel Gibson
Rob Roy: A Saga de uma Paixão | Michael Caton-Jones
Trainspotting: Sem Limites | Danny Boyle
Um Dia | Lone Scherfig
Sentidos do Amor | David Mackenzie
A Parte dos Anjos | Ken Loach
007 – Operação Skyfall | Sam Mendes

Gravado no domingo, 26 de junho, na varanda do Michel.

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19 comentários sobre “Episódio 27: Às Vezes Eles Voltam

  1. Henrique, eu prefiro os episódios que ficam menos nas listas e nos temas abrangentes e mais em comentários sobre filmes específicos. Acho que nesses a gente consegue ir mais fundo nos filmes. Mas entendo o apelo delas (das listas). Teremos outras em breve 🙂 Abraço! Tiago.

    (Na verdade, acho que me incomodei com o tanto de assunto que ficou de fora do ep. sobre cinema brasileiro)

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  2. Oi meninos,

    Vou ter de correr pra ver o Musas e o Montanhas pq tava super sem tempo de cinema, mas sou fã do ZhangKe e amo tudo q ele produziu. Tb tenho um estranhamento inicial com o Toque de Pecado, acho q bem entendível pelo fato de ser realmente uma virada na carreira do moço, mas revendo tudo deu uma assentada melhor. Ah, meu preferido tb é Em Busca da Vida.

    O vovô Manoel demorou a me pegar, e quando adolescente achava tudo insuportável; até aparecer Um Filme Falado, e tudo mudou. Revi o que não gostava da adolescência e tudo mudou (menos A Carta, q eu não curto nada). E como vcs, eu tb fiquei hipnotizado com o filme-testamento.

    Obrigado pelas citações a mim e pelo debate com as questões que levantei sobre o episódio O Cinema ao Redor.

    Um grande abraço e parabéns por mais um belo episódio.

    PS: eu curto o primeiro ID4, não briga comigo… 😦

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  3. Adirley Queirós é foda! Moro em Brasília há mais de 10 anos e só depois de conhecer a obra dele é que minha visão sobre a cidade se estendeu para além do plano piloto. Estudo cinema na UnB e ele é uma grande inspiração pra mim como realizador universitário. Ele tem uma visão própria, não faz concessões e por isso mesmo seus filmes são tão verdadeiros.

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  4. Oi, Gustavo, tudo bem? Morei 20 anos em Brasília e, por coincidência, fiz algumas disciplinas de cinema na UnB COM o Adirley. Isso que você fala é inegável mesmo: ele tem um olhar e não faz concessões (e isso desde muito cedo, acredite). É um cinema a ser acompanhado, sem dúvida, e certamente um dos mais promissores do país. Não acredito que ele tenha feito um grande filme ainda, mas esse é problema meu, não dele. Legal saber que ele está inspirando uma nova geração de cineastas. Abraço! Tiago.

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  5. Olá, Chico, Michel e Tiago.
    Primeiramente… vocês já sabem, né? Fora Michel que não o Simões!

    Mais um episódio excelente esse. Apesar de curtir o primeiro Independence Day, confesso que me surpreendi com a informação de que há no meio cinéfilo quem valorize a obra do Emmerich como uma “joia perdida” ou coisa que o valha. Acho muito importante o movimento de descoberta do valor de certos cineastas como Paul Verhoeven e John Carpenter, ambos muito associados a um cinema mais comercial em boa parte de suas carreiras, mas fazer algo parecido com o Emmerich não dá.

    Sobre o tema das franquias que voltam depois de muito tempo, senti falta de referências a dois casos recentes que deram muito certo: Star Wars (depois d 10 anos) e Mad Max (depois de 20 anos). O que me faz pensar que se esse episódio fosse gravado no fim do ano passado, talvez se chamasse “Às vezes eles voltam, ainda bem!”.

    Gostei muito da conversa sobre “As Montanhas se Separam” e “Visita”. Jia e Manoel de Oliveira são cineastas com os quais tenho uma relação muito esporádica, infelizmente, e isso, provavelmente, contribuiu para não viver esse filme-testamento do mestre português com a intensidade que vocês viveram. Mas ao menos posso concordar quanto a “Um Filme Falado”: é meu favorito do Manoel, apesar de ter visto poucos filmes dele. Já sobre o Jia, de fato senti um pouco essa diluição das questões entre “Em Busca da Vida” e “Um Toque de Pecado”, seus dois únicos filmes que vi. Encaro “As Montanhas se Separam” no próximo fim de semana, mas, enquanto isso, tentarei tirar o atraso em sua filmografia.

    Termino dizendo que esse é o meu primeiro comentário aqui no “Cinema na varanda”, mas que já venho acompanhando o podcast há um tempo. Como estou sempre na estrada entre Rio e Minas, vocês se tornaram meus mais frequentes companheiros de viagem.

    Abraços,
    Wallace

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  6. Wallace, bem lembrado. Realmente esquecemos de falar sobre ‘Star Wars’ e ‘Mad Max’ (talvez por já termos falado tanto sobre eles em outros episódios). É o problema de fazer um podcast sem script, haha. Muita coisa fica de fora. Mas vou lembrar disso no próximo Cantinho do Ouvinte, fique tranquilo.

    Valeu pelo primeiro comentário! 🙂 Volte sempre!
    Abs
    Tiago.

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  7. Estou no primeiro terço do episódio ainda, mas tenho uma coisa a comentar: eu li uma crítica do Estadão falando bem do filme Contrato Vitalício, do Porta dos Fundos. E no fim a pessoa teve a coragem de recomendar também o filme sobre o José Aldo. Eu, já vacinada pelo trailler que vi e pelo podcast anterior, achei melhor desconsiderar tudo. E depois o Thiago vem falar para eu abandonar meus amigos que gostaram de Olga…rs

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  8. Citando um comentário na review que o Mike D’Angelo escreveu no Letterboxd sobre “As montanhas se separam”: “o nome Dollar é um homófono para os caracteres chineses ‘muita felicidade'”. Digo isso para pontuar que deve haver muito mais nuances nesse filme do Jia Zhang-ke do que é perceptível para o público ocidental. Também não gosto muito de “Um toque de pecado”, mas acho que desta vez ele conseguiu contextualizar melhor as coisas nessa ideia de um cinema que comenta o período de transição para um mercado global a partir da absorção dessas influências para dentro do próprio filme–algo próximo do que o Assayas fez em filmes como “Irma Vep” e “Espionagem na rede”. Achei interessante que a maior crítica de vocês se parece muito com o que algumas pessoas estão reclamando sobre os blockbusters atualmente, que eles estão fazendo concessões para se apresentarem mais palatáveis ao mercado chinês, mas no caso do Jia eu vejo mais como uma decisão criativa mesmo.

    E sobre os blockbusters, não sou muito ligado na carreira do Roland Emmerich–nunca nem vi “Independence Day”–, mas peguei “O ataque” uma vez na televisão e me surpreendi por ter gostado tanto. O que vocês acham do filme?

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  9. Matheus, vou jogar a pergunta sobre ‘O Ataque’ no próximo Cantinho do Ouvinte, ok? Sobre o filme do Jia: minha tendência é concordar com você sobre as concessões-que-talvez-não-sejam-concessões, mas ainda fico em dúvida se seria mesmo uma decisão criativa dele (se sim, ótimo, mas não percebo isso muito claramente na narrativa). Teríamos que perguntar a ele, no caso?

    Abraço
    Tiago.

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  10. Tiago, escrevi seu nome errado. Desculpe. E esperarei o que vocês vão falar sobre Contrato Vitalício para decidir se verei ou não, então. Tenho dito que vocês são meus “críticos de estimação” (no sentido de estimados, não de bichinhos, tá!) e não vou ver o que vocês falarem mal, porque tenho muita coisa boa pra ver ainda. Só quero registrar que Independence Day já não veria, de qq forma.

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  11. Olá pessoal !

    Prefiro episódio com comentários sobre filmes específicos, do que episódio temático ou de listas/top 5. Dá espaço para comentários mais densos e argumentações mais embasadas. As listas são bacanas e curiosas, mas não acrescentam tanto, na minha opinião.

    Não assisti a nenhum filme de Jia Zhang-ke. Depois dos comentários e opiniões de vocês, dificilmente verei, pois percebi que o cinema dele uma temática que não me atrai. Por isso prefiro episódio sobre filmes, pois ajuda mais a formar opinião e tomar decisões.

    Abraços !

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